segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Aluga-se
domingo, 29 de novembro de 2009
Dentro da Caixa

quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Decida-se!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Encaixotando a Puta Enlatada
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Massa de Modelar

Rasgue em minha face um sorriso se assim necessitar
Vista-me ou aprecie minha nudez
De fácil manuseio, só depende de você para não quebrar.
Venha com tuas leves e ágeis mãos
Molde-me em silêncio,
De ti quero sentir a rigidez do seu traço,
O afago em meus cabelos e dando movimento aos cachos,
Teu sopro de vida em meus lábios
e um soluço de prazer se me der ouvidos.
Depois de pronta,
Modelo volta a ser massa
Para outra vez você moldar.
domingo, 22 de novembro de 2009
Vista-se!
Nua, inerte, cio.
Artista, volátil, meretriz.
Desejável, útil, descartável.
Recato, interesse, aprendiz.
Pressa, delicadeza, rompimento.
Sonho, medo, frieza.
Tato, cheiro, etéreo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Teoria e Prática
- Você gostaria de ficar comigo? - perguntou ela com um aperto de coragem e medo ao mesmo tempo.
- Teoricamente sim.
- E praticamente? Sairia agora de sua casa para me ver?
- Praticamente não. Tenho outros compromissos neste momento.
- Então o que você espera de mim?
- Que sejamos amigos, que falemos sobre tudo com liberdade e se tiver de acontecer algo, que seja sem pressão.
- Ufa! Que bom, era o que eu desejava ouvir.
Teoricamente estava em paz consigo mesma. Praticamente corria o risco de perder o pouco que havia conquistado. Já as emoções foram afetadas por uma excitação libidinosa sem limites.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sete Ingredientes
sábado, 14 de novembro de 2009
Vênus em Peixes
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Voltas
Fizemos nossas opções e decidimos não manter mais contato. O mundo precisou dar duas voltas em torno do Sol, as tardes de novembro parecem ser as mesmas de quando recebia telefonemas de tão distante. Hoje me lembrei destas voltas, dos sorrisos, das discussões, das distâncias, mas principalmente de tua presença. Um amigo distante, de olhos abertos e atentos para além do horizonte, mas que eu não pude enxergar em tempo.
Dei algumas voltas aqui sozinha, alguns outros amigos apareceram com algumas lentes para ampliar aquilo que já tinha perdido de vista. Já passou. Mas a brisa desta tarde hoje em minha pele só me faz lembrar do dia em que partiu.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A internet, o escurinho e o bêbado
Imaginava que a falta de energia fosse algo bem pontual, mas à medida que me distanciava de casa e nada de enxergar a luz que não fossem dos automóveis começou a me deixar preocupada, mas voltar para casa não era algo que nem passava pela minha cabeça. Queria saber até onde esta escuridão teria fim.
Para minha tristeza, não teve fim! Cheguei até o local combinado após ter ultrapassado cruzamentos imensos com a ajuda de caminhões e ônibus – quem tem coragem de fechar um automóvel deste tamanho? – pois meu carro, de tão pequeno que é dificilmente imporia um pouco de respeito aos demais nesta guerra declarada entre os automóveis.
Estacionamento fechado, pessoas nas ruas e o silêncio. Celular? Nada de sinal, seria a minha operadora ou a dos outros que não vive? Respondi esta pergunta quase que imediatamente, meu celular tocou. Era uma amiga que mora a 20km de minha casa dizendo que por lá também não havia energia elétrica e havia rumores de que em outros estados também sofriam com o blackout.
Que droga! A gasolina que havia no meu carro não seria o suficiente então para saber até onde esta escuridão acabaria. O jeito era voltar pra casa e me conformar com o silêncio dos meus pensamentos.
Entre um cruzamento e outro, pensei em coisas absurdas e gargalhava: “E agora? Quem vai twittar o Apocalipse?”, “Quem escreverá um post sobre o que sentiu e em quem pensou em seus últimos minutos de vida?”, “Qual será a manchete de amanhã? Haverá manchete? Haverá jornal?”.
