Outro dia, quando despejei sobre minha mesa a minha coleção de pedras que me atiraram com o tempo e outros cálculos afetivos que consegui extrair do coração, senti que nunca mais poderia amar alguém. Que nunca mais poderia me permitir ser amada, pois olhar para todas aquelas pedras de minha coleção ainda doía demais. Ainda possuía cicatrizes mal curadas e prontas para sangrar novamente. Não sei como, mas lembrei-me de uma cena muito curiosa em um dos livros do Harry Potter - agora não sei dizer em qual livro - onde o mago Dumbledore mostrava ao aprendiz de bruxo um objeto estranhamente encantador a "penseira". Alí, segundo o mago, ele depositava com a ajuda de sua varinha todos os pensamentos que o atormentavam e que não conseguiria resolver naquele momento, lembranças muito boas e que gostaria de guardar para vivenciá-las com a mesma emoção da primeira vez, e também, alguns acontecimentos dos quais só o tempo poderia ajudá-lo a compreender.
De certa forma, diante de tantas lembranças e cicatrizes latejando por todo o corpo, resolvi, assim como o bruxo da ficção, deixar minhas pedras de molho com água de cheiro. Daquelas preparadas pelas baianas para lavar as escadarias do Senhor do Bonfim.
Essa água preparada pelas negras e a "penseira" fictícia dos livros, responde todos os dias que só o perdão pode fazer diluir as dores do coração e a cicatrizar as feridas em minha pele. Em vez de escudos para me proteger, devo me perfumar com esta água de cheiro. E sobre os assuntos que ainda não sou capaz de compreender, deixo-os na penseira. Outro dia enxergarei minhas falhas e saberei corrigí-las da melhor forma possível.
domingo, 31 de maio de 2009
Pode vir!
Sim, pode vir! Farei um chá verde pra você, mas já vou avisando que colocarei algumas pitadas de canela. Que sabor daria, hein? Vamos experimentar juntos.
Teu amargo saudável, com o meu quente e estimulante. Já sei, meia xícara pra você, uma e meia pra mim. Sou insaciável, não tem jeito. Melhor descontar em nosso chá do que em chocolate, não é mesmo?
Odeio ser o sexo frágil, mas você poderia, por favor, trocar a lâmpada do meu quarto? Confesso que vai ser de sacanagem, mas quero ver um pouco de sua barriguinha enquanto levanta os braços.
Olha... após o chá, lembrei que há cerveja em minha geladeira. Na prateleira debaixo. Sim. Hoje eu não estou conseguindo me conter. Abaixe e pegue uma latinha pra mim também.
Já sabe que não tenho sofá em minha casa, né? Logo, terá de repousar em minha cama, não faça cerimônia, retirarei teus sapatos lentamente. Está um pouco frio hoje, mas não precisa vir agasalhado não, tenho um edredon muito bom aqui, divide ele comigo esta noite? Pode vir!
Teu amargo saudável, com o meu quente e estimulante. Já sei, meia xícara pra você, uma e meia pra mim. Sou insaciável, não tem jeito. Melhor descontar em nosso chá do que em chocolate, não é mesmo?
Odeio ser o sexo frágil, mas você poderia, por favor, trocar a lâmpada do meu quarto? Confesso que vai ser de sacanagem, mas quero ver um pouco de sua barriguinha enquanto levanta os braços.
Olha... após o chá, lembrei que há cerveja em minha geladeira. Na prateleira debaixo. Sim. Hoje eu não estou conseguindo me conter. Abaixe e pegue uma latinha pra mim também.
Já sabe que não tenho sofá em minha casa, né? Logo, terá de repousar em minha cama, não faça cerimônia, retirarei teus sapatos lentamente. Está um pouco frio hoje, mas não precisa vir agasalhado não, tenho um edredon muito bom aqui, divide ele comigo esta noite? Pode vir!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Luz, Pouca Luz
Hoje quero que me prepare aquele jantar gostoso regado a vinho. Pode ser vinho seco se preferir. Pode até me embriagar antes mesmo de tomar o primeiro gole. Mas faço questão da pouca luz, da luz indireta de teu olhar.
Não faço a menor questão de que conte como foi teu dia, apenas ofereça-me tua luz, de tua pouca luz. Deixe também aquelas velas acesas próximas à tua cabeceira. Pois sabe que esse cheiro quente de citronela no ar me excita. Sabe aquela camisa branca? Vista-a. Farei questão de tirá-la, botão por botão, lentamente.
