terça-feira, 29 de março de 2011

Não desisto!


Outro dia, relendo muitos dos posts no sense que escrevi aqui, senti falta de sentimentos mais positivos. De criações e/ou vivências que pudessem despertar algo além da melancolia, um dos meus maiores vícios.

Para conseguir escrever deveria experimentar, por algumas horas, a sensação de estar mergulhada em paixão - inventada, talvez.  No lugar do post, consegui uma  verdadeira briga de foice! Tesão é uma coisa. Amor platônico é outra. Mas paixão, essa doença que provoca taquicardia e altera o funcionamento químico de seu corpo é algo inusitado. Vi que já tinha me esquecido de como isso se parece muito com o medo que tenho de altura. 

Medo de altura, de alta velocidade ou dos esportes radicais pode ser comparado, tranquilamente, com o medo que tenho de sentir algo que tem o poder de roubar o oxigênio de minhas células. Há, além do medo de sentir, um certo pessimismo acompanhado das dores provocadas pela abstinência e de presenciar, conscientemente, algo que se expande, que contamina e é FINITO! 

Pessoas que se dão o direito de apaixonar-se são corajosas. Enfrentam todos os sintomas e ainda tiram onda de suas conquistas, exibem seus "mortais" ou fotos do velocímetro nas redes sociais. Eu não!

Quer dizer, talvez...

Talvez não tenha cumprido minha meta neste post, porque paixão não se inventa, nem é objeto para se fingir  sentir - com perdão aos mestres poetas fingidores profissionais! - fracassei é verdade. E não desisto!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ré - Kiko Dinucci

Quando já nem sei mais o que sinto,
busco uma saudade guardada na estante.
Para a minha surpresa, o que se guarda,
também se desgasta.

Re-vivi.
Re-organizei.
Re-senti.
E não doeu.

domingo, 6 de março de 2011

Hora do embarque: 23h23

Pensei em tuitar as horas repetidas hoje, 23h23. Estes são os meus sessenta preciosos segundos: o minuto exato no qual um encontro pôde deixar de ser sonho e finalmente se materializar. Passaram-se as horas, meses, anos! Entendi que redigitar e tornar público, a quem pudesse ler, não faria o menor sentido. Nunca fez, na verdade.

Vinte e três horas e vinte e três minutos e as possibilidades são muitas. Este é o minuto exato de uma série de sincronicidades que se desencadearam - e ainda se desencadeiam - , mas eles só pertencerão a mim e não aos meus followers no Twitter.

Essa massa de gente próxima, distante, tátil ou volátil jamais entenderá o caminhos que uma alma escolhe percorrer dentro de irrisórios 60 segundos. Aliás, são tantos os 60 segundos dentro de um dia, por que nestes seriam mais especiais que os outros? 

O que tem de especial nisto talvez não esteja pronta para compreender, muito menos verbalizar. O que sei é que escondi neste símbolo, o 23h23, um portal...

 Ah! Quem dera se a humanidade pudesse abrir os labirintos da memória reservando apenas um minuto de seu dia para a contemplação de seus erros e retificação dos futuros atos. Um erro, uma despedida, um desprendimento, uma ideia, um auto-elogio... um por vez. Apenas um em 60 segundos.