Serei eternamente grata à tua ignorância, às portas me que fechou quando pedi licença para entrar. Serei grata à todos aos "nãos" que recebi, quando na verdade, eu só queria entender como era o seu mundo. Gravarei teu nome em minha mente toda vez que encontrar um novo obstáculo, pois sei que o mais doloroso de todos foi enfrentar tua arrogância.
Aprendi, conduzida por teus braços, a dançar descalça coreografias sobre cacos de vidro. Lamentei as feridas, chorei dias e noites as dores em que me submeti. Mas hoje, eu agradeço as cicatrizes que me ofertou. Curei aos poucos com o amor e a compaixão.
Ainda tento entender como uma pessoa que me causou tanta dor possa ainda ter um espaço reservado em meu coração. Sei apenas que de tudo que conquistei até o momento, das coreografias que aprendi a dançar dolorosamente, das alegrias e realizações - fúteis ao seu olhar e preciosas demais para mim -, das lágrimas que meu travesseiro guardou pacientemente, soube espelhar um breve e sincero sorriso.
Sorriso este que me abre portas, mostra a verdade em meus sentimentos, que me desvenda aos poucos o mundo em que você tanto aprecia viver e eu insisto em tentar entender onde é que você se encaixa.
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