domingo, 25 de outubro de 2009

Símpática, eu?

Simpática, eu? Ora! Vá plantar batatas! Só sou simpática para a minha situação com o mundo não piorar. Mal me aguento aqui sozinha neste quarto vazio e cheio ao mesmo tempo. Vazio de sentimento e repleto de pontos de interrogação.

Saio de casa para dar espaço a outras coisas que não sejam os nadas que carrego. Simpática deve ser a senhora sua mãe em tê-lo botado neste mundo mesmo sabendo que você não teria chance alguma de ser feliz nesta sua vida medíocre. Tenho sorte com gente assim: bêbada, asqueirosa e sem noção. Seria mesmo isso o que me resta?

Tenho uma lista imensa de canalhas que só se aproximaram de mim no intuito de tirar algo de proveito. Se conseguiram ou não, problema deles. Estou farta desta teimosia inútil e desgastante: encontrar um pouco mais de afeto no abraço e na ponta dos dedos.

Não estou fazendo o papel de vítima. Já creio ter pagado por algumas das muitas falhas que cometi. Também manipulei e usei quando me era conveniente. Só fui ter ideia do que era isso quando me vi do outro lado. Depois do orgulho amarrotado, já ando me contentando com muito pouco: simpatia.

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