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domingo, 28 de agosto de 2011

Pelo telefone

Se a dúvida algum dia foi algum benefício, eu não sei. Sei que eu soube aproveitar muito bem os benefícios das fantasias que criamos juntos e consegui, também, me punir por todas elas sozinha - talvez, em algumas ocasiões, muito mais do que deveria. Já se passaram meses e eu ainda fico pensando se você é realmente quem disse ser. Tudo isso não passa de um clichê ridículo, sabemos disso... Sinto tua falta e sou uma tremenda de uma egoísta por não conseguir me desfazer do teu número gravado em minha agenda no celular, pois é com você que eu desejo estar quando o dia está calmo ou quando preciso de refúgio.

O "E se..." ainda lateja incansavelmente em minha cabeça. Num dia escolho te odiar, noutro quero pensar que nada disso é verdade e dirijo toda a minha energia ao trabalho, mas a terceira opção é a que me agrada mais: sonhar e acreditar piamente nos trinta e poucos dias em que eu pude voltar a sorrir na companhia de alguém que realmente me amou.

Ouvir o teu sotaque nas palavras de outras pessoas me aproxima de algo totalmente inconsistente e irracional, no entanto, faz emergir constantemente àquela energia boa que nos mantinha conectados somente pelo telefone.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

(Educação - Cultura)² + Bairrismo = Xenofobia

É sempre muito gratificante quando encontro referências de autores dos quais estudei durante a graduação sendo revisitados sob outras óticas. O caso do cientista político Francisco Weffort é um grande exemplo. Enquanto estudante, lutava para conseguir um horário para ler suas publicações e garantir (claro!) a minha nota nas aulas de História Econômica e Social do Brasil.

Em tempos em que a xenofobia e o imaginário preconceituoso do brasileiro se revelam nas mídias sociais, a discussão sobre o antagonismo entre o Sentimento de Nacionalidade X Bairrismo se refletem diretamente na formação educacional e cultural de nosso povo. Considero as recentes manifestações do Ministério Público - de investigar e punir quem incita atos de violência e preconceito publicamente - apenas uma das ações necessárias para atenuar este problema.

Questões de conflito regional alimentadas sob ótica ignorante não surgirão apenas em anos de eleição presidencial. O preconceito se mistura ao sarcasmo nosso de cada dia, age de forma silenciosa e só é colocado no banco dos réus se acaso houver uma grande comoção popular.

Em uma entrevista concedida ao site Produção Cultural no Brasil, o ex-ministro da Cultura do governo FHC fala mais do que sua experiência enquanto acadêmico e gestor cultural, ele aponta algumas respostas para uma uma das feridas das quais o nosso povo mais padece e espero que não seja discutida somente enquanto estiver na moda ou nos TT's: a ignorância!



Mais uma vez, meus caros, só teremos um Brasil "avançado", quando a educação e a cultura forem realmente levadas a sério e suas políticas públicas estiverem baseadas na continuidade e não em ciclos de 4 anos.