Hellow!
Dizem que é melhor uma Canela escrevendo no Medium do que uva-passa no arroz de fim de ano.
Voltei a escrever. Estou feliz com o exercício. Perdoem-me os erros. A impulsividade continua a mesma!
Sigam-me os teimosos!
A dor da comparação
https://medium.com/@canelaborges
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
O que faz um corpo ter alma leve?
Busquei na memória todas as pessoas que me provocam admiração. Percebi que me espanto com a capacidade que todas elas têm de serem leves de espírito: são sorridentes, fazem piada dos próprios erros, mas são firmes nos seus propósitos. Percebo também que estas pessoas têm dentro de si um mapa do tesouro invisível: elas são intensas e persistentes porque sabem onde estão e aonde querem chegar.
Percebo que, quanto mais limitados os meus desejos, quanto mais imediatos são os meus objetivos, mais pesada eu me torno. De certo, há coisas que precisam ser resolvidas hoje, amanhã ou depois. Daqui um ano, nada disso fará mais sentido. Todavia, viver só de apagar incêndios cansa, desanima, nos habitua a estar sempre numa zona de (des)conforto mal cheirosa e fria.
Nos últimos meses, tenho me dado conta do quanto somos educados para sermos míupes. Em nosso horizonte não cabe mais do que um título universitário, um emprego medíocre (se for em alguma multinacional a gente pode até adotar o nome da empresa como nosso sobrenome), um relacionamento oficializado em cartório/igreja, casa própria e um carro para nos transportar, confortavelmente, nas 2, 3 ou mais horas de congestionamento diários e, claro, muitas selfies enquanto esvaziamos a pressão da rotina saudando a vida de braços abertos diante de um penhasco ou bebendo até cair com amigos tão míupes como nós.
Nossa felicidade é honrada, mês a mês, nas parcelas que pagamos. Se alguma coisa sair do roteiro, está lá, mais uma vez, o engodo, o peso e... a miupia!
Acho que alma leve deve pode ser dotada de lentes de longo alcance ou raios infravermelhos para se enxergar no escuro. Mesmo que eu admire tanto estas pessoas, nunca as vi portando esse tipo de artefato. Talvez eu esteja atribuindo a elas superpoderes, pois a minha miupia parece não entender que as coisas podem ser mais simples que isso: o que não podemos enxergar, a mente e o coração podem imaginar e o resto do corpo, leve, caminha na direção ao que se quer.
Se for realmente isso, alma leve é igual a saber e agir em favor do que queremos. Para saber se minha teoria está correta, serei cobaia de mim mesma.
Meu desejo de retirar o "fardo da reatividade" do meu corpo é muito maior do que o medo de caminhar no escuro. Resta-me confiar nos outros sentidos.
A partir de hoje, desejarei "LEVEZA!" a todos que quero bem.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Dor de dente e o fantasma de estimação
Noite passada embebedei-me com vinho na esperança de engolir pensamentos. Acordei depois de um pesadelo e uma terrível dor de dente está me acompanhando desde então.
Cancelei a agenda para a segunda-feira e, enquanto não encontrar um dentista que não vá me assaltar antes mesmo de abrir a minha boca, voltarei a escrever.
Não sei se tem mais gente aí conectada ao meu blog. Mas adoraria saber se alguém poderá voltar a (me) ler.
Cancelei a agenda para a segunda-feira e, enquanto não encontrar um dentista que não vá me assaltar antes mesmo de abrir a minha boca, voltarei a escrever.
Não sei se tem mais gente aí conectada ao meu blog. Mas adoraria saber se alguém poderá voltar a (me) ler.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Felicidade é só distração?
Percebo-me infeliz quando o coração parece dobrar o seu tamanho, bater
preguiçosamente e me impedir de respirar. Sinto um gosto amargo que põe à
prova até as colheradas de leite condensado ingeridas naquele momento
em que se abre a geladeira para não pensar em nada. Procuro em vão por
coisas que possam me distrair desse estado de letargia. Exijo do corpo e
da mente que deixe de lado todos os fracassos boiando à superfície.
