É sempre muito gratificante quando encontro referências de autores dos quais estudei durante a graduação sendo revisitados sob outras óticas. O caso do cientista político Francisco Weffort é um grande exemplo. Enquanto estudante, lutava para conseguir um horário para ler suas publicações e garantir (claro!) a minha nota nas aulas de História Econômica e Social do Brasil.
Questões de conflito regional alimentadas sob ótica ignorante não surgirão apenas em anos de eleição presidencial. O preconceito se mistura ao sarcasmo nosso de cada dia, age de forma silenciosa e só é colocado no banco dos réus se acaso houver uma grande comoção popular.
Em uma entrevista concedida ao site Produção Cultural no Brasil, o ex-ministro da Cultura do governo FHC fala mais do que sua experiência enquanto acadêmico e gestor cultural, ele aponta algumas respostas para uma uma das feridas das quais o nosso povo mais padece e espero que não seja discutida somente enquanto estiver na moda ou nos TT's: a ignorância!
Mais uma vez, meus caros, só teremos um Brasil "avançado", quando a educação e a cultura forem realmente levadas a sério e suas políticas públicas estiverem baseadas na continuidade e não em ciclos de 4 anos.