quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Rejeição
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
As coisas são como são
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Edredon?
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Espelhos
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Qual é o seu ritmo?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Desfribilador
domingo, 20 de dezembro de 2009
Soliblá blá blá
Desconfio daquele que está sempre rodeado de pessoas, causas humanitárias ou políticas. No fundo eles se escondem de si mesmos. Anulam o fato de que não há diálogo, não há troca. Há um blá, blá, blá que só faz sentido a quem o profere (e olhe lá!). Alguém por acaso se desloca ou abre tuas portas para um portador de vazios crônicos pronto para despejar a um ouvido amigo? Não. Só terapeutas.
Como se isso me confortasse! Não tenho resposta alguma durante as sessões! Nas poucas em que frequentei saí mais seca de ideias e rosto deformado pelas lágrimas. Cena ridícula: mal enxergar a maçaneta com os olhos embotados pelas lágrimas, virar as costas para o grandalhão vestido de branco e gélido. Com certeza deve estar rindo por dentro. Comprei uma hora do tempo dele para não me dar resposta alguma. Blá, blá, blá...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Somatizando
Engoliu seco algumas palavras ásperas e outras que nem passava por tua mente em ouvir? Prepare um bom antiácido, porque a má digestão será inevitável.
Deseja expelir de tua alma tudo aquilo que não te faz bem? Reserve o dia para reinar naquele trono a que tudo se sujeita.
E nem adianta torcer o nariz para o que descrevi logo acima, porque todo ser humano já deve ter passado por isso. Seja lá qual for o desamor ou o dissabor pelo qual ele esteja passando.
E aí? Pronto para encarar a enxaqueca?
Quem me tira daqui?
Se já apreciei brevemente o paraíso sentindo a leveza daquela pele.
Pergunto-me agora, por que continuo no purgatório acompanhada constantemente pela solidão?
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Quando conheci Jesus
Peguei. Isso me custou os cabelos. Um corte de "Joãozinho" horroroso fazendo com que tivesse que usar brincos constantemente ou saias para que ninguém me confundisse com um menino. Antes que minha mãe desistisse dessa batalha contra as pragas infantis e me retirasse da escola, ouvi uma história muito doida sobre um cara que nasceu muito pobre, que percorria o mundo fazendo milagres, inclusive multiplicava pães. Não sei por que cargas d'água, alguém achou que Ele poderia fazer algo de ruim às pessoas e resolveram fazê-lo apanhar, caminhar quilômetros com uma cruz pesada nas costas até que pregaram-no nesta mesma cruz e assistiram sua morte lentamente.
Que história horrível para se contar à crianças de tão tenra idade! Cresci pensando que Jesus era um tremendo de um coitado. Que não adiantou nada ter poder algum nas mãos se o povo não sabia usar em seu proveito. Jesus não tinha um poder sacro para mim. Acho que até a catequese, não passava de um Superman que não teve muita sorte. Uma pena. Talvez este não fosse o final da história, mas tive que sair da escola. Malditos piolhos!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Defeito de Fábrica
O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR, O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE...". Exatamente assim, com todas as letras maiúsculas, chamando a minha atenção de imediato.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Sobre Luz, insetos, predadores e uma certa ponte
Auto-controle
Pra que medir e racionar que são duas coisas que brotam inesperadamente dentro de nós?
Abre esta torneira mulher... não guarde para si aquilo que te faz mal!
Já o amor... também não o guarde, quanto mais ele flui de dentro de ti, mais próxima da paz estará.
Dedicado especialmente à Camomila
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Um, cinco, dez
O Cinco aparece de vez em quando. Um estalo de energia e vivacidade. Uma graciosidade e simpatia. Algo que me faz sorrir e imaginar o quanto isso atrai tanto quem é Dez e, quem sabe o Um?
Agora, sob as cobertas, esperando o sono chegar, penso que é doloroso, inexplicável e impossível deixar de ser Um. Um é o começo de tudo, a simplicidade e o olhar curioso e analítico sobre qualquer evento não enxergado pelo Dez e flertado pelo Cinco.
Soma-se facilmente a outros, assim torna as contas muito mais fáceis. Quando penso que ser Um pode me fazer sentir melhor, vejo que amo outro Um. Apesar de todos os predicados valiosos que encontro, vejo que minha vida só teria mais sentido se me somasse a outro Um. Seríamos Dois, comporíamos o Três. Mas isto não está em discussão agora. Deixa primeiro eu entender o que faria se tivesse a oportunidade viver o Um e suas imperfeições exatas.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Sai, Neura!
sábado, 12 de dezembro de 2009
Compulsão
sábado, 5 de dezembro de 2009
Chega perto?
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Quente e Frio, somente
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Aluga-se
domingo, 29 de novembro de 2009
Dentro da Caixa

quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Decida-se!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Encaixotando a Puta Enlatada
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Massa de Modelar

Rasgue em minha face um sorriso se assim necessitar
Vista-me ou aprecie minha nudez
De fácil manuseio, só depende de você para não quebrar.
Venha com tuas leves e ágeis mãos
Molde-me em silêncio,
De ti quero sentir a rigidez do seu traço,
O afago em meus cabelos e dando movimento aos cachos,
Teu sopro de vida em meus lábios
e um soluço de prazer se me der ouvidos.
Depois de pronta,
Modelo volta a ser massa
Para outra vez você moldar.
domingo, 22 de novembro de 2009
Vista-se!
Nua, inerte, cio.
Artista, volátil, meretriz.
Desejável, útil, descartável.
Recato, interesse, aprendiz.
Pressa, delicadeza, rompimento.
Sonho, medo, frieza.
Tato, cheiro, etéreo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Teoria e Prática
- Você gostaria de ficar comigo? - perguntou ela com um aperto de coragem e medo ao mesmo tempo.
- Teoricamente sim.
- E praticamente? Sairia agora de sua casa para me ver?
- Praticamente não. Tenho outros compromissos neste momento.
- Então o que você espera de mim?
- Que sejamos amigos, que falemos sobre tudo com liberdade e se tiver de acontecer algo, que seja sem pressão.
- Ufa! Que bom, era o que eu desejava ouvir.
Teoricamente estava em paz consigo mesma. Praticamente corria o risco de perder o pouco que havia conquistado. Já as emoções foram afetadas por uma excitação libidinosa sem limites.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sete Ingredientes
sábado, 14 de novembro de 2009
Vênus em Peixes
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Voltas
Fizemos nossas opções e decidimos não manter mais contato. O mundo precisou dar duas voltas em torno do Sol, as tardes de novembro parecem ser as mesmas de quando recebia telefonemas de tão distante. Hoje me lembrei destas voltas, dos sorrisos, das discussões, das distâncias, mas principalmente de tua presença. Um amigo distante, de olhos abertos e atentos para além do horizonte, mas que eu não pude enxergar em tempo.
Dei algumas voltas aqui sozinha, alguns outros amigos apareceram com algumas lentes para ampliar aquilo que já tinha perdido de vista. Já passou. Mas a brisa desta tarde hoje em minha pele só me faz lembrar do dia em que partiu.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A internet, o escurinho e o bêbado
Imaginava que a falta de energia fosse algo bem pontual, mas à medida que me distanciava de casa e nada de enxergar a luz que não fossem dos automóveis começou a me deixar preocupada, mas voltar para casa não era algo que nem passava pela minha cabeça. Queria saber até onde esta escuridão teria fim.
