sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Maratona Salseira - Final

Foi estranho deixar o Buena Vista Club sem dançar o suficiente. Segundo alguns amigos que encontrei, estava estampado em meu rosto um pouco do cansaço que a maratona salseira me impôs. Mas estava feliz. Isso era o que me importava naquele momento.

Enquanto a Banda Azúkar agitava aquela galera imensa na pista e os animadíssimos aniversariantes sobre o palco, preparava o material e as baterias - tanto da câmera fotográfica, quanto as minhas- para o terceiro e último show da noite. O relógio não estava nos ajudando havia uma certa angústia e ansiedade no ar: "Será que vai dar tempo?".A próxima apresentação seria no Clube Espéria, em uma festa de confraternização aos professores da UNISANT'ANA, onde Leonardo César - percussionista Azúkar - também é aluno. Imagina a responsabilidade?

Superadas as dificuldades impostas pelo trânsito de São Paulo em plena madrugada - obras do metrô, túneis fechados e GPS desorientado - chegamos (uff!) às 2h30 da manhã. Enquanto os músicos foram chegando e montando os instrumentos no palco, fui estacionar o carro junto com outros amigos. Alí mesmo fomos abordados por um dos professores da Universidade. Contamos a ele um pouco de nossa maratona e da expectativa para o último show da noite. Apesar de o professor dizer que já não haviam mais tantas pessoas por lá, e o "clima" já ser de final de festa, ninguém alí se abateu.

Contaminado pela energia de todos alí, o professor resolve adiar um pouco mais o retorno para casa e conferir de perto a magia que a salsa tem!

Os DJ's dão lugar aos músicos no grande palco. A plateia acadêmica, que parecia estar dispersa em pequenos grupos, logo se aglomerou e dirigiu seus olhares ao mesmo ponto. Cada um, à sua maneira, manifestou rapidamente seu interesse pela alegria e sensualidade da música latina. Observaram atentamente os passos coreografados por Douglas - amigo da Banda Azúkar - e dançaram o tempo inteiro! (Ok. Eu assumo! Também me rendi e dancei junto. Não poderia ser diferente, não é mesmo?).

Final de show e gosto doce de vitória. Senti no olhar, no aperto de mãos e abraços o quanto esta turma estava realizada. Logo, um dos Reitores da Unisant'ana foi elogiar o trabalho e desempenho dos meninos e claro, de seu aluno também.

Poderiam me oferecer uma passagem para qualquer lugar do mundo, mas não trocaria este momento por nada. Canela, a blogueira e salseira, estava entre aqueles que compreendem muito bem as paixões que a motivam percorrer longas estradas só para contar aos leitores do Diário Salseiro como é doce o sabor e o ritmo de Azúkar.

Maratona Salseira - Parte II

Já inicio esta segunda parte pedindo desculpas aos leitores e, principalmente, aos donos do restaurante que nos receberam lá no Guarujá, pois não anotei o nome nem o endereço do local onde jantamos - confiei demais em minha memória e agora ela me mostra que não está tão boa quanto imaginava. Mas posso garantir que o filé de pescada ao molho de camarão estava maravilhoso!

Hora de partir, apesar da brisa marinha ser mais do que um convite para permanecermos por lá, muitos outros salseiros já nos esperavam no Buena Vista Club. Como o caminho feito pelo ônibus fretado era mais longo e demorado, o prof. Moisés seguiu de carro para garantir que ninguém na pista ficasse parado enquanto a banda não chegava.

Foi aí que descobri que a maratona "Azúkar" não parava por aí. Eles tinham um terceiro show!!! Agora sim consegui entender o olhar aflito e ansioso dos músicos. Tinha que dar tempo. Enquanto alguns descansavam e outros ouviam música, eu ja fui matar curiosidade quanto ao resultado das fotos que fiz. Não fosse a pouca bateria do note, já teria escrito um post alí no ônibus mesmo.

Chegando na Av. dos Bandeirantes os celulares de muitos alí começaram a tocar sem parar. Eu só observava, sorria e pensava "Como entro no Buena com esse cabelo sem escova?" Para os homens era muito mais fácil: troca-se de camisa, passa-se um desodorante e está tudo "limpo". Entretanto, já que estava na chuva era para me molhar de verdade. Substituí o tênis pelas sandálias, retoquei o batom e dá-le mais uma dose de Azúkar!

Desta vez, a pista estava tão lotada que mal dava para se dançar com um parceiro. Não havia corredor ou fresta que passaram ilesos: estava realmente cheio. Hora de me sentar logo atrás do palco, junto ao técnico de som e tomar um energético para recarregar as energias.