Se, por acaso, o teu desesperado desejo não for contido, deixo-o livre para fazer o que bem entender. Só quero a luz, a pouca luz de teu olhar. Lembra-se daquele lençol branco de linho? Traga-o. Vou me cobrir somente com ele. O vinho, tuas mãos e teu olhar serão o suficiente para me aquecer nesta noite tão fria.
Sim, hoje você poderá também pintar um quadro meu enquanto estiver dormindo. Mas sabe muito bem que antes que isso ocorra, precisarei de um banho. Traga a vela. Traga tua cadeira próxima à porta e me observe. Nem a água do chuveiro poderá ser mais quente que tua luz.
Acordarei mais tarde, só depois de você tiver caido em sono profundo. Vou embora antes mesmo que se dê conta. Entretanto, deixarei a tela que pintou, enxergará nela, mais que contornos ou sombras. Enxergará a paz que você me traz.
Não faço a menor questão de que conte como foi teu dia, apenas ofereça-me tua luz, de tua pouca luz. Deixe também aquelas velas acesas próximas à tua cabeceira. Pois sabe que esse cheiro quente de citronela no ar me excita. Sabe aquela camisa branca? Vista-a. Farei questão de tirá-la, botão por botão, lentamente.
Se, por acaso, o teu desesperado desejo não for contido, deixo-o livre para fazer o que bem entender. Só quero a luz, a pouca luz de teu olhar. Lembra-se daquele lençol branco de linho? Traga-o. Vou me cobrir somente com ele. O vinho, tuas mãos e teu olhar serão o suficiente para me aquecer nesta noite tão fria.
Sim, hoje você poderá também pintar um quadro meu enquanto estiver dormindo. Mas sabe muito bem que antes que isso ocorra, precisarei de um banho. Traga a vela. Traga tua cadeira próxima à porta e me observe. Nem a água do chuveiro poderá ser mais quente que tua luz.
Acordarei mais tarde, só depois de você tiver caido em sono profundo. Vou embora antes mesmo que se dê conta. Entretanto, deixarei a tela que pintou, enxergará nela, mais que contornos ou sombras. Enxergará a paz que você me traz.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Dance!
Para as dores da alma,
Dance!
Para as queixas diárias,
Dance!
Para livrar-se de preocupações,
Dance!
Para se sentir linda sem olhar para o espelho,
Dance!
Para perder a timidez,
Dance!
Para se sentir em comunhão com o Universo,
Dance!
Meu corpo assume movimentos dos quais não racionalizo.
Minha alma silenciada, ganha voz de tenor.
Meus pés perdem seu peso e podem flutuar.
Meus lábios rendem-se a grandes sorrisos.
Dançando estou em casa,
Dançando estou com Deus.
Dance!
Para as queixas diárias,
Dance!
Para livrar-se de preocupações,
Dance!
Para se sentir linda sem olhar para o espelho,
Dance!
Para perder a timidez,
Dance!
Para se sentir em comunhão com o Universo,
Dance!
Meu corpo assume movimentos dos quais não racionalizo.
Minha alma silenciada, ganha voz de tenor.
Meus pés perdem seu peso e podem flutuar.
Meus lábios rendem-se a grandes sorrisos.
Dançando estou em casa,
Dançando estou com Deus.
Bola de Cristal
Quando tinha mais ou menos tua idade, a ansiedade era tanta sobre o futuro que imaginava minha bola de cristal incandescente e visualizava imagens das quais poderiam acontecer.
Eram tantos os desejos, tantas histórias que, com o tempo, percebi que por mais que desejasse algo, o "destino" me preparava algumas ciladas. Hoje prefiro nem pensar sobre o que visualizava. Só sei que tenho vontade de chorar quando vejo você fazendo o mesmo: buscando o futuro antes mesmo de compreender o presente.
Essa minha vontade de chorar ainda não consegui definir, se é por tristeza ou alegria. Mas no fundo eu sei que é alegria, pois tudo o que me ensinou a fazer nestes últimos meses foi ensinar-me novamente a sonhar, desejar, confiar, errar e tentar novamente.
É como se estivéssemos num rito de passagem, eu quase balzaquiana, entregando minha bola de cristal a quem ainda tem toda a energia viva dentro de si. Não se deixe levar pelo excesso de nuvens escuras, esta bola de cristal nos prega peças!