Preciso de algo, preciso tapar esse buraco, preciso encontrar essa tal
ferramenta, esse tesouro secreto dentro de mim; ser autossuficiente. Não
posso me distrair fingindo a superficialidade do encontro com um velho
amigo, na compra de um vestido novo, de um prato suculento ou filme na
TV. Dói tudo! Sinto vergonha de eleger um ombro amigo para me ouvir, nem
acho que a minha terapeuta (que é paga para isso) mereça me ouvir dessa
forma. Quero me distrair, encontrar dentro de mim emoções positivas que
me façam sair deste dia escuro. Não quero ajuda externa, quero ser a
minha ajuda, a minha companhia e verdadeira força, mas não sei onde, nem
como. Os dois últimos dias foram de isolamento. Com precisos quinze
minutos de distração ao ouvir tua voz ao telefone sobre as realizações
que se propõe com toda a satisfação dos destemidos. Bebo de tuas
palavras e pergunto-me sobre a abundância de recursos no meu entorno.
Até mesmo na tua idealizada presença. Eu não desisti. Insisto em
vasculhar numa caixa ilusória todos os meus objetos de desejo,
satisfação. Nada alí me apetece, nenhuma dança ou sandália gasta de
tanto dançar, nenhum livro ou o luxo de me recolher nos braços de alguém
para uma tarde de luxúria. Tudo opaco, tudo sem gosto, sem vida. Nada
disso me trás à superfície. Penso que é hora de buscar novos recursos.
Onde? Quero a leveza da distração, o encantamento do encontro, manter
viva a "nossa celulose"... No entanto, é certo que sem antes me enxergar
viva e realizada, ninguém fará isso por mim.
domingo, 6 de outubro de 2013
Ruço ou cerração...
Acordar cedo sempre foi uma dificuldade para mim. Mas existem alguns
"cedos" que me proporcionam uma sensação delicada, um "gosto de ar" na
boca. Quando criança, me ensinaram que isso tinha nome e se chamava "cerração" e, em
seguida, completavam a análise da seguinte forma "isto é sinal de que o dia vai melhorar!".
Nenhuma crença parece motivar a minha saída da cama antes das 8h da manhã, mas saber que estou perdendo, por vezes o "ruço"(outro nome que os antigos usavam e que aprendi hoje), detectou dentro de mim a sensação de que não desisti da ideia de que os dias podem ficar melhores.
Enquanto puder dirigir à noite, nesta estrada fechada pela neblina, seguindo apenas a sinalização da estrada, faróis baixos, quero acreditar que posso ter energia de sobra para viver, plenamente, os dias brilhantes que se seguem após a invisibilidade, a minha invisibilidade.
domingo, 26 de agosto de 2012
Diário de tua ausência
"... o amor é isto, dar espaço e tempo a quem se ama, saber esperar, saber estar quieto, saber abrir os braços sem pedir nada em troca. A quietude é uma das normas do mundo.
(...)
foi quando finalmente percebi que tinha vivido um sonho. Um sonho tão perfeito, real e desejado, que me recusava a abandoná-lo. Nesse domingo, ao final do serão, enquanto a tua voz bem colocada e suave me enfeitiçava, o confronto com a realidade obrigou-me a sair da nuvem.
Tinha vivido um sonho maravilhoso e agora via-me obrigada a acordar, por isso chorei sem vergonha nem pudor, chorei como choram as crianças quando veem partir alguém que amam ou outro menino lhes parte o brinquedo favorito. A vida é um sonho, é o despertar que nos mata. Naquele serão, morreu um bocado de mim, mas mesmo assim decidi que não ia desistir. Ainda não, era demasiado cedo.
Não se entra duas vezes na mesma nuvem, mas o amor nunca acaba quando queremos. O amor é misterioso no seu nascimento, ainda mais misterioso no seu crescimento e insondável na sua morte. Durante semanas e semanas continuei a amar-te e a desejar-te, mesmo sabendo que não podia existir uma ponte entre nós, mesmo sabendo que o fim do nosso sonho se anunciava como certo.
(...)
Voltarás daqui a umas semanas, ou talvez meses e até o teu regresso ficamos os dois a pensar como é que somos suficientemente loucos para viver uma impossibilidade e suficientemente sensatos para não sofrer com ela.
Gostava que a tua casa fosse o meu coração. Se assim fosse, saberias sempre o caminho de volta, mesmo que o teu espírito nômade e fugidio te levasse a todos os lugares do mundo que queres tocar."
