O Náufrago andrógino
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Um exercício de musicoterapia... (Árvore)
A árvore que se deixa usurpar,
mas (ainda) quer dar frutos:
Um exercício de musicoterapia... (Casa)
Um exercício de musicoterapia... (Livre)
O que faz um cavalo solitário num tabuleiro
incompleto de xadrez?
2. Snakes and Ladders – Basia Bulat
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ré - Kiko Dinucci
Quando já nem sei mais o que sinto,
busco uma saudade guardada na estante.
Para a minha surpresa, o que se guarda,
também se desgasta.
Re-vivi.
Re-organizei.
Re-senti.
E não doeu.
busco uma saudade guardada na estante.
Para a minha surpresa, o que se guarda,
também se desgasta.
Re-vivi.
Re-organizei.
Re-senti.
E não doeu.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Matéria prima
Tudo aqui é poeira
o sonho, a melodia,
o amor, o trabalho
a dor...
A dor é poeira!
Benditas lágrimas
choradas sobre o pó
Ainda há esperança?
Esperança é o barro!
logo se molda, logo seca
e o tempo se encarrega de
transformá-lo, novamente, em pó.
Felicidade é ter poeira e lágrimas
em abundância,
matéria prima.
---
* Poema em retribuição ao presente que recebi de @Allanlpereira "Dust in the Wind" - Kansas
o sonho, a melodia,
o amor, o trabalho
a dor...
A dor é poeira!
Benditas lágrimas
choradas sobre o pó
Ainda há esperança?
Esperança é o barro!
logo se molda, logo seca
e o tempo se encarrega de
transformá-lo, novamente, em pó.
Felicidade é ter poeira e lágrimas
em abundância,
matéria prima.
---
* Poema em retribuição ao presente que recebi de @Allanlpereira "Dust in the Wind" - Kansas
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Octoalegoria
Soprou teu convite oito vezes e eu só aceitei o último. Estava em luto nas outras sete tentativas: estava surda! O oitavo foi diferente. Ao acordar de um sono profundo, no dia 8 de março, um lembrete: "Seque os olhos!". E assim o fiz, paulatinamente. Desde então, o exercício diário era o de regar pensamentos que floresciam, dar cor aos desejos - antes vestidos de negro - e movimento a um borboleteio que jamais ousara dançar.
Dar-me por satisfeita com o convite não era o bastante. Havia a necessidade de me aproximar e entender as razões daquele anfitrião insistente - por vezes arrogante -, mas caminhava na Praça da Sé. Entre solfejos, juntei todos os trapos de coragem, costurei-os com fios de esperança e fui para a sua festa vestida de colcha de retalhos, nada mais. A mistura de sons e sotaques fazia daquela festa atemporânea!
Enfeitada de mim
e sem ilusão para desfigurar,
brinquei de roda fingindo
Sendo esta mais uma alegoria da vida, ela não deve ser perfeita: havia um pingo sem i. A alegria vivida naquele ambiente era ameaçada pelo embargo dos surdos, quase vi a morte das noites de loa ao luar. Assisti ao olhar cinza do dono da festa. Logo agora que passei a acreditar que amor não deveria dormir!
Por sorte, aquele anfitrião adora uma farra e só precisava se recolher brevemente. A festa não acabou e não acabará enquanto ele deixar fluir novas cores de seu bandolim. Se hoje estou aqui contando tudo isso é porque eu cri, por ele crer.
domingo, 31 de outubro de 2010
Ciência da Caverna
Os gritos dentro de um espaço sem ar
não circulam e não reverberam.
Física pura!
Se ao menos tivesse coragem para abrir uma dessas janelas.
Se a covardia não impedisse de gritar o que está ausente.
Quem dirá a ponta dos dedos macios que acariciam o vácuo?
Projetam-se sombras, mas as palavras não.
Dissolução.
Deste contorno de face,
destas rugas aparentes e olhar cintilante...
sombra alguma fará diferença.
Permanece em clausura por conta própria.
Dieta composta de memória e sal: sorriso e lágrima.
Química pura!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Pena (paródia d'O Teatro Mágico)
Quando assisti Fernando Anitelli explicando o porquê da letra "Pena", senti-me uma palhaça também. Todo professor, assim como um bom artista, tem de passar por muitas pelejas e perrengues para mostrar o seu valor!
Aqui vai a minha versão da Educação Pública Estadual de SP. Gostaria que o resultado fosse um pouco mais otimista, mas o que sinto agora é exatamente o contrário:
O professor pena quando cai a nota
E a nota cai
sala de aula é retrocesso
Assunto batido, eu confesso
SARESP traduzido em cédula
E a cédula, gente, não dá nem pra feira!