Eram tantos os desejos, tantas histórias que, com o tempo, percebi que por mais que desejasse algo, o "destino" me preparava algumas ciladas. Hoje prefiro nem pensar sobre o que visualizava. Só sei que tenho vontade de chorar quando vejo você fazendo o mesmo: buscando o futuro antes mesmo de compreender o presente.
Essa minha vontade de chorar ainda não consegui definir, se é por tristeza ou alegria. Mas no fundo eu sei que é alegria, pois tudo o que me ensinou a fazer nestes últimos meses foi ensinar-me novamente a sonhar, desejar, confiar, errar e tentar novamente.
É como se estivéssemos num rito de passagem, eu quase balzaquiana, entregando minha bola de cristal a quem ainda tem toda a energia viva dentro de si. Não se deixe levar pelo excesso de nuvens escuras, esta bola de cristal nos prega peças!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Ainda Não!
Sintonia divina!
"Manda o Amor passar mais tarde, não quero mais nada com ele, pelos menos não
agora. Ele que resolva procurar outra pessoa em outro dia, não estou com bom humor, muito menos paciência. Todavia, se a Paixão aparecer por aí, faço questão
de convidá-la para entrar e tomar um chá. Sem ela eu não sei viver, justamente porque meu corpo precisa de altas doses que somente ela pode me prover. Por isso
que eu repito, chamemos a Paixão para matar nosso desejo, deixa o Amor de lado.
Não me ames ainda."
Andira Medeiros
Esqueci...
Olha, queria muito dizer isso pessoalmente. Sei que não te interessa nem um pouco do que sinto ou o que penso, mas aqui eu confesso: por algumas horas eu te esqueci. Por algumas horas pude sentir uma liberdade da qual não experimentava há alguns dias. Por algumas horas senti que poderia ser de outra pessoa, talvez. Por algumas horas não vi teu rosto impresso na face de outra. Por algumas horas...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Por que Digo Não?
Visitando alguns blogs, encontrei este trecho do livro "O Amor é Fodido" de Miguel Esteves Cardoso. Talvez o meu "não" possa ser melhor compreendido agora:
Entende agora porque uma coisa não elimina outra, pelo menos no imaginário feminino?
“Porque, quando as pessoas se amam, fodem de verdade. É por isso que os filmes pornográficos são pouco convincentes. Não são suficientemente porcos, porque os actores não estão apaixonados. Quando há amor, há além. É possível foder como animais, com sinceridade, como só os seres humanos, quando querem entregar-se mais do que podem - e conseguem.”
Entende agora porque uma coisa não elimina outra, pelo menos no imaginário feminino?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
NÃO!
Não! Já disse que não!
Render-se é uma coisa
Sujeitar-se é outra.
Nem profissional se presta a este trabalho
sem ter a sua recompensa no final.
Não aceito pagamento em dinheiro,
Aceito somente em espécie!
O que você tem mesmo a me oferecer?
Nada?!
Tudo bem.
Bons fregueses não faltam
A quem está disposto a trabalhar direito!
Render-se é uma coisa
Sujeitar-se é outra.
Nem profissional se presta a este trabalho
sem ter a sua recompensa no final.
Não aceito pagamento em dinheiro,
Aceito somente em espécie!
O que você tem mesmo a me oferecer?
Nada?!
Tudo bem.
Bons fregueses não faltam
A quem está disposto a trabalhar direito!
domingo, 24 de maio de 2009
Frases Mapeadas e Comentadas!
Acho que todos os XY devem ter lido a mesma cartilha. Incrível como muitas frases se repetem! Fiz algumas traduções e comentários dos quais diria se fosse um pouco mais cara de pau e claro, se realmente valesse a pena!
"Que beleeeeeeeeeza, que beleza!"
- Canela, para de fazer merda! Se orienta!
(Adoro errar, principalmente com você por perto para me corrigir!)
"Que bom pra ela(e)!"
- Foda-se e eu com isso?
(Caramba, to sofrendo. Pode me ouvir só um pouco?)
"Gostei de você, amanhã tenho análise, será que falo sobre isso?"
- Gozei gostoso com você, mas ainda preciso de uma segunda opinião.
(Vou pagar propina para esse analista!)
"Olha, é sério... ainda vou te comer muito!"
