sábado, 17 de outubro de 2009

Eu já esqueci como se diz isto...

Deitada sobre deu ombro, consegui sentir a força e a energia do teu abraço. Não soube exatamente de onde ele tirou coragem para isso, mas conseguiu dizer tudo o que mais esperava ouvir "Eu te amo". Pedi para que repetisse, que olhasse em meus olhos e dissesse novamente. Afastou meus cabelos com a ponta dos dedos, encostou então os lábios em meu ouvido e disse com suavidade "EU TE A-MO". Não acreditei. Tive um surto de gargalhadas. Não era real, não era possível estar ouvindo isso.

Nâo queria provas, por mais que hoje em dia ninguém mais acredite neste tipo de confissão, dizer que se ama alguém é demonstrar sua fraqueza ao outro e não o contrário. Eu acredito tanto na força desta frase na mesma proporção em que sou covarde para dizer isso a alguém. A pequena cena descrita no parágrafo anterior não passa de uma cena criada pelo meu cérebro em estado inconsciente, adormecido. Quando o dia quase amanhece, se está "pseudo sonhando acordado". Acordei logo em seguida com uma sensação tão boa, que aquilo parecia ter sido realidade.

Se uma cena como esta, inventada, me fez pisar sobre as núvens durante todo o dia, o que aconteceria comigo se isso realmente acontecer?

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