Para minha tristeza, não teve fim! Cheguei até o local combinado após ter ultrapassado cruzamentos imensos com a ajuda de caminhões e ônibus – quem tem coragem de fechar um automóvel deste tamanho? – pois meu carro, de tão pequeno que é dificilmente imporia um pouco de respeito aos demais nesta guerra declarada entre os automóveis.
Estacionamento fechado, pessoas nas ruas e o silêncio. Celular? Nada de sinal, seria a minha operadora ou a dos outros que não vive? Respondi esta pergunta quase que imediatamente, meu celular tocou. Era uma amiga que mora a 20km de minha casa dizendo que por lá também não havia energia elétrica e havia rumores de que em outros estados também sofriam com o blackout.
Que droga! A gasolina que havia no meu carro não seria o suficiente então para saber até onde esta escuridão acabaria. O jeito era voltar pra casa e me conformar com o silêncio dos meus pensamentos.
Entre um cruzamento e outro, pensei em coisas absurdas e gargalhava: “E agora? Quem vai twittar o Apocalipse?”, “Quem escreverá um post sobre o que sentiu e em quem pensou em seus últimos minutos de vida?”, “Qual será a manchete de amanhã? Haverá manchete? Haverá jornal?”.
Depois do surto, a dor. Enquanto todos desejavam largar o que estavam fazendo para se recolher, por que é que eu estava fora de casa, mesmo? Antes de voltar, fiz outra loucura, percorri outros tantos quilômetros de uma ponta da cidade à outra, atravessando túneis, pontes e viadutos para apreciar o estranho vazio de São Paulo, as luzes dos carros que cortavam as marginais e também refleti sobre nossa fragilidade. Tantos pedestres desejando atravessar uma simples avenida, mas não o conseguiam. Primeiro porque não havia semáforo obrigando o motorista a parar, segundo que para enxergar um pedestre, só se ele estivesse sobre o capô de seu carro e olhe lá.
Quando me dei conta, estava em frente a casa “daquele que não deve ser nomeado”. Ligar não adiantaria, àquela hora já estava sem rede. Tocar a campainha? De forma alguma! Gritar o nome e bater palmas no meio da calçada como os meus antepassados? Nem pensar! Tudo isso passou pela minha cabela antes mesmo de reduzir a marcha, passei direto. Se morrer agora, sei que estive a poucos metros daquele que me faz inteira e feliz comigo mesma.
Antes que cometesse mais alguma loucura, decidi tomar as rédeas e guiar meu carro – que parece ter mais vontade que eu – para casa.
Já que estava na rua, o próximo desafio agora seria o de encontrar algum lugar para comprar cigarro. Bem perto de casa havia um posto de gasolina que funciona também como boteco. Pelo movimento ali, parecia que nada havia acontecido na cidade inteira.
Fui abordada por um bêbado, pedindo alguma moeda para olhar meu carro. Já dei cinqüenta centavos para que ele não continuasse baforando na minha cara.
Dentro do estabelecimento, lá estava o bebum. Ele não devia estar “olhando” meu carro? “Dá um cigarro de vinte e cinco centavos e uma dose de pinga” – falou o mal cheiroso. De cara retorcida e impaciente, o atendente respondeu: “A dose de cachaça custa R$ 1,50! As moedas que me deu não são o suficiente.”
O surto de gargalhadas retornou. “Que cachaça cara é essa, minha gente?” O fim do mundo está próximo e o homem vai negar uma dose da branquinha a alguém? Mas o bêbado me surpreendeu, tem um poder de persuasão e negociação sob altas doses alcoolicas. Uma moeda de R$ 1,00 comprou um cigarro e uma dose de 0,75 centavos de pinga. Enquanto pagava meu cigarro, vi o infeliz dando seu trago e bebericando sua marvada como se fosse uma bebida rara e sofisticada, porém, num copo descartável.
Hora de chegar em casa, tomar também da minha branquinha, fumar meu cigarro e adormecer. Se houver o dia de amanhã, faço questão de escrever. Se houver energia elétrica, compartilho com os leitores virtuais minha desventura na escuridão.
sábado, 7 de novembro de 2009
Uma Gota
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Inútil e vazia
De tão inútil e vazia que é a vida, nossa loucura pós 18 anos é preenchê-la de alguma coisa. Sabe-se lá o quê. Mas é esta a ideia: procurar, procurar e procurar...
Quinhentos anos atrás, nem nos preocupávamos com isso, já davam sentido às nossas existências desde o berço. Caminhamos em busca de uma "independência racional" e o que vemos é um obscuro nada. Acho que estou concordando com o cineasta. Talvez seja melhor assim. Vou cancelar minha terapia, comprar roupas, sapatos e jóias. Quizá, dê uma passadinha num esteticista ou cirurgião plástico. Já que somos inúteis e vazios, vamos pelo menos obedecer às tendências da moda! hehehe
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dos Inícios que Flertam com o Fim
Segue texto de "A Casa do Zander":
Uma amiga me perguntou como eu conseguia advinhar quanto tempo durava um relacionamento – meus e dos outros – com alguma precisão. Obviamente eu não sou onisciente e nem tenho uma taxa de acerto razoavelmente alta, cientificamente alta, mas como tudo que envolve o sentimento, os acertos contam mais que os erros.
Daí eu expliquei que todo relacionamento tem uma “matemática”. Já escrevi sobre isso antes e acho que consegui sintetizar isso hoje. As regras são simples e são cinco ou seis.
A regra primeira diz que é necessário ter algo em comum. E esse algo tem de ser dentro de casa. Gostar de shows, filmes, bares e amigos e atividades na rua é legal, mas sob um teto a coisa muda de figura. Se os relacionantes não conseguem fazer um bocado de nada juntos, diminui-se o tempo do relacionamento.
A regra segunda diz que eles têm de ter alguma discordância. Mas daquelas brabas, que cause brigas, tapas na cara ou ódio eterno. É no atrito que se aprende a negociar os espaços, a ceder, a treinar a tolerância. Mas ambos têm de ter isso ou o lado cedente acaba cansando.
A regra terceira diz que eles precsiam achar que o outro é melhor que eles em algo ou em tudo. Mas tem de ser mútuo. A admiração pelo outro é o que impulsiona o dia-a-dia. Caso contrário, o outro vira objeto de escárnio e qualquer opção fora do relacionamento acaba valendo mais a pena. Novamente ambos precisam achar que o outro é melhor, senão o caldo desanda.
A regra quarta diz que ambos têm de ter um nível sócio-econônico-cultural próximo
um do outro. Mais cultural, sócio ou econômico dependendo da índole de cada um. Nada contra uma pessoa ser sustentada mental, social ou economicamente pela outra, mas há de ter troca entre os relacionantes. Já conheci casais perfeitos que sucumbiram à dureza, à burrice ou ao isolamento social. Não nessa ordem.
A regra quinta diz todas essas regras anteriores devem e serão quebradas em algum momento e nunca serão sempre observadas durante os relacionamentos que tivermos pela vida.
E a sexta, a derradeira e única absoluta, é que só se entra num relacionamento sabendo e esperando que um dia ele acabe. É a única garantia de que será infinito, como diria o poetinha.
Confu-ação!