Próxima parada: Clube Esperia - Santana.Continua...

Maratona Salseira - Parte I

Foi com grande alegria e expectativa que recebi o convite de Lucca - vocal da Banda Azúkar - para acompanhá-los em um show no Guarujá, nesta última sexta-feira, 23/10. Poder fazer parte desta equipe por um dia foi um laboratório e tanto para a blogueira, fã e salseira.

Mal tinha me recuperado das visitas ao Capital Bar na quarta-feira, ao som de Negra Mamba e da inauguração do Pimenta Latina Brasil na quinta-feira, com a banda boliviana Bahia Show, lá estava eu em frente ao Buena Vista no horário marcado sexta-feira. Até este momento, estava confirmado somente dois shows para a noite, mas tive algumas (deliciosas) surpresas no caminho.

Não se tratava de um show qualquer, a banda se apresentaria ao ar livre contando também com a participação de três casais de dançarinos e dois coreógrafos - sem contar com o Professor Moisés Bandera e sua parceira na animação dos mais tímidos. Minha tarefa seria a de acompanhar os preparativos e fotografar, na medida do possível, todos os momentos. Por volta das 17h os músicos começaram a passar o som e os dançarinos a acertarem os últimos detalhes para a coreografia de abertura e improvisações durante o show.

Difícil foi equilibrar as vontades, a blogueira já queria ter um computador em punho para ir descrevendo tudo o que sentia e o que via acontecendo. A fã desejava fotografar sob todos os ângulos todos os envolvidos. Já a salseira, queria mais era se jogar entre os dançarinos e vencer o obstáculo do piso um tanto rústico para os saltos.

A receptividade e atenção dos representantes do Guarujá para com toda a equipe foi maravilhosa. Muitos ficaram curiosos com o trabalho desenvolvido pelo Diário Salseiro - aproveitei e já fiz propaganda, né?

Mesmo com o aperto nos horários, o clima de descontração era algo marcante e só fez temperar ainda mais a apresentação dos meninos. Entre um click e outro em minha máquina fotográfica, aproveitava pra dançar e observar o olhar atento das diversas pessoas que estavam por alí. Sem dúvida alguma, toda a equipe soube passar o seu recado: salsa é alegria e sabor.

E por falar em sabor, já estava passando da hora de comer alguma coisa, eram quase 21h e tínhamos que jantar e nos apressar para a segunda apresentação, agora em São Paulo, no Buena Vista.

Continua...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cheiro Vadio

Céu nublado, chuva que insiste em cair, trabalho acumulado sobre a mesa, ideias confusas e impetuosas. Era hora de parar. Sem titubear, liga para aquele que não deve ter adjetivos ou codinome. É a única pessoa naquele momento em que a acolheria à sua maneira, faria dela por alguns instantes o seu objeto, mas a deixaria saciada.

Sua fome não era de orgasmo, não era de beijo na boca. Sua fome era de palavrões sussurrados ao pé do ouvido, de puxões nos cabelos e tapas em sua face que estampavam o puro prazer vadio. Mas assim como uma boa cerveja em boteco vem acompanhada de um trago no cigarro, depois de vê-lo sem forças depois de gozar, desejava somente um abraço.

Esperou por alguns minutos, ele não o fez. Adormeceu. Cansada e de lábios dormentes, decidiu voltar ao seu trabalho, aos seus afazeres. Como pagamento, levou sua camisa. Vestiu-se do cheiro de suor nela impresso. Este mesmo que buscava no abraço que não recebeu.

domingo, 25 de outubro de 2009

Símpática, eu?

Simpática, eu? Ora! Vá plantar batatas! Só sou simpática para a minha situação com o mundo não piorar. Mal me aguento aqui sozinha neste quarto vazio e cheio ao mesmo tempo. Vazio de sentimento e repleto de pontos de interrogação.

Saio de casa para dar espaço a outras coisas que não sejam os nadas que carrego. Simpática deve ser a senhora sua mãe em tê-lo botado neste mundo mesmo sabendo que você não teria chance alguma de ser feliz nesta sua vida medíocre. Tenho sorte com gente assim: bêbada, asqueirosa e sem noção. Seria mesmo isso o que me resta?

Tenho uma lista imensa de canalhas que só se aproximaram de mim no intuito de tirar algo de proveito. Se conseguiram ou não, problema deles. Estou farta desta teimosia inútil e desgastante: encontrar um pouco mais de afeto no abraço e na ponta dos dedos.

