Já parou para pensar na imensidão de letras de músicas que falam sobre o vazio da solidão? Uma cambada de gente só gritando para o nada. Este tema é comercialmente mais aceito pelo público?
Tentei mudar um pouco o foco e aproveitar o início das férias para começar a ler aquela pilha de livros que fui acumulando durante o ano para deflagrá-los. Terminei o primeiro agora e o tema central não passou disto: um diálogo entre dois solitários perdidões neste mundão de meu Deus, autor e eu. Tive até vontade de fazer a minha versão deste livro. Solidão vende? Solidão se compra? Eu quero vender a minha! Esse vazio maldito que dilacera. Um autoflagelo viciante. Não conheço nenhum ex-solitário. Uma vez dentro deste campo magnético, volta e meia está revestido dele novamente.
Desconfio daquele que está sempre rodeado de pessoas, causas humanitárias ou políticas. No fundo eles se escondem de si mesmos. Anulam o fato de que não há diálogo, não há troca. Há um blá, blá, blá que só faz sentido a quem o profere (e olhe lá!). Alguém por acaso se desloca ou abre tuas portas para um portador de vazios crônicos pronto para despejar a um ouvido amigo? Não. Só terapeutas.
Como se isso me confortasse! Não tenho resposta alguma durante as sessões! Nas poucas em que frequentei saí mais seca de ideias e rosto deformado pelas lágrimas. Cena ridícula: mal enxergar a maçaneta com os olhos embotados pelas lágrimas, virar as costas para o grandalhão vestido de branco e gélido. Com certeza deve estar rindo por dentro. Comprei uma hora do tempo dele para não me dar resposta alguma. Blá, blá, blá...
Desconfio daquele que está sempre rodeado de pessoas, causas humanitárias ou políticas. No fundo eles se escondem de si mesmos. Anulam o fato de que não há diálogo, não há troca. Há um blá, blá, blá que só faz sentido a quem o profere (e olhe lá!). Alguém por acaso se desloca ou abre tuas portas para um portador de vazios crônicos pronto para despejar a um ouvido amigo? Não. Só terapeutas.
Como se isso me confortasse! Não tenho resposta alguma durante as sessões! Nas poucas em que frequentei saí mais seca de ideias e rosto deformado pelas lágrimas. Cena ridícula: mal enxergar a maçaneta com os olhos embotados pelas lágrimas, virar as costas para o grandalhão vestido de branco e gélido. Com certeza deve estar rindo por dentro. Comprei uma hora do tempo dele para não me dar resposta alguma. Blá, blá, blá...
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