Na tentativa de encontrar uma opinião alheia para questões só minhas, só acumulei novas questões e doloridas respostas: "O que você deseja?", "Onde pretende chegar com estes pensamentos confusos?", "Já disse para não esperar nada de mim!"
Queria eu acreditar que não espero nada mesmo do outro. Mas não é verdade. Quero a surpresa, um amor inconsistente, mas presente no olhar.
Hajo na impulsividade. Mas vamos lá, mais uma vez, respondo: quero o abraço carinhoso de quem me estima, um afago nos cabelos até poder adormecer, sonhar e acordar, olhar para você ao meu lado e voltar a sonhar em paz, sem culpa ou temor de colocar libidinosos roteiros que só minha mente inconsciente é capaz de produzir. Seria pedir muito?
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Casas Bahia
Crédito fácil, rápido e acessível a todos. É motivo de piada por uns, a salvação de outros, mas permanece lá. Intacta. Sabe que quando necessitar, terá onde recorrer. A qualidade do serviço prestado, dependerá somente do tipo de cliente que se dirige à loja. Todavia, o slogan permanece o mesmo "Dedicação total à você!".
Quando me perguntaram porque ainda tinha esperanças nos relacionamentos afetivos, lembrei-me das parcelas em atraso, da quantidade de crédito que já dei às inúmeras pessoas que já bateram em minha porta. Um prejuízo imenso quando se tem um coração que não possui um caixa reserva para este tipo de emergência. Somando tantos prejuízos, minha vontade era a de cobrar juros dos demais clientes. Alguém deverá pagar por isso!
Seria fácil assim se pudesse comercializar somente objetos. Mas os sentimentos não têm tabela de preço, não obececem a oscilação econômica internacional, muito menos é guiado pelo Banco Central. Os sentimentos apenas surgem e são expostos nesta vitrine frágil. Não é necessário aprovar o crédito, leve e pague como puder, pois o meu coração é assim como as Casas Bahia "Dedicação total à você".
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Maratona Salseira - Final
Enquanto a Banda Azúkar agitava aquela galera imensa na pista e os animadíssimos aniversariantes sobre o palco, preparava o material e as baterias - tanto da câmera fotográfica, quanto as minhas- para o terceiro e último show da noite. O relógio não estava nos ajudando havia uma certa angústia e ansiedade no ar: "Será que vai dar tempo?".A próxima apresentação seria no Clube Espéria, em uma festa de confraternização aos professores da UNISANT'ANA, onde Leonardo César - percussionista Azúkar - também é aluno. Imagina a responsabilidade?
Superadas as dificuldades impostas pelo trânsito de São Paulo em plena madrugada - obras do metrô, túneis fechados e GPS desorientado - chegamos (uff!) às 2h30 da manhã. Enquanto os músicos foram chegando e montando os instrumentos no palco, fui estacionar o carro junto com outros amigos. Alí mesmo fomos abordados por um dos professores da Universidade. Contamos a ele um pouco de nossa maratona e da expectativa para o último show da noite. Apesar de o professor dizer que já não haviam mais tantas pessoas por lá, e o "clima" já ser de final de festa, ninguém alí se abateu.
Contaminado pela energia de todos alí, o professor resolve adiar um pouco mais o retorno para casa e conferir de perto a magia que a salsa tem!
Os DJ's dão lugar aos músicos no grande palco. A plateia acadêmica, que parecia estar dispersa em pequenos grupos, logo se aglomerou e dirigiu seus olhares ao mesmo ponto. Cada um, à sua maneira, manifestou rapidamente seu interesse pela alegria e sensualidade da música latina. Observaram atentamente os passos coreografados por Douglas - amigo da Banda Azúkar - e dançaram o tempo inteiro! (Ok. Eu assumo! Também me rendi e dancei junto. Não poderia ser diferente, não é mesmo?).
Final de show e gosto doce de vitória. Senti no olhar, no aperto de mãos e abraços o quanto esta turma estava realizada. Logo, um dos Reitores da Unisant'ana foi elogiar o trabalho e desempenho dos meninos e claro, de seu aluno também.
Poderiam me oferecer uma passagem para qualquer lugar do mundo, mas não trocaria este momento por nada. Canela, a blogueira e salseira, estava entre aqueles que compreendem muito bem as paixões que a motivam percorrer longas estradas só para contar aos leitores do Diário Salseiro como é doce o sabor e o ritmo de Azúkar.
Maratona Salseira - Parte II
Hora de partir, apesar da brisa marinha ser mais do que um convite para permanecermos por lá, muitos outros salseiros já nos esperavam no Buena Vista Club. Como o caminho feito pelo ônibus fretado era mais longo e demorado, o prof. Moisés seguiu de carro para garantir que ninguém na pista ficasse parado enquanto a banda não chegava.
Foi aí que descobri que a maratona "Azúkar" não parava por aí. Eles tinham um terceiro show!!! Agora sim consegui entender o olhar aflito e ansioso dos músicos. Tinha que dar tempo. Enquanto alguns descansavam e outros ouviam música, eu ja fui matar curiosidade quanto ao resultado das fotos que fiz. Não fosse a pouca bateria do note, já teria escrito um post alí no ônibus mesmo.
Chegando na Av. dos Bandeirantes os celulares de muitos alí começaram a tocar sem parar. Eu só observava, sorria e pensava "Como entro no Buena com esse cabelo sem escova?" Para os homens era muito mais fácil: troca-se de camisa, passa-se um desodorante e está tudo "limpo". Entretanto, já que estava na chuva era para me molhar de verdade. Substituí o tênis pelas sandálias, retoquei o batom e dá-le mais uma dose de Azúkar!
Desta vez, a pista estava tão lotada que mal dava para se dançar com um parceiro. Não havia corredor ou fresta que passaram ilesos: estava realmente cheio. Hora de me sentar logo atrás do palco, junto ao técnico de som e tomar um energético para recarregar as energias.
Próxima parada: Clube Esperia - Santana.Continua...
Maratona Salseira - Parte I
Mal tinha me recuperado das visitas ao Capital Bar na quarta-feira, ao som de Negra Mamba e da inauguração do Pimenta Latina Brasil na quinta-feira, com a banda boliviana Bahia Show, lá estava eu em frente ao Buena Vista no horário marcado sexta-feira. Até este momento, estava confirmado somente dois shows para a noite, mas tive algumas (deliciosas) surpresas no caminho.
Não se tratava de um show qualquer, a banda se apresentaria ao ar livre contando também com a participação de três casais de dançarinos e dois coreógrafos - sem contar com o Professor Moisés Bandera e sua parceira na animação dos mais tímidos. Minha tarefa seria a de acompanhar os preparativos e fotografar, na medida do possível, todos os momentos. Por volta das 17h os músicos começaram a passar o som e os dançarinos a acertarem os últimos detalhes para a coreografia de abertura e improvisações durante o show.
Difícil foi equilibrar as vontades, a blogueira já queria ter um computador em punho para ir descrevendo tudo o que sentia e o que via acontecendo. A fã desejava fotografar sob todos os ângulos todos os envolvidos. Já a salseira, queria mais era se jogar entre os dançarinos e vencer o obstáculo do piso um tanto rústico para os saltos.