Não estou fazendo o papel de vítima. Já creio ter pagado por algumas das muitas falhas que cometi. Também manipulei e usei quando me era conveniente. Só fui ter ideia do que era isso quando me vi do outro lado. Depois do orgulho amarrotado, já ando me contentando com muito pouco: simpatia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Muda

Queria eu ter calma e descrever tudo o que vivi e senti nos últimos dias, mas não consigo. O cansaço físico ultrapassa os limites da razão e digo: até a emoção também cansa! E para completar, o calor de teu abraço me silencia.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Anjo da Guarda

Assim como o Amor e Ódio estão sempre juntos. Hoje vejo em ti que Luz e Trevas também fazem parte de teu caminho.
Quem um dia enxergou a Luz em teus passos e decisões, fica perplexo ao ver-te assim, mergulhada nas Trevas. Sem direção, nem atitude.
Tuas lágrimas corriam em tua face por aquilo que não era capaz de fazer por outras pessoas que amava. E hoje, esta pessoa inerte, envolta no bolor e sujeira, já não é mais capaz de chorar nem pelas próprias falhas.
Quero perguntar a você o seguinte: de quanto tempo mais necessita? Até quando permanecerá neste ortracismo mórbido? Por que deseja dopar-se? Estar anestesiada fará com que isso desapareça?
Você carrega o vazio do mundo dentro de si, mas o vazio que é seu, somente seu, não pertencerá a mais ninguém. Não adianta medingar por atenção ou tutela.
Se sair do emprego, alguém entra em seu lugar. Se não cumprir com os projetos que, por ora, criaste, serão somente ideias diluidas ao sabor do vento. Se permanecer em silêncio, ninguém poderá ajudar.
Aproveito que está aí largada nesta fria e úmida cova e jogo um novelo. Desate primeiro estes nós. Enquanto isso eu observo de longe, atentamente.
Quando tiver construído uma corda, suficientemente forte. Jogue uma das pontas para o alto e tentarei resgatar-te ainda em vida.

domingo, 18 de outubro de 2009

Encrenqueiro!

Brigo com você o tempo inteiro! Como pode? Sinto de ódio a carinho em questão de segundos. Essa mania desgraçada que você tem de tirar conclusões precipitadas ao meu respeito. De acreditar que estou sempre equivocada e que não sei o que estou fazendo. Quando vai me dar crédito? Quando vai tentar ser mais útil e menos encrenqueiro?

Enquanto você me subestima, outro bate em minha porta o tempo inteiro me propondo desafios ainda maiores para me engajar. Volta e meia bato em sua porta dizendo "Vem comigo?", mas tua ignorância, além de limitar teus horizontes, me faz sentir uma babaca.

sábado, 17 de outubro de 2009

Eu já esqueci como se diz isto...

Deitada sobre deu ombro, consegui sentir a força e a energia do teu abraço. Não soube exatamente de onde ele tirou coragem para isso, mas conseguiu dizer tudo o que mais esperava ouvir "Eu te amo". Pedi para que repetisse, que olhasse em meus olhos e dissesse novamente. Afastou meus cabelos com a ponta dos dedos, encostou então os lábios em meu ouvido e disse com suavidade "EU TE A-MO". Não acreditei. Tive um surto de gargalhadas. Não era real, não era possível estar ouvindo isso.

Nâo queria provas, por mais que hoje em dia ninguém mais acredite neste tipo de confissão, dizer que se ama alguém é demonstrar sua fraqueza ao outro e não o contrário. Eu acredito tanto na força desta frase na mesma proporção em que sou covarde para dizer isso a alguém. A pequena cena descrita no parágrafo anterior não passa de uma cena criada pelo meu cérebro em estado inconsciente, adormecido. Quando o dia quase amanhece, se está "pseudo sonhando acordado". Acordei logo em seguida com uma sensação tão boa, que aquilo parecia ter sido realidade.

Se uma cena como esta, inventada, me fez pisar sobre as núvens durante todo o dia, o que aconteceria comigo se isso realmente acontecer?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cigarro Mata-Neurose!

Onde deixei o meu cigarro? Enquanto não o encontro perdido nesta bagunça, preciso descrever aqui minhas neuroses:


Quem disse que eu penso em você quando acordo?
Que sonho acordada ao desejar que o peso do edredon sobre minhas costas pudesse ser um abraço teu?
O que quer dizer quando canta "Selvagem é o Vento"? Eu digo que selvagem são os meus pensamentos!
Quem disse que a Muralha da China é a maior do planeta? Conheço
uma feita de travesseiros que parece impenetrável até para as garras do Wolverine.
Onde está o meu cigarro? Só falta procurar dentro da geladeira! Uma pena a embalagem não ter um apito como o telefone sem fio...