Depois do surto, a dor. Enquanto todos desejavam largar o que estavam fazendo para se recolher, por que é que eu estava fora de casa, mesmo? Antes de voltar, fiz outra loucura, percorri outros tantos quilômetros de uma ponta da cidade à outra, atravessando túneis, pontes e viadutos para apreciar o estranho vazio de São Paulo, as luzes dos carros que cortavam as marginais e também refleti sobre nossa fragilidade. Tantos pedestres desejando atravessar uma simples avenida, mas não o conseguiam. Primeiro porque não havia semáforo obrigando o motorista a parar, segundo que para enxergar um pedestre, só se ele estivesse sobre o capô de seu carro e olhe lá.
Quando me dei conta, estava em frente a casa “daquele que não deve ser nomeado”. Ligar não adiantaria, àquela hora já estava sem rede. Tocar a campainha? De forma alguma! Gritar o nome e bater palmas no meio da calçada como os meus antepassados? Nem pensar! Tudo isso passou pela minha cabela antes mesmo de reduzir a marcha, passei direto. Se morrer agora, sei que estive a poucos metros daquele que me faz inteira e feliz comigo mesma.
Antes que cometesse mais alguma loucura, decidi tomar as rédeas e guiar meu carro – que parece ter mais vontade que eu – para casa.
Já que estava na rua, o próximo desafio agora seria o de encontrar algum lugar para comprar cigarro. Bem perto de casa havia um posto de gasolina que funciona também como boteco. Pelo movimento ali, parecia que nada havia acontecido na cidade inteira.
Fui abordada por um bêbado, pedindo alguma moeda para olhar meu carro. Já dei cinqüenta centavos para que ele não continuasse baforando na minha cara.
Dentro do estabelecimento, lá estava o bebum. Ele não devia estar “olhando” meu carro? “Dá um cigarro de vinte e cinco centavos e uma dose de pinga” – falou o mal cheiroso. De cara retorcida e impaciente, o atendente respondeu: “A dose de cachaça custa R$ 1,50! As moedas que me deu não são o suficiente.”
O surto de gargalhadas retornou. “Que cachaça cara é essa, minha gente?” O fim do mundo está próximo e o homem vai negar uma dose da branquinha a alguém? Mas o bêbado me surpreendeu, tem um poder de persuasão e negociação sob altas doses alcoolicas. Uma moeda de R$ 1,00 comprou um cigarro e uma dose de 0,75 centavos de pinga. Enquanto pagava meu cigarro, vi o infeliz dando seu trago e bebericando sua marvada como se fosse uma bebida rara e sofisticada, porém, num copo descartável.
Hora de chegar em casa, tomar também da minha branquinha, fumar meu cigarro e adormecer. Se houver o dia de amanhã, faço questão de escrever. Se houver energia elétrica, compartilho com os leitores virtuais minha desventura na escuridão.
sábado, 7 de novembro de 2009
Uma Gota
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Inútil e vazia
De tão inútil e vazia que é a vida, nossa loucura pós 18 anos é preenchê-la de alguma coisa. Sabe-se lá o quê. Mas é esta a ideia: procurar, procurar e procurar...
Quinhentos anos atrás, nem nos preocupávamos com isso, já davam sentido às nossas existências desde o berço. Caminhamos em busca de uma "independência racional" e o que vemos é um obscuro nada. Acho que estou concordando com o cineasta. Talvez seja melhor assim. Vou cancelar minha terapia, comprar roupas, sapatos e jóias. Quizá, dê uma passadinha num esteticista ou cirurgião plástico. Já que somos inúteis e vazios, vamos pelo menos obedecer às tendências da moda! hehehe
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dos Inícios que Flertam com o Fim
Segue texto de "A Casa do Zander":
Uma amiga me perguntou como eu conseguia advinhar quanto tempo durava um relacionamento – meus e dos outros – com alguma precisão. Obviamente eu não sou onisciente e nem tenho uma taxa de acerto razoavelmente alta, cientificamente alta, mas como tudo que envolve o sentimento, os acertos contam mais que os erros.