A receptividade e atenção dos representantes do Guarujá para com toda a equipe foi maravilhosa. Muitos ficaram curiosos com o trabalho desenvolvido pelo Diário Salseiro - aproveitei e já fiz propaganda, né?
Mesmo com o aperto nos horários, o clima de descontração era algo marcante e só fez temperar ainda mais a apresentação dos meninos. Entre um click e outro em minha máquina fotográfica, aproveitava pra dançar e observar o olhar atento das diversas pessoas que estavam por alí. Sem dúvida alguma, toda a equipe soube passar o seu recado: salsa é alegria e sabor.
E por falar em sabor, já estava passando da hora de comer alguma coisa, eram quase 21h e tínhamos que jantar e nos apressar para a segunda apresentação, agora em São Paulo, no Buena Vista.
Continua...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cheiro Vadio
Sua fome não era de orgasmo, não era de beijo na boca. Sua fome era de palavrões sussurrados ao pé do ouvido, de puxões nos cabelos e tapas em sua face que estampavam o puro prazer vadio. Mas assim como uma boa cerveja em boteco vem acompanhada de um trago no cigarro, depois de vê-lo sem forças depois de gozar, desejava somente um abraço.
Esperou por alguns minutos, ele não o fez. Adormeceu. Cansada e de lábios dormentes, decidiu voltar ao seu trabalho, aos seus afazeres. Como pagamento, levou sua camisa. Vestiu-se do cheiro de suor nela impresso. Este mesmo que buscava no abraço que não recebeu.
domingo, 25 de outubro de 2009
Símpática, eu?
Saio de casa para dar espaço a outras coisas que não sejam os nadas que carrego. Simpática deve ser a senhora sua mãe em tê-lo botado neste mundo mesmo sabendo que você não teria chance alguma de ser feliz nesta sua vida medíocre. Tenho sorte com gente assim: bêbada, asqueirosa e sem noção. Seria mesmo isso o que me resta?
Tenho uma lista imensa de canalhas que só se aproximaram de mim no intuito de tirar algo de proveito. Se conseguiram ou não, problema deles. Estou farta desta teimosia inútil e desgastante: encontrar um pouco mais de afeto no abraço e na ponta dos dedos.
Não estou fazendo o papel de vítima. Já creio ter pagado por algumas das muitas falhas que cometi. Também manipulei e usei quando me era conveniente. Só fui ter ideia do que era isso quando me vi do outro lado. Depois do orgulho amarrotado, já ando me contentando com muito pouco: simpatia.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Muda
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Anjo da Guarda
Quem um dia enxergou a Luz em teus passos e decisões, fica perplexo ao ver-te assim, mergulhada nas Trevas. Sem direção, nem atitude.
Tuas lágrimas corriam em tua face por aquilo que não era capaz de fazer por outras pessoas que amava. E hoje, esta pessoa inerte, envolta no bolor e sujeira, já não é mais capaz de chorar nem pelas próprias falhas.
Quero perguntar a você o seguinte: de quanto tempo mais necessita? Até quando permanecerá neste ortracismo mórbido? Por que deseja dopar-se? Estar anestesiada fará com que isso desapareça?
Você carrega o vazio do mundo dentro de si, mas o vazio que é seu, somente seu, não pertencerá a mais ninguém. Não adianta medingar por atenção ou tutela.
Se sair do emprego, alguém entra em seu lugar. Se não cumprir com os projetos que, por ora, criaste, serão somente ideias diluidas ao sabor do vento. Se permanecer em silêncio, ninguém poderá ajudar.
Aproveito que está aí largada nesta fria e úmida cova e jogo um novelo. Desate primeiro estes nós. Enquanto isso eu observo de longe, atentamente.
Quando tiver construído uma corda, suficientemente forte. Jogue uma das pontas para o alto e tentarei resgatar-te ainda em vida.
domingo, 18 de outubro de 2009
Encrenqueiro!
Enquanto você me subestima, outro bate em minha porta o tempo inteiro me propondo desafios ainda maiores para me engajar. Volta e meia bato em sua porta dizendo "Vem comigo?", mas tua ignorância, além de limitar teus horizontes, me faz sentir uma babaca.
sábado, 17 de outubro de 2009
Eu já esqueci como se diz isto...
Nâo queria provas, por mais que hoje em dia ninguém mais acredite neste tipo de confissão, dizer que se ama alguém é demonstrar sua fraqueza ao outro e não o contrário. Eu acredito tanto na força desta frase na mesma proporção em que sou covarde para dizer isso a alguém. A pequena cena descrita no parágrafo anterior não passa de uma cena criada pelo meu cérebro em estado inconsciente, adormecido. Quando o dia quase amanhece, se está "pseudo sonhando acordado". Acordei logo em seguida com uma sensação tão boa, que aquilo parecia ter sido realidade.Deitada sobre deu ombro, consegui sentir a força e a energia do teu abraço. Não soube exatamente de onde ele tirou coragem para isso, mas conseguiu dizer tudo o que mais esperava ouvir "Eu te amo". Pedi para que repetisse, que olhasse em meus olhos e dissesse novamente. Afastou meus cabelos com a ponta dos dedos, encostou então os lábios em meu ouvido e disse com suavidade "EU TE A-MO". Não acreditei. Tive um surto de gargalhadas. Não era real, não era possível estar ouvindo isso.
Se uma cena como esta, inventada, me fez pisar sobre as núvens durante todo o dia, o que aconteceria comigo se isso realmente acontecer?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Cigarro Mata-Neurose!
Quem disse que eu penso em você quando acordo?Onde está o meu cigarro? Só falta procurar dentro da geladeira! Uma pena a embalagem não ter um apito como o telefone sem fio...
Que sonho acordada ao desejar que o peso do edredon sobre minhas costas pudesse ser um abraço teu?
O que quer dizer quando canta "Selvagem é o Vento"? Eu digo que selvagem são os meus pensamentos!
Quem disse que a Muralha da China é a maior do planeta? Conheço
uma feita de travesseiros que parece impenetrável até para as garras do Wolverine.
Não precisa me chamar de covarde. Escondo-me nas palavras escritas, demoro um
pouco a dizer o que penso. Faço tudo o que desejar enquanto estiver de quatro aos teus pés. Assumo esta posição com certo orgulho, mesmo que pareça tolo. Até gozo sem ao menos ser tocada!
Quem disse que eu sei exatamente o que fazer? Só peço para que me dê ordens, que siga teu roteiro e me permita sugar de tua energia até adormecer.
Quem disse que isso me faz sofrer? Pelo contrário, sinto prazer em exercer poder absoluto sobre você. Sou eu quem está presente em tua memória. É meu nome que circula em teus pensamentos quando deseja não ter trabalho para se auto-satisfazer. Vejo aí o poder às avessas. Sou descartável, mas nem tanto!
E o meu cigarro? Encontrei! Duas horas depois. Agora são duas tragadas e "Publicar Postagem". Do que é mesmo que eu estava falando?
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Sobre Fotografias
Sabe o que mais me impressiona nisso tudo? É a capacidade de relevar, de cooperar e, estranhamente, ignorar isso tudo e, novamente insistir. Sou a mais pura representação da teimosia. Confesso que passo horas fitando estas mesmas fotografias na tentativa de buscar respostas em que só eu poderei responder. O tempo não perdoa ninguém. Objeto fotografado e fotógrafo estão unidos no tempo. Assim como os retratos, nossas almas também envelhecem e amarelam com o tempo. Mas eu só desejo as respostas. Empoeiradas ou não, elas deverão surgir.