- Não quero alimentar esperanças, mas se um dia bater uma fomezinha... já sei pra quem eu ligo!
(Poooooode ligar! Não tem problema!)
"Tô muito puto com o que aconteceu, só você mesmo para me ouvir. Você é muito calma!"
- Estou pouco me fudendo com o que você está pensando. Vou fazer do meu jeito, mas é bom contar isso pra alguém.
(Conte, meu bem, conte... Aproveita e deita tua cabeça aqui pra titia fazer cafuné, vai!)
"Que beleeeeeeeeeza, que beleza!"
- Canela, para de fazer merda! Se orienta!
(Adoro errar, principalmente com você por perto para me corrigir!)
"Que bom pra ela(e)!"
- Foda-se e eu com isso?
(Caramba, to sofrendo. Pode me ouvir só um pouco?)
"Gostei de você, amanhã tenho análise, será que falo sobre isso?"
- Gozei gostoso com você, mas ainda preciso de uma segunda opinião.
(Vou pagar propina para esse analista!)
"Olha, é sério... ainda vou te comer muito!"
- Não quero alimentar esperanças, mas se um dia bater uma fomezinha... já sei pra quem eu ligo!
(Poooooode ligar! Não tem problema!)
"Tô muito puto com o que aconteceu, só você mesmo para me ouvir. Você é muito calma!"
- Estou pouco me fudendo com o que você está pensando. Vou fazer do meu jeito, mas é bom contar isso pra alguém.
(Conte, meu bem, conte... Aproveita e deita tua cabeça aqui pra titia fazer cafuné, vai!)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Avaliação no Supletivo - Ensino Médio
Exercícios para nota e composição da média final do Bimestre:
"Segundo o texto, como a mulher islâmica é vista nos países do Ocidente?"
- Professora, onde fica o Ocidente, acidente..., sei lá?
(Socorro!)
"A imagem que os ocidentais têm da mulher islâmica, para a autora, condiz com a realidade? Justifique."
- Professora, como vou responder esta questão se você não colocou nenhuma foto neste texto?
(Ainda bem que hoje é sexta! Vou me afogar num copo de cerveja!)
"Segundo o texto, como a mulher islâmica é vista nos países do Ocidente?"
- Professora, onde fica o Ocidente, acidente..., sei lá?
(Socorro!)
"A imagem que os ocidentais têm da mulher islâmica, para a autora, condiz com a realidade? Justifique."
- Professora, como vou responder esta questão se você não colocou nenhuma foto neste texto?
(Ainda bem que hoje é sexta! Vou me afogar num copo de cerveja!)
Leis exatas explicam sentimentos contraditórios
Leis exatas explicam sentimentos contraditórios: negativo e negativo, positivo, certo? Se minhas palavras fazem-te depressivo? Talvez seja uma consequência do que sinto também. Mas pense sob outro ponto de vista.Nos raros momentos em que pode ceder teu tempo e paciência, faz de mim inteira mesmo tendo consciência de que ainda me falta metade. Esta metade que me falta transformo em arte, em verso ou em imagens estáticas em minha câmera fotográfica. Com a arte eu canto, danço, desisto da consciência e abstraio a negatividade. Dos versos que produzo - mesmo que ainda de forma amadora -, posso libertar meus pensamentos, reviver o que foi bom, aprender com os erros que cometi e, claro, os que ainda pretendo cometer. Das imagens que produzo, não edito, apenas dou movimento a elas em minha memória.
Vê agora o quanto positivo você representa pra mim apesar das pontiagudas palavras que utilizo? Tua insegurança e "complexo de patinho feio" transforma-se em minha consciência um porto seguro e produtivo. Do teu negativo e o meu, aprendi a encontrar em mim saídas positivas e ainda espero criar novas para problemas tão persistentes.
*Pintura: "Roda de Ogum" - Roberto Vazquez
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Tímido, porém...

Sob pressão, quem sabe? Palavras indiretas à minha amiga, mas senti que poderia ser tua presa também. Confesso que ainda não entendi o por quê, depois de meia hora voltaste à minha casa. Ofereceste palavras doces, mas do que precisávamos era apenas o prazer.
Surpresa com tamanha volúpia e expontâneidade, descobriu sem pudor meu corpo. Talvez a minha embreaguês pudesse ter nos ajudado nisso. Não bastasse tamanha sorte, o excesso de álcool não me impediu de guardar na memória o quanto me deixaste satisfeita e entorpecida.
