sábado, 18 de setembro de 2010
Flores Mortas
Semeei, aguei e colhi no jardim da vida
Muitos sonhos e amores
Em um vaso bem escolhido
Pude enfeitar minha morada
As vizinhas não entendiam
Como podia um solitário
abrigar, concomitantemente, tantas flores
E eu não entendo
como podem minhas flores
Ocuparem tanto espaço
Numa casa tão vazia
Casa vazia
Solitário cheio
cheio de flores mortas.
Decidiram elas
(todas contra a minha vontade)
Amarelar e definhar ao mesmo tempo.
Além da casa,
o solitário já não é mais abrigo,
vazio também está.
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Tantas flores e casa vazia, solitário cheio de flores mortas. Interessante! Eu ando em descrédito, num aprendizado em posicionar-se diante da vida. Mesmo assim, mexe muito comigo. Será que não é tempo de desapaixonar-se? Separar as coisas?
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