Enquanto investigo em tuas rugas as respostas, quem sabe consigo cicatrizar minhas feridas?
sábado, 10 de outubro de 2009
Sonoro Silêncio
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O Defunto e o Coveiro
Decidi me afastar de todos em busca de respostas, mas até este momento só encontrei dúvidas e desilusão. Sempre deixei bem claro que deste veneno beberei até a última gota... não quero que ninguém sofra comigo também. Escolhi um canto úmido, sombrio para que pudesse ser eu mesmo o coveiro do que sobrar de mim. Me recuso a dividir esta tarefa com qualquer outra pessoa, independentemente do grau de importância que devo ter para ela. O que me importa agora, é só viver e sofrer da minha dor.
Dor esta que eu mesmo cultivei, tentando entender quais seriam os meus limites para isso. Estou perdido nesta dor e já não enxergo o caminho devolta. Já não sei mais o que é luz. Já não consigo compreender as tantas vozes que insistem em ecoar. Vozes familiares, algumas doces, outras sarcásticas. Sei que dentro deste abismo que criei para me esconder, nada parece lúcido. Algo me chama para fora deste sepulcro, mas já não tenho forças para sair dele. Já tentei algumas vezes completar esta tarefa, mas a minha insistente mediocridade me impede.
Sinto em minha pele agora um farfalhar de asas, esta brisa trouxe consigo milésimos segundos de paz. Posso me dar uma nova chance e abortar esta viagem? Poderia voltar ao começo e refazer meus passos?
Continua...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pincel e Palavras Emprestadas
"O amor acontece entre dois, mas a experiência de cada um não será necessariamente parecida. Amante e amado vêm de mundos diferentes. Muitos preferem amar a ser amado, porque o valor e a qualidade do amor são definidos pelo amante. O amado teme que o amante consiga o que busca: desnudá-lo inteiramente. O amante deseja qualquer contato com o amado, mesmo que desse contato resulte apenas dor."
Carson McCullers
domingo, 4 de outubro de 2009
Suicídio
Por que as pessoas dão cabo na própria vida? Por que desejam morrer? Seriam eles covardes ou simplesmente encontraram a melhor resposta para problemas dos quais não são capazes de enfrentar ou de se posicionar. Não é isso que os nossos políticos fazem em uma votação importante no Senado? A abstenção?
Suicídio seria espécie abstenção irreversível. Seguindo neste raciocínio, percebi que a palavra "irreversibilidade" é algo que ainda preciso aprender a lidar. Logo, suicício não combinaria comigo.
Existe então suicídio parcial? Há algumas coisas que desejo matar em mim para dar espaço para outras que aprecio. Poderia enumerar alguns ítens para ficar mais fácil. Mas só tem um único ítem em minha lista que ainda estou em dúvida se mato ou não: a impulsividade.
Ceder aos meus impulsos só me traz problemas. Mas, com alguma colaboração alheia, sempre colho prazeirosos frutos. Dias depois....
sábado, 3 de outubro de 2009
Sorria, meu bem!
Não será necessário dançar e perder seu tempo com sorrisos falsos a quem não sabe um terço de tuas pelejas diárias. Sorria! Em algum momento da madrugada, lembrarei de você e desejareo somente tua presença e teu sorriso sincero. Sorria!
Não há frustração ou tédio que sobreviva ao sorriso e à presença de pessoas tão queridas e transparentes. Continue sorrindo!
Lembre-se que o sono e o cansaço poderá me abater por alguns minutos, mas continuarei olhando pra você sorrindo. Poderá compartilhar da presença daqueles que são meus, mas dou espaço para você sorrir e mostrar a que veio. Agora eles também pertencem a você!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Feliz Aniversário
Como presente de aniversário este ano, gostaria de dar-te a verdade, de alguma forma dizer o quanto é importante ainda em minha história e que o desprezo que me concedeu durante todo este tempo só alimentou minha auto-confiança. Aprendi muito. Aprendi que sexo casual não se faz com quem se deseja manter contato por mais tempo. Aprendi que não se deve julgar as pessoas pela sua promiscuidade, pois em algum momento ela pode sim, amar alguém - só não tive a sorte de ser a escolhida. Aprendi que dentro dos caras mais "empedrados" pode haver muita sensibilidade e bom gosto. Aprendi, a duras penas, a te dizer não.
Eu consegui dizer não! Mas os dias passaram, a carência bate em minha porta e tudo o que gostaria agora era poder dizer é "Só se for agora!". Já que o aniversário é teu, desejo somente que você saiba exatamente o que vai pedir, porque acontece!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Feita de Música
Certa vez uma de minhas chefes disse: "Canela, você é realmente feita de música!". Achei que este poderia ser o melhor elogio que alguém poderia me oferecer. Envolta em notas musicais e ritmos diversos, talvez pudesse manifestar tudo o que guardo e calar tudo o que não vale a pena ser dito.
Quem dera estes mosaicos um dia pudessem formar uma única imagem e definir, mesmo que temporariamente, o que hoje sou, quais são meus reais desejos, o que levo para compartilhar com meu travesseiro e o que busco dentro de cada olhar dirigido a mim.
Dançando fica difícil saber dos outros o que pensam, muito menos eu! Quando danço, só sou feliz!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Um remédio para necessidades diferentes
tua sutileza,
tua futilidade.
minha covardia,
minha solução.
meu combustível.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Final (in)Feliz
O que se está em jogo aqui nesta pequena frase não é a sua veracidade e sim, o fato de que posso me considerar satisfeita, pois eu realmente amei e fui amada em algum momento. Isso justificaria tantos finais infelizes.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Ampulheta e Correnteza
Areia, assim como o amor, não tem muita serventia se estiver aprisionado e com tempo determinado para esvaziar-se. Iniciamos um relacionamento já pensando nisso: em como ele acabará. Geralmente com um dos lados cheios - sabe lá Deus, do quê - e o outro vazio, inerte... oco.
Não sei como, mas lembrei de uma frase de uma amiga que representava meu ponto de equilíbrio até poucos anos atrás. Hoje - casada e feliz - segue outras rotinas das quais não me encaixo, mas isso fica para outro momento. Entretanto, o que me fez lembrar desta querida amiga foi o fato de ela dizer que amava determinada pessoa, simplesmente porque ela "trazia a leveza de um riacho". Um sentimento cristalino, consistente no formato, mas totalmente permeável e rico. Uma correnteza leve que trazia a paz que ela tanto almejava.
Sei que para viver sentimentos assim, há muito que abrir mão. Se estou preparada para isso, não faço ideia! Mas hoje, desejava uma correnteza leve envolvendo meu corpo. Nada de pensar que meu tempo é curto e que devo usar de todos artifícios para que "seja eterno enquanto dure".
Já joguei minha ampulheta de vidro no chão, logo o vento espalhará de vez o seu conteúdo. Que venha a chuva e carregue de vez esta areia, para longe ou, definitivamente, para dentro de mim.
sábado, 26 de setembro de 2009
Eu Tenho Pressa!