*1000imagens.com/José Gama
Sinto ânsia a cada vez que me dou de cara com você!Há dias em que te repudio,
Noutros tenho o pleno desejo de não ter te encontrado.
Volta e meia esta maldita palavra bloqueia meus pensamentos,
Impede-me de dialogar, digerir informações.
Sinto ânsia!
Há pessoas que se sentem felizes ao te encontrar,
Usam de ti motivação para ultrapassar obstáculos.
E eu? Eu ainda insisto,
Insisto a ver-te como um grande monstro.
Monstro este que me persegue dentro de um labirinto.
Não encontrarei saída ou luz se não passar por você!
Primaveras

Era minha última chance,
O final da primavera estava perto.
Você atendeu prontamente ao meu chamado.
Timidamente acolheu meu desespero
Transformando-o em luz e desejo.
Tua luz, sempre indireta e suave,
Não me deixou cega, ao contrário,
Envolveste-me de feminilidade.
O que parecia ser inverno dentro de mim,
Tua luz trouxe a primavera.
Tomaste com sagacidade meu corpo,
Trouxe-me a luz neste coração frio.
Beijou-me nesta primavera
Como em verão algum pude ser beijada.
Tomou minha alma, meu corpo,
Revivi as quatro estações em uma só noite.
O final da primavera estava perto.
Você atendeu prontamente ao meu chamado.
Timidamente acolheu meu desespero
Transformando-o em luz e desejo.
Tua luz, sempre indireta e suave,
Não me deixou cega, ao contrário,
Envolveste-me de feminilidade.
O que parecia ser inverno dentro de mim,
Tua luz trouxe a primavera.
Tomaste com sagacidade meu corpo,
Trouxe-me a luz neste coração frio.
Beijou-me nesta primavera
Como em verão algum pude ser beijada.
Tomou minha alma, meu corpo,
Revivi as quatro estações em uma só noite.
Acordei com um ramo de primaveras brancas roçando minha pele.
Não era sonho, mas devia retornar à realidade:
Tua luz teria o mesmo tempo de vida que este ramo de primaveras que me presenteaste.
Aula de História - 7ª Série
"E a cobiça dos europeus estava voltada para os artefatos que as Índias poderiam oferecer no período chamado Renascimento Comercial e Urbano."
- Professora, em que continente ficam as Índias?
Antes mesmo que a professora pudesse mostrar no mapa, um outro aluno responde:
- No Brasil, seu burro!
E agora? Rendo-me ao desespero ou ao humor?
- Professora, em que continente ficam as Índias?
Antes mesmo que a professora pudesse mostrar no mapa, um outro aluno responde:
- No Brasil, seu burro!
E agora? Rendo-me ao desespero ou ao humor?
terça-feira, 19 de maio de 2009
Valor
Como cheguei aí? Nada como um papo chato e repetitivo entre velhos amigos e uma frustração após outra. Precisava de atenção, entender o que acontecia. Quando vi, já estava tomando mais uma cerveja - dentre tantas injeridas naquela noite -, fumando outro cigarro - um tanto amargo para o meu paladar. Ouviu o que me perturbava, deu conselhos, cedeu seu ombro.
Depois de tanto tempo, caí num sono profundo. Afagou meus cabelos e acariciou minha pele. Já tinha me esquecido o valor que isso tinha pra mim. Acordei e fiquei surpresa com o fato. Nada de sexo. Só pele e respiração ofegante. Orgasmo algum paga esta sensação de acolhimento. Devolveste com simples gestos a memória do que fui e do que ainda quero pra mim.
Depois de tanto tempo, caí num sono profundo. Afagou meus cabelos e acariciou minha pele. Já tinha me esquecido o valor que isso tinha pra mim. Acordei e fiquei surpresa com o fato. Nada de sexo. Só pele e respiração ofegante. Orgasmo algum paga esta sensação de acolhimento. Devolveste com simples gestos a memória do que fui e do que ainda quero pra mim.
Permita-me?

Permita-me entrar em teu lar,
contar-te assuntos corriqueiros,
compartilhar de teu chá-verde,
aquecer meus lábios,
dar-te prazer intenso,
até que apague da memória o porquê de minha presença alí.
Permita-me...
Permita-me, roubar-te um beijo
Para que não me sinta profissional
E saia daqui com as pernas trêmulas
Sem pagamento ou recompensa.