Não precisa me chamar de covarde. Escondo-me nas palavras escritas, demoro um
pouco a dizer o que penso. Faço tudo o que desejar enquanto estiver de quatro aos teus pés. Assumo esta posição com certo orgulho, mesmo que pareça tolo. Até gozo sem ao menos ser tocada!
Quem disse que eu sei exatamente o que fazer? Só peço para que me dê ordens, que siga teu roteiro e me permita sugar de tua energia até adormecer.
Quem disse que isso me faz sofrer? Pelo contrário, sinto prazer em exercer poder absoluto sobre você. Sou eu quem está presente em tua memória. É meu nome que circula em teus pensamentos quando deseja não ter trabalho para se auto-satisfazer. Vejo aí o poder às avessas. Sou descartável, mas nem tanto!

E o meu cigarro? Encontrei! Duas horas depois. Agora são duas tragadas e "Publicar Postagem". Do que é mesmo que eu estava falando?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sobre Fotografias

Circulo meus olhos em minha coleção de fotografias tuas. Em nenhuma delas eu enxergo a razão pela qual deveria confiar em você os meus segredos. Não há ruga ou expressão impressas em tua face nas quais inspirariam qualquer sentimento de liberdade ou compaixão. Teu sorriso por ora libertino ou de criança prestes a ganhar um presente, em nada me convencem do que poderia oferecer a você. Tuas mãos ásperas e ágeis, não conseguiriam segurar por muito tempo os desafios que trago em meu coração.

Sabe o que mais me impressiona nisso tudo? É a capacidade de relevar, de cooperar e, estranhamente, ignorar isso tudo e, novamente insistir. Sou a mais pura representação da teimosia. Confesso que passo horas fitando estas mesmas fotografias na tentativa de buscar respostas em que só eu poderei responder. O tempo não perdoa ninguém. Objeto fotografado e fotógrafo estão unidos no tempo. Assim como os retratos, nossas almas também envelhecem e amarelam com o tempo. Mas eu só desejo as respostas. Empoeiradas ou não, elas deverão surgir.

Enquanto investigo em tuas rugas as respostas, quem sabe consigo cicatrizar minhas feridas?

sábado, 10 de outubro de 2009

Sonoro Silêncio

No lugar de palavras, o silêncio. A tempestade que cobria meu frio coração deu lugar à uma brisa de paz. Ainda não entendi quais seriam os efeitos colaterais desta estranha entorpecência, sei apenas que durou o tempo necessário para que pudesse me entregar aos sons que produziu ao tocar-me. Você em silêncio, apreciando minha silhueta refletida na parede, e eu como um instrumento musical emitindo gemidos silenciosos e entregues ao prazer.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Defunto e o Coveiro

Antes de deixar para tras tudo o que amava e seguir os caminhos que decidi percorrer, digo a todos que ficam que serei solitário e egoísta ao experimentar deste momento tão meu. Serei o defunto e o meu coveiro ao mesmo tempo.

Decidi me afastar de todos em busca de respostas, mas até este momento só encontrei dúvidas e desilusão. Sempre deixei bem claro que deste veneno beberei até a última gota... não quero que ninguém sofra comigo também. Escolhi um canto úmido, sombrio para que pudesse ser eu mesmo o coveiro do que sobrar de mim. Me recuso a dividir esta tarefa com qualquer outra pessoa, independentemente do grau de importância que devo ter para ela. O que me importa agora, é só viver e sofrer da minha dor.

Dor esta que eu mesmo cultivei, tentando entender quais seriam os meus limites para isso. Estou perdido nesta dor e já não enxergo o caminho devolta. Já não sei mais o que é luz. Já não consigo compreender as tantas vozes que insistem em ecoar. Vozes familiares, algumas doces, outras sarcásticas. Sei que dentro deste abismo que criei para me esconder, nada parece lúcido. Algo me chama para fora deste sepulcro, mas já não tenho forças para sair dele. Já tentei algumas vezes completar esta tarefa, mas a minha insistente mediocridade me impede.

Sinto em minha pele agora um farfalhar de asas, esta brisa trouxe consigo milésimos segundos de paz. Posso me dar uma nova chance e abortar esta viagem? Poderia voltar ao começo e refazer meus passos?