Tanto trânsito para um sábado! Tanta pressa! Onde mesmo todas estas pessoas desejam chegar? Eu só precisava resolver alguns assuntos e observar o movimento urbano para me inspirar a novas ideias. Dar um gás em projetos antigos e retornar mais "oxigenada" ao meu casulo. De tudo o que conversamos entre uma rua e outra - ou entre os faróis vermelhos que acidentalmente esquecia de parar, pois me distraio facilmente conversando e pilotando - ficou esta frase martelando minha cabeça "Eu tenho pressa!".
Não digo a pressa de que chegue logo ao local marcado, devolta à minha casa, que o final do mês venha mais rápido para pagar as contas e voltar a ficar zerada ou mesmo que o garçom nos sirva logo a cerveja. Tenho pressa para saber o que será de mim e das pessoas que amo num período curto de tempo. Uns três, cinco anos, talvez. Não mais que isso, pois nunca soube fazer planos a longo prazo. Aos 17, 18 anos a gente sabe o que vai ser dali 4, 5 anos: formado. E quando já se está formado? Empregado? Sem namorado? O risco de cair nas lamúrias e encontros entre trintonas para falar mal dos homens é grande, bem como render-se aos livros de auto-ajuda - dos guias de bolso vendidos em caixas de supermercado, aos mais promissores best-sellers.
O que me fez voltar pra casa encafifada é uma pergunta ainda pior que essa: para ser alguma coisa daqui 3 ou 5 anos, o que preciso começar a fazer agora? E o que quero mesmo? Posso enumerar 300 coisas das quais eu não desejo nem para mim, muito menos para quem está próximo ao meu convívio, mas e o que eu quero?
Podem chamar isso de dilema piegas, que é fútil ou qualquer outra coisa. Mas voltei de barriga cheia com a pizza maravilhosa que comi e a cabeça com o dobro do peso da massa e calorias, constituida somente por pontos de interrogação. Mas eu tenho pressa! E ainda não inventaram antiácido que possa diluir as dúvidas que me consomem. Não há "suco gástrico" dentro de nossas mentes que possa digerir tantos dilemas. Só preciso de escolhas pequenas, concretas e, principalmente, de resultados. Eu tenho pressa!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Saldo da Semana
1 jantar no japonês (sozinha!)
2 barras de chocolate meio amargo
1 lata de leite condensado com Ovomaltine - Quem não fez isso, experimente!
4 maços de cigarro - Não façam isso!
8 filmes locados (7 dramas e 1 comédia romântica)
2 caixas de lenço - chorar faz bem... pra fábrica de lenços de papel!
23 horas no msn seguidos pedindo socorro
80 fotos deletadas no Orkut - Que gorda eu estou!
35 vezes tocou "Why does my heart feel so bad" - Moby, seguidas
9 posts melodramátidos no Blog
10 velas acesas
1 caixa de incenso
10 vezes eu perdi o celular dentro de minha própria casa
300 xingamentos
1000 perdões
NENHUMA vergonha na cara! No mês que vem começa tudo outra vez!
Mantra
Mesmo que não possa tocar em você agora, sei que minha presença é constante sempre que repousa tua cabeça em seu travesseiro. Neste momento, repito meus tímidos gestos, meus intensos pensamentos afim de que possamos ter uma noite inteira de sono e a consciência de que amanhã teremos mais uma chance para consertar nossos erros.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Meio Fio e Calçada
Voltou a titubear, manquitolar e até achar graça do sobe e desce entre calçada e asfalto. Assim seguiu, até que numa pequena distração, pisou em falso em um bueiro. Destes, cujas tampas traiçoeiras que os órgãos responsáveis insistem em não substituir. Apesar do aspecto repugnante e pouco visto por aqueles que só desejam caminhar no asfalto, sentiu uma estranha identificação. Enxergar o belo naquilo que é negligenciado passou a incomodar muitos que estavam ao seu redor.
Saiu deste bueiro quando já tinha entendido que aquele não era um lugar para se viver permanentemente. Desejava mais uma vez a luz em sua pele, o sabor suave das frutas, o direito de gargalhar com programas de TV. A partir deste momento, seu caminhar nunca mais foi o mesmo. Assim como os heróis gregos que, por algum motivo, caminhavam entre céu e inferno buscando respostas – e nem sempre as conseguiam da maneira como esperavam.
Carregava consigo os prazeres mundanos que só o inferno poderia proporcionar, mas um estranho clamor pela paz e equilíbrio das emoções o deixava ainda mais ausente com aqueles que viviam próximo dele nos dois mundos.
Após longos períodos de caminhada, parava de tempos em tempos para ver se seria possível abrir mão de um dos mundos que conhecera. Desejava a estabilidade, a auto-confiança, o perdão pelas faltas e, conseqüentemente a paz. Mas não tinha dois pés direitos. Verificou melhor os desafios que superou, os prazeres que vivenciou, os desejos que ainda não tinha realizado no lado obscuro e também pensou: “Não tenho dois pés esquerdos”.
Quanto mais pensava sobre a decisão a ser tomada, mais tempo parado ficava. Sombras e luzes o perseguiam de forma a torturá-lo na melhor parte do dia: o repouso. Defenderia a solidão promíscua e libertadora ou o conveniente, saudável e o socialmente correto?
Na tentativa de tomar um fôlego, corria até a janela mais próxima e verificava como outras pessoas decidiram seguir seus caminhos. Achava bizarro e, às vezes, muito interessante a maneira como algumas pessoas encontraram soluções criativas para o seu caminhar. Mas ele desejava algo um pouco mais original.
Depois de anos tentando se encaixar tanto em um mundo quanto em outro, havia dentro dele uma grande quantidade de frustrações pessoais e decepções daqueles que o amaram muito, a mágoa ainda era latente. Sentia que nunca conseguiria suprir as necessidades afetivas alheias, pois depositava toda sua energia na indecisão. Não podia se permitir abrir um duvidoso coração a qualquer um era o que tinha de mais precioso, era o único órgão que o impulsionava para os dois sentidos sem discriminação.
Até que um dia, assim como ele, encontrou outra pessoa que também descobriu a graça de se caminhar com um pé aqui, outro acolá. Uma série de encontros e desencontros permitiu a identificação imediata. Para algumas dúvidas, o outro teria algum conselho a dar, mesmo que não fosse com palavras. Um olhar desfocado ao nada, respondia muito melhor que qualquer outro gesto. Por mais que desejasse que ninguém seguisse teus passos, devia admitir que este não fosse um caminho exclusivamente dele.
Passou então a compreender o significado de “complementaridade”. Aquilo que mais tinha dificuldade em manifestar, esta outra pessoa já era o contrário. O tempo passou, muito se pode aprender com as ausências e as presenças. Dos medos e paranóias. Mas o que mais incomoda a estes dois é o fato de não exporem sob nenhuma condição os possíveis sentimentos atrofiados em seus respectivos corações vazios.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Foram só palavras
Lidar com tantos "eus" e, ao mesmo tempo, tentar entender de que maneira posso chegar mais próximo de você e dizer que estou por perto e pronta pra te ouvir. Mas me calo. Não sei lidar com teus bloqueios, muito menos considero-me a pessoa mais indicada para tamanha tarefa. Mas só queria arriscar, e mais uma vez falhei.