*1000imagens.com/Elsa Mota Gomes
Ronaldo!
Aula de História Medieval, alguém poderia dar um serrote para abrir a cabeça dessa molecada e enfiar de vez estas informações neles? Mas o que se ouve: "Ronaldo".Desesperada, a professora dá seu último aviso: "Aquele que proferir, mais uma vez esse nome ou de qualquer outro jogador de futebol durante a aula, terá de repetí-lo em um sussuro doce aos ouvidos de nossa querida diretora!"
De súbito, escapou sem querer um "Ronaldo!". Já chega! Se prometeu, terá de cumprir. Trêmulo e com lágrimas prontas para sucumbir, disse "Rooo naal do" à diretora da escola. Sem entender nada, a mulher encaminhou o tal do livro de advertência à professora e um formulário para o pai do aluno.
"Diga o nome de seu pai, querido", já mergulhado em lágrimas o aluno responde: "Ronaldo de Oliveira, professora".
Foi difícil manter o ar austero e disciplinador, rendeu-se à gargalhada e desistiu da advertência. Pediu um trabalho a ser entregue na próxima aula sobre as relações de poder na Idade Média.
De súbito, escapou sem querer um "Ronaldo!". Já chega! Se prometeu, terá de cumprir. Trêmulo e com lágrimas prontas para sucumbir, disse "Rooo naal do" à diretora da escola. Sem entender nada, a mulher encaminhou o tal do livro de advertência à professora e um formulário para o pai do aluno.
"Diga o nome de seu pai, querido", já mergulhado em lágrimas o aluno responde: "Ronaldo de Oliveira, professora".
Foi difícil manter o ar austero e disciplinador, rendeu-se à gargalhada e desistiu da advertência. Pediu um trabalho a ser entregue na próxima aula sobre as relações de poder na Idade Média.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Rendo-me

Rendo-me facilmente às emoções que me tirem desta inércia:
Teu largo sorriso,
Teu olhar despindo-me.
Rendo-me.
Não há moral, não há consequência...
Rendo-me.
Não penso, faço.
Faço como deseja.
És o meu diretor,
Eu, sua atriz.
Só me recuso, também sem pensar
A interpretar um adeus.
*1000imagens.com/A. Brito
Sweet Surrender (tradução)
Doce Rendição é tudo que eu posso declarar
Você me pega e ao me perguntar nada
Destrói tudo que é ruim a minha volta
Você é um anjo mas eu ja fui embora
Eu só espero que eu não tenha te decepcionado
Quando eu me ajoelhei e me rendi.
Trecho: Sweet Surrender - Sarah McLachlan
Você me pega e ao me perguntar nada
Destrói tudo que é ruim a minha volta
Você é um anjo mas eu ja fui embora
Eu só espero que eu não tenha te decepcionado
Quando eu me ajoelhei e me rendi.
Trecho: Sweet Surrender - Sarah McLachlan
Sabor
Foste direto. Sem meias palavras deixou bem claro o que desejava sentir: o sabor. Disse-lhe apenas que não gostava de agridoce, mas provaria do amargo se me permitisse conhecer o sabor dos teus lábios.
Não exitaste. Bendito seja aquele beijo roubado. Entretanto, por mais doce que seja a memória, o amargo ainda está presente em meu paladar.
Não exitaste. Bendito seja aquele beijo roubado. Entretanto, por mais doce que seja a memória, o amargo ainda está presente em meu paladar.
Se eu acredito?
Dizer que eu acredito no amor, seria o mesmo que dizer que eu acredito em fadas. Sei que elas existem, estão por toda parte, mas é necessário muito esforço para sentí-las.
Quando crianças ou adolescentes sentimos esta presença. Temos mais percepção e até enxergamos. Depois esta fadinha ou o amor, vai esfriando.
Minha fadinha tá meio capenga, mas continuo acreditando no poder que ela tem de se refazer com o tempo. Já o amor... é consequencia!
Quando crianças ou adolescentes sentimos esta presença. Temos mais percepção e até enxergamos. Depois esta fadinha ou o amor, vai esfriando.
Minha fadinha tá meio capenga, mas continuo acreditando no poder que ela tem de se refazer com o tempo. Já o amor... é consequencia!
domingo, 17 de maio de 2009
Mãos

Que o lugar sempre me fez acelerar o coração, isso não é novidade. Segui até o espelho, retoquei o batom e logo atrás estava você me observando. Mãos espessas, seguravam um cigarro e um copo com vodka.