Daí eu expliquei que todo relacionamento tem uma “matemática”. Já escrevi sobre isso antes e acho que consegui sintetizar isso hoje. As regras são simples e são cinco ou seis.
A regra primeira diz que é necessário ter algo em comum. E esse algo tem de ser dentro de casa. Gostar de shows, filmes, bares e amigos e atividades na rua é legal, mas sob um teto a coisa muda de figura. Se os relacionantes não conseguem fazer um bocado de nada juntos, diminui-se o tempo do relacionamento.
A regra segunda diz que eles têm de ter alguma discordância. Mas daquelas brabas, que cause brigas, tapas na cara ou ódio eterno. É no atrito que se aprende a negociar os espaços, a ceder, a treinar a tolerância. Mas ambos têm de ter isso ou o lado cedente acaba cansando.
A regra terceira diz que eles precsiam achar que o outro é melhor que eles em algo ou em tudo. Mas tem de ser mútuo. A admiração pelo outro é o que impulsiona o dia-a-dia. Caso contrário, o outro vira objeto de escárnio e qualquer opção fora do relacionamento acaba valendo mais a pena. Novamente ambos precisam achar que o outro é melhor, senão o caldo desanda.
A regra quarta diz que ambos têm de ter um nível sócio-econônico-cultural próximo
um do outro. Mais cultural, sócio ou econômico dependendo da índole de cada um. Nada contra uma pessoa ser sustentada mental, social ou economicamente pela outra, mas há de ter troca entre os relacionantes. Já conheci casais perfeitos que sucumbiram à dureza, à burrice ou ao isolamento social. Não nessa ordem.
A regra quinta diz todas essas regras anteriores devem e serão quebradas em algum momento e nunca serão sempre observadas durante os relacionamentos que tivermos pela vida.
E a sexta, a derradeira e única absoluta, é que só se entra num relacionamento sabendo e esperando que um dia ele acabe. É a única garantia de que será infinito, como diria o poetinha.
Confu-ação!
Na tentativa de encontrar uma opinião alheia para questões só minhas, só acumulei novas questões e doloridas respostas: "O que você deseja?", "Onde pretende chegar com estes pensamentos confusos?", "Já disse para não esperar nada de mim!"
Queria eu acreditar que não espero nada mesmo do outro. Mas não é verdade. Quero a surpresa, um amor inconsistente, mas presente no olhar.
Hajo na impulsividade. Mas vamos lá, mais uma vez, respondo: quero o abraço carinhoso de quem me estima, um afago nos cabelos até poder adormecer, sonhar e acordar, olhar para você ao meu lado e voltar a sonhar em paz, sem culpa ou temor de colocar libidinosos roteiros que só minha mente inconsciente é capaz de produzir. Seria pedir muito?
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Casas Bahia
Crédito fácil, rápido e acessível a todos. É motivo de piada por uns, a salvação de outros, mas permanece lá. Intacta. Sabe que quando necessitar, terá onde recorrer. A qualidade do serviço prestado, dependerá somente do tipo de cliente que se dirige à loja. Todavia, o slogan permanece o mesmo "Dedicação total à você!".
Quando me perguntaram porque ainda tinha esperanças nos relacionamentos afetivos, lembrei-me das parcelas em atraso, da quantidade de crédito que já dei às inúmeras pessoas que já bateram em minha porta. Um prejuízo imenso quando se tem um coração que não possui um caixa reserva para este tipo de emergência. Somando tantos prejuízos, minha vontade era a de cobrar juros dos demais clientes. Alguém deverá pagar por isso!
Seria fácil assim se pudesse comercializar somente objetos. Mas os sentimentos não têm tabela de preço, não obececem a oscilação econômica internacional, muito menos é guiado pelo Banco Central. Os sentimentos apenas surgem e são expostos nesta vitrine frágil. Não é necessário aprovar o crédito, leve e pague como puder, pois o meu coração é assim como as Casas Bahia "Dedicação total à você".