Há tanto tempo que não uso ternura em meus gestos que pareço uma pedra de gelo. Sinto frio constantemente e não há chá verde ou cachaça que me esquente agora. Tentei dançar para esquecer da dor, mas o que fiz entre um rodopio e outro foi sorrir e chorar. Sorria em agradecimento, por te-lo assim, desta forma tão incomum e significativa em minhas muitas vidas. Chorava porque, no fundo, devia ser roteirista de novela mexicana.
Sempre soube lidar com as boas vindas. Mas estou longe de aprender a lidar com as despedidas. Todos que partiram, foram sem aviso prévio. Saíram à "francesa". Não fui eu quem decidiu despejá-los. A vida se encarregou de fazer isso por mim. Agora estou sem saber o que fazer com o grande vazio que o uso dos adjetivos compostos provocaram em mim.
Flor do Deserto
domingo, 20 de setembro de 2009
Canela na Janela
Mais uma vez a Lei Paralela vence e, em troca da própria vida, sujeitamo-nos ao silêncio. Alguém comprou minha liberdade, antes mesmo de ter consciência de que ela poderia um dia estar à venda. Recolho o lixo que jogam no meu portão, vejo o tráfico de todo o tipo de entorpecentes passando pela minha janela, os filhos do "dono" insistem em jogar bola contra o carro estacionado em frente a minha própria casa. Minha voz foi comprada, não posso denunciar. Não há Lei do Silêncio que convença estas pessoas ao bom senso quando há algo de muito importante para ser comemorado. E até prefiro nem saber o que comemoram, quem sabe assim esquecem um pouco dos seus súditos.
Penso agora no valor do meu trabalho e dos sonhos que construi. Desejei tanto poder mudar alguma coisa na vida daqueles que ainda eram pequenos, mas o que mudei foi minha rotina, o volume da música preferida, o número de convidados para reuniões em minha casa. Para a segurança de todos, recebo somente os virtuais.
Meu portal de fuga, é esta janela aqui. Abro somente as que me transportam para mundos bem diferentes deste em que sou obrigada a conviver fisicamente. A "Canela na Janela" tem vozes, tem vontades, tem sonhos, convive com pessoas próximas ao seu mundo fictício.
Fora da janela, volto a ser muda, surda, cega e sem muita opção de ser eu mesma.
sábado, 19 de setembro de 2009
Múltiplas interpretações
Procurei misturar meu pensamento arredio e agressivo com tuas inconsoláveis súplicas. A interpretação que seguir, dependerá somente de teu estado de espírito:
Se um dia puder somar todas as leituras, todos os fragmentos de textos que envio insistentemente à você, quem sabe poderá entender o que realmente quero dizer."Da Puta Enlatada, o perdão também
é uma virtude."
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Amor Vadio
dentro do coração,
mãos atadas por alguma razão.
Conviver com a presença e a distância ao mesmo tempo.
Ter muito a dizer,
Pouca coragem para ouvir.
Há muito tempo cansei de esperar,
Há muito tempo deixei de acreditar.
Esta felicidade estúpida e vadia,
Tapo teus buracos,
Enquanto minha alma, aos prantos,
Tenta se completar sozinha.
Do outro não espero nada.
De mim, muito menos.
Mãos Atadas - Zélia Duncan
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos e depois?
Depois toco meu corpo eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê
Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir
Perder não sei, não sei, não sei querer mais
A qualquer hora é sempre agora chora
Quero cantar você
Vou fazer uma canção liberte o meu pensar
Aperte os cintos pra pousar
Agora é hora de dizer muito prazer sorte ou azar e amar
Simplesmente amar você
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Última Noite
Guardo na memória esta última e breve noite. Lençóis amarrotados, carícias intensas e recíprocas. Um "bom dia" nada original, mas bom o suficiente para que eu desejasse muitos outros iguaizinhos a este. Entretanto, alguém inventou a palavra "desencontro", assim caminhos novos são percorridos e o que só foi bom permanece.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Eu agradeço...
Aprendi, conduzida por teus braços, a dançar descalça coreografias sobre cacos de vidro. Lamentei as feridas, chorei dias e noites as dores em que me submeti. Mas hoje, eu agradeço as cicatrizes que me ofertou. Curei aos poucos com o amor e a compaixão.
Ainda tento entender como uma pessoa que me causou tanta dor possa ainda ter um espaço reservado em meu coração. Sei apenas que de tudo que conquistei até o momento, das coreografias que aprendi a dançar dolorosamente, das alegrias e realizações - fúteis ao seu olhar e preciosas demais para mim -, das lágrimas que meu travesseiro guardou pacientemente, soube espelhar um breve e sincero sorriso.
Sorriso este que me abre portas, mostra a verdade em meus sentimentos, que me desvenda aos poucos o mundo em que você tanto aprecia viver e eu insisto em tentar entender onde é que você se encaixa.
domingo, 13 de setembro de 2009
Sabe por que você gosta dele?
Logo eu que acreditei nunca mais poder sentir isso novamente por alguém. Logo você, tão distante da minha realidade, bate sem querer nesta porta que guarda em vão um coração oco, cujos tesouros já saquearam, pouco a pouco, até que restasse um latejar de dor e cansaço.
Sinto-me viva em tua presença. Sinto-me de mãos atadas ao te abraçar. Sinto-me leve ao som de tua música. Sinto-me preenchida com teu olhar.
Sou a teimosa que se apaixona por palavras, atitudes e sorrisos. O seu em especial. Teu sorriso tímido, tuas palavras medidas, tuas atitudes louváveis e outras assumidamente descartáveis.
Você, tão conhecedor de ciências diversas, por acaso encontrou algum desfecho feliz para um amor assim como o meu?
Não Aguento!
Não aguento segurar a ansiedade.
Não aguento ficar mais do que dez horas sem fumar.
Não aguento carregar títulos nas costas dos quais não me identifico.
Não aguento a indecisão, a imprecisão, a imprevisibilidade.
Não aguento os ciúmes que me corroem a alma.
Não aguento esperar pelo teu convite.
Não aguento viver procurando um fio de esperança.
Não aguento contagiar alegria, se em meu coração só vive a tristeza.
Não aguento mais esquentar a cama sozinha.
Não aguento contar histórias de outros sem deixar de contar algo meu durante a narrativa.
Não aguento ficar parada ao som dos tambores do negro.
Não aguento teu silêncio, tua distância, tua dissimulação.
Não aguento o peso de minha alma vazia.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Saber Viver - Cora Coralina
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Lágrima
Deixa eu perguntar?
Mas o meu pior defeito é não saber fazer perguntas. Muitas respostas poderiam me ajudar muito a não me meter em confusão: "Você é casado?", "Sente atração por mim?", "Teria algum problema se uma mulher tomar a iniciativa para te convidar para sair um dia desses sem compromisso?", "Você poderia desligar teu celular enquanto divide a cama comigo?", "Posso ligar quando sentir vontade de falar com você novamente?", "Por que anotou meu telefone e e-mail se não entrará em contato comigo tão cedo?", "Se por acaso eu não for mais útil - no sentido sexual da coisa -, você poderia abrir o jogo?"