Tuas mãos! Tuas mãos! Eu já as conhecia de algum lugar. Sem graça, segui de cabeça baixa até minha mesa. Teus olhos acompanharam meus passos. Preferi entender que poderia ser somente um engano. Depois de tanto tempo sem me sentir o foco de alguém, imagina que seria justamente você, o dono destas mãos a me desejar...
Esperaste muito tempo para se apresentar, a noite passou tão rápido! Mas não se preocupe, tuas mãos eu já conheço.
*Foto: Ana S. Carvalho
Tuas mãos! Tuas mãos! Eu já as conhecia de algum lugar. Sem graça, segui de cabeça baixa até minha mesa. Teus olhos acompanharam meus passos. Preferi entender que poderia ser somente um engano. Depois de tanto tempo sem me sentir o foco de alguém, imagina que seria justamente você, o dono destas mãos a me desejar...
Esperaste muito tempo para se apresentar, a noite passou tão rápido! Mas não se preocupe, tuas mãos eu já conheço.
*Foto: Ana S. Carvalho
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Talvez
Talvez hoje pudesse esquecer que te disse não em outras situações. Meu corpo febril, apesar de derrubado na cama, não faz deixar de desejar o teu.
Talvez em meio a esse delírio, pudesse me render aos teus libidinosos e, muitas vezes inexcrupulosos anseios.
Talvez... talvez pudesse mesmo subir tuas escadas com uma coleira presa em meu pescoço e fizesse o meu "trabalho". Posaria para tuas fotos da maneira como deseja, ouviria teus gemidos de prazer e sentiria o peso te tuas mãos sobre minha pele.
Talvez hoje minha recompensa seria olhar em teus olhos e saber que bem dentro de tua alma, pode haver algum sentimento, mesmo que sorrateiro e barato.
Talvez não gostasse do que iria ver, logo, pediria apenas para que repousasse em tua cama para mais uma noite de sono pesado, saber que gozou e é feliz assim.
Talvez em meio a esse delírio, pudesse me render aos teus libidinosos e, muitas vezes inexcrupulosos anseios.
Talvez... talvez pudesse mesmo subir tuas escadas com uma coleira presa em meu pescoço e fizesse o meu "trabalho". Posaria para tuas fotos da maneira como deseja, ouviria teus gemidos de prazer e sentiria o peso te tuas mãos sobre minha pele.
Talvez hoje minha recompensa seria olhar em teus olhos e saber que bem dentro de tua alma, pode haver algum sentimento, mesmo que sorrateiro e barato.
Talvez não gostasse do que iria ver, logo, pediria apenas para que repousasse em tua cama para mais uma noite de sono pesado, saber que gozou e é feliz assim.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Zim Zum
Olha lá! Quem é este atrevido Zim Zum a me fazer tantas interrupções nas raras noites produtivas que possuo? Como se atreve a fazer propostas maliciosas sem nem saber quem sou ou do que NÃO sou capaz de fazer?
Foi de certa forma paciente, entreguei-me às suas fantasias e logo estava em um ônibus, disposta a viajar horas a fio para vivenciar algo que talvez não faria em outra ocasião. Zim Zum. Tão rápido entreguei-me aos teus inseguros braços. Tão breve, senti algo que me trouxe lágrimas aos olhos e meu corpo se deixou conduzir aos seus doces lábios.
Mea culpa.
Foi de certa forma paciente, entreguei-me às suas fantasias e logo estava em um ônibus, disposta a viajar horas a fio para vivenciar algo que talvez não faria em outra ocasião. Zim Zum. Tão rápido entreguei-me aos teus inseguros braços. Tão breve, senti algo que me trouxe lágrimas aos olhos e meu corpo se deixou conduzir aos seus doces lábios.
Mea culpa.
O que me resta?

Do que me resta?
Teu sorriso alegre,
inspira-me diversas traquinagens.
De teu olhar sério,
sujeito-me às tuas regras.
Das tuas propostas,
Falta-nos somente tempo para botar em prática.
Dos teus retratos,
Sobra-me inspiração.
Do teu sarcasmo,
Resta-me a ironia.
De sua praticidade,
Sujeito-me a usar somente os dedos.
*1000imagens.com/Carlos Manuel Pereira
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