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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um exercício de musicoterapia... (Ser estranho!)

O Náufrago andrógino
    1. Grão de Mar – Maria Bethânia
      2.   Imitação – Juçara Marçal e Kiko Dinucci
      3.   Papel Sulfite – Juçara Marçal e Kiko Dinucci
      4.   Amor de Conuco – Michel Camilo, Tomatito & Juan Luis Guerra
      5.   Ar – Nô Stopa
      6.   Wait For Me – Moby
      7.    Mil Pasos – Soha
      8.   Parao – Ruben Blades

Um exercício de musicoterapia... (Árvore)

A árvore que se deixa usurpar,
 mas (ainda) quer dar frutos:

       1.    La Edad del Cielo – Jorge Drexler
       2.    Panapaná - Galldino
       3.    Canto Triste – Nouvelle Cuisine
       4.     Sonho de uma Flauta – O Teatro Mágico

Um exercício de musicoterapia... (Casa)

Embaixo do telhado tem...
1.       
        1. Esconderijo – Ana Cañas
        2.  Why Does My Heart Feel so Bad – Moby
        3.   Casa em Construção – Cassio (Catito) Carvalho
        4.   A Casa é Sua – Arnaldo Antunes

Um exercício de musicoterapia... (Livre)

O que faz um cavalo solitário num tabuleiro 
incompleto de xadrez?

      1.       São Jorge – Juçara Marçal e Kiko Dinucci
      2.       Snakes and Ladders – Basia Bulat
      3.       Rise – Eddie Vadder
      4.       Dama, Valete e Rei/Você Perdeu – Maria Bethânia
      5.       Ambição – Zélia Duncan
´     6.       Na Estrada de Santiago - Madredeus


sexta-feira, 18 de março de 2011

Ré - Kiko Dinucci

Quando já nem sei mais o que sinto,
busco uma saudade guardada na estante.
Para a minha surpresa, o que se guarda,
também se desgasta.

Re-vivi.
Re-organizei.
Re-senti.
E não doeu.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Matéria prima

Tudo aqui é poeira
o sonho, a melodia,
o amor, o trabalho
a dor...

A dor é poeira!
Benditas lágrimas
choradas sobre o pó
Ainda há esperança?

Esperança é o barro!
logo se molda, logo seca
e o tempo se encarrega de
transformá-lo, novamente, em pó.

Felicidade é ter poeira e lágrimas
em abundância,
matéria prima.

---
* Poema em retribuição ao presente que recebi de @Allanlpereira "Dust in the Wind" - Kansas

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Octoalegoria

Soprou teu convite oito vezes e eu só aceitei o último. Estava em luto nas outras sete tentativas: estava surda! O oitavo foi diferente. Ao acordar de um sono profundo, no dia 8 de março, um lembrete: "Seque os olhos!". E assim o fiz, paulatinamente. Desde então, o exercício diário era o de regar pensamentos que floresciam, dar cor aos desejos - antes vestidos de negro - e movimento a um borboleteio que jamais ousara dançar.

Dar-me por satisfeita com o convite não era o bastante. Havia a necessidade de me aproximar e entender as razões daquele anfitrião insistente - por vezes arrogante -, mas caminhava na Praça da Sé. Entre solfejos, juntei todos os trapos de coragem, costurei-os com fios de esperança e fui para a sua festa vestida de colcha de retalhos, nada mais. A mistura de sons e sotaques fazia daquela festa  atemporânea! 

Enfeitada de mim 
e sem ilusão para desfigurar,
brinquei de roda fingindo

Sendo esta mais uma alegoria da vida, ela não deve ser perfeita: havia um pingo sem i. A  alegria vivida naquele ambiente era ameaçada pelo embargo dos surdos, quase vi a morte das noites de loa ao luar. Assisti ao olhar cinza do dono da festa. Logo agora que passei a acreditar que amor não deveria dormir! 

Por sorte, aquele anfitrião adora uma farra e só precisava se recolher brevemente. A festa não acabou e não acabará enquanto ele deixar fluir novas cores de seu bandolim. Se hoje estou aqui contando tudo isso é porque eu cri, por ele crer.

domingo, 31 de outubro de 2010

Ciência da Caverna

Os gritos dentro de um espaço sem ar
não circulam e não reverberam. 
Física pura! 

Se ao menos tivesse coragem para abrir uma dessas janelas.
Se a covardia não impedisse de gritar o que está ausente. 
Quem dirá a ponta dos dedos macios que acariciam o vácuo? 
Projetam-se sombras, mas as palavras não. 
Dissolução.

Deste contorno de face, 
destas rugas aparentes e olhar cintilante... 
sombra alguma fará diferença. 

Permanece em clausura por conta própria. 
Dieta composta de memória e sal: sorriso e lágrima. 
Química pura! 





sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pena (paródia d'O Teatro Mágico)

Quando assisti Fernando Anitelli explicando o porquê da letra "Pena", senti-me uma palhaça também. Todo professor, assim como um bom artista, tem de passar por muitas pelejas e perrengues para mostrar o seu valor!

Aqui vai a minha versão da Educação Pública Estadual de SP. Gostaria que o resultado fosse um pouco mais otimista, mas o que sinto agora é exatamente o contrário:

O professor pena quando cai a nota
E a nota cai
sala de aula é retrocesso
Assunto batido, eu confesso
SARESP traduzido em cédula
E a cédula, gente, não dá nem pra feira!


O coordenador pena quando cai a nota 
E a nota cai
Se está na profissão certa? É tarde pra ter opção?
A prova impressa cobra mais que a fala
Só enxergam o "X" no lugar do cidadão


E quando ele se formar
Deixa se virar a sós
A escola só enfeita
A urna aceita
Voto de quem não sabe se informar


E o meu diploma acho que vou rasgar!!! (4x)


O diretor pena quando cai a nota 
E a nota cai
O tráfico e o sexo
Entre a matrícula e a expulsão
Acolhimento é melhor que cela
Melhor na escola do que virar ladrão


O supervisor pena quando cai a nota
E a nota cai
Planilhas de notas. Notas? E a reflexão? 
Visitas, relatos, obras
A estatística no lugar do cidadão


E quando ele se formar
Deixa se virar a sós
A escola só enfeita
A urna aceita
Voto de quem não sabe se informar

E o meu diploma acho que vou rasgar!!! (4x)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Adeus, Ogum.

Chegou vestido de psicodelia autodefensiva
Era dono de olhar pontiagudo
Sorriso sarcástico

Parceiro para conversas sem nexo
fez-se entender rapidamente: "Estou de passagem!"
Desejei (confesso) fazê-lo mudar de ideia...

Ele partiu.

o diálogo obtuso,
o palavrão sussurrado,
o espelho quebrado,
o manequim despido...

Aqui permanecem

as flores
as dores
as memórias
as fotografias

Missão cumprida, cavalheiro!
A beleza emoldurada através de teus olhos
Finalmente é revelada por tua lâmina.

Para ouvir: São Jorge de Kiko Dinucci & Juçara Marçal 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Amor de Anjo mais velho

Talvez, ser inexperiente, nos faça confundir os sentimentos. Talvez, este amor tão grande que sinto não se encaixe na categoria "platônica".

Sinto e sei que ele é real e recíproco, contudo, falta-me apenas amadurecimento para entender como o classificaria. E é esse amor assim, desclassificado, que carrego no peito,  que incentiva-me a sonhar e continuar caminhando mesmo com medo.

Nunca foi necessária tua presença física; teu amor e proteção caminham sempre comigo. É como na letra d'O Teatro Mágico, o amor que nos envolveu é o de "Anjo mais velho".