segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um, cinco, dez

Sou aconselhada muitas vezes pelo Dez. Julgo-me incapaz de atender à todas as expectativas deste número. e confesso que não tenho a menor pretenção de seguir sua sabedoria bucólica, inerte. e pior ainda, previsível.

O Cinco aparece de vez em quando. Um estalo de energia e vivacidade. Uma graciosidade e simpatia. Algo que me faz sorrir e imaginar o quanto isso atrai tanto quem é Dez e, quem sabe o Um?

Agora, sob as cobertas, esperando o sono chegar, penso que é doloroso, inexplicável e impossível deixar de ser Um. Um é o começo de tudo, a simplicidade e o olhar curioso e analítico sobre qualquer evento não enxergado pelo Dez e flertado pelo Cinco.

Soma-se facilmente a outros, assim torna as contas muito mais fáceis. Quando penso que ser Um pode me fazer sentir melhor, vejo que amo outro Um. Apesar de todos os predicados valiosos que encontro, vejo que minha vida só teria mais sentido se me somasse a outro Um. Seríamos Dois, comporíamos o Três. Mas isto não está em discussão agora. Deixa primeiro eu entender o que faria se tivesse a oportunidade viver o Um e suas imperfeições exatas.

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