Continua...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pincel e Palavras Emprestadas


"O amor acontece entre dois, mas a experiência de cada um não será necessariamente parecida. Amante e amado vêm de mundos diferentes. Muitos preferem amar a ser amado, porque o valor e a qualidade do amor são definidos pelo amante. O amado teme que o amante consiga o que busca: desnudá-lo inteiramente. O amante deseja qualquer contato com o amado, mesmo que desse contato resulte apenas dor."

Carson McCullers

domingo, 4 de outubro de 2009

Suicídio

Sabe quando você fica deitado por horas a fio em sua cama, desejando apenas que algum pensamento bom contamine seu corpo e o faça levantar dali e tomar alguma atitude inovadora? Mas este pensamento não veio. Volta e meia a palavra "suicídio" passava pela minha cabeça.

Por que as pessoas dão cabo na própria vida? Por que desejam morrer? Seriam eles covardes ou simplesmente encontraram a melhor resposta para problemas dos quais não são capazes de enfrentar ou de se posicionar. Não é isso que os nossos políticos fazem em uma votação importante no Senado? A abstenção?

Suicídio seria espécie abstenção irreversível. Seguindo neste raciocínio, percebi que a palavra "irreversibilidade" é algo que ainda preciso aprender a lidar. Logo, suicício não combinaria comigo.

Existe então suicídio parcial? Há algumas coisas que desejo matar em mim para dar espaço para outras que aprecio. Poderia enumerar alguns ítens para ficar mais fácil. Mas só tem um único ítem em minha lista que ainda estou em dúvida se mato ou não: a impulsividade.

Ceder aos meus impulsos só me traz problemas. Mas, com alguma colaboração alheia, sempre colho prazeirosos frutos. Dias depois....

sábado, 3 de outubro de 2009

Sorria, meu bem!

Sorria, meu bem! Sorria!
Não será necessário dançar e perder seu tempo com sorrisos falsos a quem não sabe um terço de tuas pelejas diárias. Sorria! Em algum momento da madrugada, lembrarei de você e desejareo somente tua presença e teu sorriso sincero. Sorria!
Não há frustração ou tédio que sobreviva ao sorriso e à presença de pessoas tão queridas e transparentes. Continue sorrindo!
Lembre-se que o sono e o cansaço poderá me abater por alguns minutos, mas continuarei olhando pra você sorrindo. Poderá compartilhar da presença daqueles que são meus, mas dou espaço para você sorrir e mostrar a que veio. Agora eles também pertencem a você!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Feliz Aniversário

Feliz Aniversário para você e para mim! Completo também alguns anos de vida desde que te conheci. Logo após ter soprado tuas velas, sei que grandes desejos passaram por tua mente. Não sei se foi "providência divina" mas, dias depois cai, desengonçadamente, em teu caminho. Sei que seria muita pretenção minha imaginar que poderia mudar seu jeito de pensar e de amar. Mas eu digo que você conseguiu fazer isso comigo. Apesar de tua "ogrisse", ainda vejo beleza em teu sorriso de criança, ainda desejo tuas grandes mãos ásperas sobre minha pele e uma oportunidade para dizer que errei em negar-te a verdade em muitos momentos.

Como presente de aniversário este ano, gostaria de dar-te a verdade, de alguma forma dizer o quanto é importante ainda em minha história e que o desprezo que me concedeu durante todo este tempo só alimentou minha auto-confiança. Aprendi muito. Aprendi que sexo casual não se faz com quem se deseja manter contato por mais tempo. Aprendi que não se deve julgar as pessoas pela sua promiscuidade, pois em algum momento ela pode sim, amar alguém - só não tive a sorte de ser a escolhida. Aprendi que dentro dos caras mais "empedrados" pode haver muita sensibilidade e bom gosto. Aprendi, a duras penas, a te dizer não.

Eu consegui dizer não! Mas os dias passaram, a carência bate em minha porta e tudo o que gostaria agora era poder dizer é "Só se for agora!". Já que o aniversário é teu, desejo somente que você saiba exatamente o que vai pedir, porque acontece!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Feita de Música

Charis Tsevis

Certa vez uma de minhas chefes disse: "Canela, você é realmente feita de música!". Achei que este poderia ser o melhor elogio que alguém poderia me oferecer. Envolta em notas musicais e ritmos diversos, talvez pudesse manifestar tudo o que guardo e calar tudo o que não vale a pena ser dito.

Quem dera estes mosaicos um dia pudessem formar uma única imagem e definir, mesmo que temporariamente, o que hoje sou, quais são meus reais desejos, o que levo para compartilhar com meu travesseiro e o que busco dentro de cada olhar dirigido a mim.

Dançando fica difícil saber dos outros o que pensam, muito menos eu! Quando danço, só sou feliz!