O coordenador pena quando cai a nota
E a nota cai
Se está na profissão certa? É tarde pra ter opção?
A prova impressa cobra mais que a fala
Só enxergam o "X" no lugar do cidadão
E quando ele se formar
Deixa se virar a sós
A escola só enfeita
A urna aceita
Voto de quem não sabe se informar
E o meu diploma acho que vou rasgar!!! (4x)
O diretor pena quando cai a nota
E a nota cai
O tráfico e o sexo
Entre a matrícula e a expulsão
Acolhimento é melhor que cela
Melhor na escola do que virar ladrão
O supervisor pena quando cai a nota
E a nota cai
Planilhas de notas. Notas? E a reflexão?
Visitas, relatos, obras
A estatística no lugar do cidadão
E quando ele se formar
Aqui vai a minha versão da Educação Pública Estadual de SP. Gostaria que o resultado fosse um pouco mais otimista, mas o que sinto agora é exatamente o contrário:
O professor pena quando cai a nota
E a nota cai
sala de aula é retrocesso
Assunto batido, eu confesso
SARESP traduzido em cédula
E a cédula, gente, não dá nem pra feira!
O coordenador pena quando cai a nota
E a nota cai
Se está na profissão certa? É tarde pra ter opção?
A prova impressa cobra mais que a fala
Só enxergam o "X" no lugar do cidadão
E quando ele se formar
Deixa se virar a sós
A escola só enfeita
A urna aceita
Voto de quem não sabe se informar
E o meu diploma acho que vou rasgar!!! (4x)
O diretor pena quando cai a nota
E a nota cai
O tráfico e o sexo
Entre a matrícula e a expulsão
Acolhimento é melhor que cela
Melhor na escola do que virar ladrão
O supervisor pena quando cai a nota
E a nota cai
Planilhas de notas. Notas? E a reflexão?
Visitas, relatos, obras
A estatística no lugar do cidadão
E quando ele se formar
Deixa se virar a sós
A escola só enfeita
A urna aceita
Voto de quem não sabe se informar
E o meu diploma acho que vou rasgar!!! (4x)
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Adeus, Ogum.
Chegou vestido de psicodelia autodefensiva
Era dono de olhar pontiagudo
Sorriso sarcástico
Parceiro para conversas sem nexo
fez-se entender rapidamente: "Estou de passagem!"
Desejei (confesso) fazê-lo mudar de ideia...
Ele partiu.
o diálogo obtuso,
o palavrão sussurrado,
o espelho quebrado,
o manequim despido...
Aqui permanecem
as flores
as dores
as memórias
as fotografias
Missão cumprida, cavalheiro!
A beleza emoldurada através de teus olhos
Finalmente é revelada por tua lâmina.
Para ouvir: São Jorge de Kiko Dinucci & Juçara Marçal
Era dono de olhar pontiagudo
Sorriso sarcástico
Parceiro para conversas sem nexo
fez-se entender rapidamente: "Estou de passagem!"
Desejei (confesso) fazê-lo mudar de ideia...
Ele partiu.
o diálogo obtuso,
o palavrão sussurrado,
o espelho quebrado,
o manequim despido...
Aqui permanecem
as flores
as dores
as memórias
as fotografias
Missão cumprida, cavalheiro!
A beleza emoldurada através de teus olhos
Finalmente é revelada por tua lâmina.
Para ouvir: São Jorge de Kiko Dinucci & Juçara Marçal
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Amor de Anjo mais velho
Talvez, ser inexperiente, nos faça confundir os sentimentos. Talvez, este amor tão grande que sinto não se encaixe na categoria "platônica".
Sinto e sei que ele é real e recíproco, contudo, falta-me apenas amadurecimento para entender como o classificaria. E é esse amor assim,desclassificado, que carrego no peito, que incentiva-me a sonhar e continuar caminhando mesmo com medo.
Nunca foi necessária tua presença física; teu amor e proteção caminham sempre comigo. É como na letra d'O Teatro Mágico, o amor que nos envolveu é o de "Anjo mais velho".
Sinto e sei que ele é real e recíproco, contudo, falta-me apenas amadurecimento para entender como o classificaria. E é esse amor assim,
Nunca foi necessária tua presença física; teu amor e proteção caminham sempre comigo. É como na letra d'O Teatro Mágico, o amor que nos envolveu é o de "Anjo mais velho".
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