Olha que coisa doida! Acabo de perceber que eu sei fazer perguntas! Só preciso APRENDER a ter CORAGEM de abrir a boca, perguntar e estar preparada para as RESPOSTAS.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Crime Delicado
Das mutilações diversas que carregamos, sejam elas ocultas ou fisicamente aparentes ainda há como transformar a dor em arte. Atitudes vistas por olhos céticos podem ser interpretadas por um crime ou abuso à integridade. Estes mesmos olhos, cobertos de razão e ironia dificilmente enxergariam as mutilações que provocam através da possessão e suposta sobriedade intelectual.Que mulher não desenvolveria extremo fascínio por aquele que enxerga o belo em suas dores, que ignora padrões estéticos comerciais e a faz musa simplesmente pelo fato estar nua e assumir suas "imperfeições"? Quantos Crimes Delicados são cometidos diariamente? Quantos destes denunciamos ou guardamos no calabouço de nossas memórias acompanhadas da culpa?
Eu Pago e Troco (somente por uma noite)
Além de degustar de teu fel com todo prazer, há dentro de minha alma um desejo imenso de que troquemos, somente por uma noite, os papéis que assumimos: você se dedicará a tocar meu corpo, centímetro a centímetro como se fosse algo que dificilmente poderá fazer novamente. Buscará no fundo de meu olhar e em minha respiração ofegante todo o prazer poderá oferecer a uma mulher. Dos meus gemidos de prazer encontrará motivação para seguir em frente. Você sabe que isso não será tão difícil assim, só quero, por uma noite, que sejas capaz de me amar.
Se você é o desafio que comprei, creio pagar esta dívida com meu próprio sangue e lágrimas. Mas se por um dia conseguir atender a este meu pedido, morrerei feliz.
sábado, 5 de setembro de 2009
Meu e Seu Nome
Chame! E onde quer que eu esteja vou ao teu encontro
Sem cobrança ou "dia seguinte"
Talvez seja este meu trabalho: fazer-te gozar e dormir.
Faço-o com prazer, pois sabe que é com exclusividade.
Saio depois que te deixo entregue aos lençóis.
Buscarei agora alguém que tenha mais disposição
Alguém que também faça seu trabalho tão bem quanto o meu.
Que também me excite, que também me cale,
Que me canse e me faça dormir em paz.
O problema é que o único nome que me vem à mente,
Seja ele num sussurro doce ou grito desesperado, é o teu.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Duas vezes
Surpreendo-me com atitudes simples, gestos pequenos de carinho são tão desejados que, ao presencia-los "o rascunho" torna-se apático, mas depois tudo o que gostaria de fazer é repetir a dose para que já conheça o caminho certo para usufruir do momento.
Enquanto nossa hora não chega, digo que apesar de ter gostado muito do presente e conhecer o conteúdo, não vejo a hora de desembrulhá-lo novamente!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Como (não) preencher o vazio
Exatamente isto: conheça outra pessoa! Não digo que deve saber sobre o passado dela, sobre tuas grandes referências ou o apelido de infância. Saiba quem é superficialmente e descubra lentamente o corpo dela afim de te preencher por alguns momentos.
Não interessa as dores que nega em si mesmo, exercite sua segurança conquistando novas pessoas. Viva o momento, apague o passado e acredite que o futuro está distante demais para se preocupar com ele neste momento.
Caso o "vazio" pise em tua alma com grandes pés gelados e ásperos, talvez as lágrimas possam rolar sem você compreender o que tem feito a si mesmo. Talvez possa sufocá-las em novas conquistas materiais, adiá-las com o prazer do vício do cigarro, engoli-las acompanhadas de wisky, ron até mesmo a velha e gelada cerveja, adormecendo assim os sentidos, forçando-lhe o sono e a amnésia temporária.
Um novo dia se segue, um novo sorriso te atrai e o negrume em tua alma deseja outra nova para sugar a vida que nela poderá existir até que conheça novamente outras lacunas e o ciclo volte a se repetir.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Sonho bom
Sei que há muito para fazer e preparar para o longo dia de trabalho que virá, mas minha vontade é de poder voltar a dormir e saber se poderei criar uma história onde possa sentir também o calor de teu beijo.
domingo, 30 de agosto de 2009
FDP
Não consigo fingir que tuas mãos em nada me apetecem. E você já aprendeu o meu ponto fraco. Puxão de cabelo, não! Não faz isso comigo... Posso até esquecer que estou entre 300 pessoas e me atiro em teus braços. Não me provoque se sabe que não poderá arcar com as conseqüências.
De tanto te chamar de FDP, penso que sou eu um pouco mais que você. É claro que isso faz parte de teu caráter e eu ainda sinto tesão por isso.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Memória, promessa e desapego.
Percebi desta vez que as fotos de tua "eleita" não estão mais disponíveis. Depois de tudo o que (não) aconteceu, nem sei mais se desejo sorte aos dois. Há momentos em que desejo paz em teu caminho. Que tenha realmente encontrado tranquilidade ao seu tempestivo coração. E agora, só queria saber se você conquistou o que desejo tanto pra você, quanto pra mim.
E, se por acaso tiver encontrado o caminho, gostaria de pedir para que me ensine. Sei que estou apegada à uma ideia de você. A tua ausência já é tão grande, que já não sei mais o quanto de ti dentro de mim ainda coincide com a realidade.
Se pudesse voltar ao tempo, não teria feito aquele pacto com alianças imaginárias antes de tua partida. Sei que os laços se desfizeram, mas minha memória às vezes me trai e me corrói. Odeio não cumprir as promessas que faço, não te espero mais. Entretanto, me vejo presa e incapaz de esquecê-lo definitivamente.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Roteiro do Prazer
Acontece que neste percurso fui surpreendida: além de poder matar as saudades que tinha de mim mesma - entorpecida por tuas palavras - fui agraciada por algo que já nem sabia mais se tinha o direito de vivenciar com simultaneidade, o prazer!
O reflexo dos estímulos de teu olhar rude e mãos ásperas, da minha necessidade de te servir e me impor, finalmente é a mistura entre o amargo e o doce puderam ser experimentados.
O que me impressiona ainda é o fato de o orgasmo provocar alguns sintomas bem opostos em nós. Você emudece, esfria e adormece. E eu? Eu sorrio, vigio teu sono e aguardo o próximo capítulo - mesmo que ele se encerre da mesma maneira sempre.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Dispenso título...
Odeio esconder o que sinto.
Amo surpreender-me com manifestações de carinho, mesmo que singelas.
Odeio conter minhas mãos para não acariciar.
Amo dividir a preguiça numa tarde de domingo chuvosa.
Odeio não ter histórias pra escrever na segunda-feira.
Amo receber ligações de pessoas distantes, mesmo que seja para não dizer nada.
Odeio não ter assunto para ligar para quem me faz falta.
Amo viajar no tempo e nas lembranças com os versos de uma música qualquer.
Odeio não poder dividir minhas experiências com quem faz parte de mim.
Amo dançar com as palavras.
Odeio ser cortejada pelo silêncio.
Amo ser muitas e ao mesmo tempo única.
Odeio saber que nada do que sou se encaixará em você.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Livra-me de Preconceitos, Amém!
Anos de subserviência e velhas queixas. Queimam sutiãs, mas não orgulham-se dos próprios peitos. Analisam por horas as próprias nádegas em busca de celulite, mas esqueceram pra que elas realmente servem. Buscam no parceiro fidelidade eterna, mas não se conformam com as imperfeições e verdades que dificilmente mudam com o tempo.
Os peitos caem, a bunda amolece e o prazer se esvai. De que serviu tanto preconceito, mesmo?




