Entre os três e quatro anos e meio, frequentei minha primeira escola. Era em um pátio de uma Igreja próxima a minha casa. Recordo-me poucas coisas sobre a rotina, muito menos dos colegas ou professora. Lembro apenas que um dos meus grandes inimigos eram os piolhos. Minha mãe vivia dizendo que eu tinha sangue doce e que sairia da escola se voltasse para casa com mais alguma lêndea no cabelo. Mas o que vinha a ser isso? Só sei que doía os puxões, ficava asfixiada com o cheiro de alfazema que ela passava nos meus cabelos: "Com perfume você não pega!"
Peguei. Isso me custou os cabelos. Um corte de "Joãozinho" horroroso fazendo com que tivesse que usar brincos constantemente ou saias para que ninguém me confundisse com um menino. Antes que minha mãe desistisse dessa batalha contra as pragas infantis e me retirasse da escola, ouvi uma história muito doida sobre um cara que nasceu muito pobre, que percorria o mundo fazendo milagres, inclusive multiplicava pães. Não sei por que cargas d'água, alguém achou que Ele poderia fazer algo de ruim às pessoas e resolveram fazê-lo apanhar, caminhar quilômetros com uma cruz pesada nas costas até que pregaram-no nesta mesma cruz e assistiram sua morte lentamente.
Que história horrível para se contar à crianças de tão tenra idade! Cresci pensando que Jesus era um tremendo de um coitado. Que não adiantou nada ter poder algum nas mãos se o povo não sabia usar em seu proveito. Jesus não tinha um poder sacro para mim. Acho que até a catequese, não passava de um Superman que não teve muita sorte. Uma pena. Talvez este não fosse o final da história, mas tive que sair da escola. Malditos piolhos!
Peguei. Isso me custou os cabelos. Um corte de "Joãozinho" horroroso fazendo com que tivesse que usar brincos constantemente ou saias para que ninguém me confundisse com um menino. Antes que minha mãe desistisse dessa batalha contra as pragas infantis e me retirasse da escola, ouvi uma história muito doida sobre um cara que nasceu muito pobre, que percorria o mundo fazendo milagres, inclusive multiplicava pães. Não sei por que cargas d'água, alguém achou que Ele poderia fazer algo de ruim às pessoas e resolveram fazê-lo apanhar, caminhar quilômetros com uma cruz pesada nas costas até que pregaram-no nesta mesma cruz e assistiram sua morte lentamente.
Que história horrível para se contar à crianças de tão tenra idade! Cresci pensando que Jesus era um tremendo de um coitado. Que não adiantou nada ter poder algum nas mãos se o povo não sabia usar em seu proveito. Jesus não tinha um poder sacro para mim. Acho que até a catequese, não passava de um Superman que não teve muita sorte. Uma pena. Talvez este não fosse o final da história, mas tive que sair da escola. Malditos piolhos!
Uau, gostei da narrativa descritiva. Gostei do jeito que vc misturou duas histórias que não deveriam ter nada em comum, mas que agora você criou um link direto. Parabéns! Beijo.
ResponderExcluirMuito legal!!!!beijo
ResponderExcluirMuito legal...o corte "Joãozinho" só por Deus hein...ainda bem que não passei por isso na minha infância!!!kkkk, beijos
ResponderExcluirAna Paula