PINTO, Margarida Rebelo. Diário de tua ausência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011 - p.61-66
sábado, 25 de agosto de 2012
Hipótese
"É muito bom te inventar. Nasces do nada porque eu assim quero. Do nada, vens, mas te transformarei. Verás, Te transformarei em algo que ainda não sei por que desejo. Te transformarei no ser que sou e formaremos um ser uno e indissolúvel. Plasma.
É muito bom te amar enquanto hipótese somente. Nada sei de ti. Aliás, o que sabemos de nós ou dos outros? É como hipótese que te amo até o dia em que, soprando docemente em teus lábios, te trarei à vida.
Tenho sede de ti, tenho sede de mim, tenho sede de nós. Venha. Não temas. Do instante em que te concebi em minha mente, já sabia que vinhas para realizarmos o grande mistério do amor. Quero-te mais que a mim.
E só existes no campo das possibilidades. Quero-te abstrato, abstrato é tudo.
Vou te dizer um grande segredo, mas não digas a ninguém. Falarei assim, sussurrando e devagarzinho: a vida é uma grande mentira. Não me crês? Mas se não nasceste ainda, como sabê-lo? Eu afirmo, pois já nasci, então sei: a vida é só uma ilusão. Algum louco a inventou e nós de delírio vivemos. Verás. Eu te mostrarei a cada passo, a cada manhã que viermos a caminhar juntos. Não te arrependerás de teres vindo. Nem eu de ter te inventado. Viver pode ser bom. Às vezes. Nos instantes de pura fantasia, é sublime.
Nos instantes em que dois formam um, é loucura, fantasia, mistério, inventados pelo louco do qual te falei.
Agora, basta, quero-te matéria.
Quero-te aqui."
SILVA, Rosário Nascimento e. Notas sobre o abismo. Porto Alegre: Dublinense, 2012, p.99-100
segunda-feira, 5 de março de 2012
Conta tudo!
Sem entender muito bem o por quê, tentei aplacar tua desilusão num abraço. Olhei diretamente em teus olhos na esperança de que você reconhecesse a tua dor na minha. Depois disso, você disse que gostaria de saber a minha história. Senti uma pontada, um susto, paralisei... Me dei conta de que ninguém havia se interessado abertamente pela minha caminhada até aqui. Se houvesse tempo para um café, se não estivesse tão embriagada e sensível naquele momento, talvez teria contado sim. No entanto, fugi...
Não que me envergonhe do que fiz, pelo contrário. Eu só pensei em como seria contar de todos os tropeços de uma forma que as minhas decepções não nos contaminassem no presente. Foi então que percebi que lembranças alguma é capaz de assumir novos formatos. As minhas são tristes e se não fossem assim, seriam outras. O que muda, talvez, é o jeito que se olha para elas hoje.
Depois que nos despedimos, foi impossível não revisitar algumas memórias, numa tentativa de checar toda a bagagem para ver se elas ainda estavam lá... E sim, estavam! Tinham uma nuance menos densa, mais leve... Talvez esteja pronta para contá-las, não sei. Por que isso é necessário agora?
Acho que este seria um exercício excelente para que eu não cometa os mesmos erros. Lapsos que percebo que já estão a caminho e desejo corrigir o quanto antes.
E você? Qual é a sua história?
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Pare de tomar a pílula!
Ser tratado como opção não é de deixar qualquer cidadão feliz. Pelo menos os cidadãos ditos "comuns". Dizer que se sente pressionado para assumir um relacionamento pode ser visto de diversas formas. Geralmente vemos isso como uma absurda insegurança de uma das partes, mendicância, autoritarismo e desrespeito pelo espaço e tempo do outro. Sei que fui acusada e julgada por tudo isso aí, mas ando tão tranquila e vejo tudo isso de forma absolutamente inversa. A gente só percebe que expulsou boa parte dos nossos demônios em situações como esta. Apesar de ter me sentido magoada por alguns instantes, não pretendo mais sofrer com a indiferença, pelo menos a tua, não.
Acho engraçado como todo mundo está disposto a pedir o tempo e a compreensão alheia. Mas, e a minha? Quem vai se dar o luxo de ceder uma parte de seu tempo para entender a minha versão da história? Como disse anteriormente, tudo é uma questão de ponto de vista. Lembra? Já falamos sobre isso. Entenda uma coisa: já tomei tantas vezes no cu, já me rebaixei tanto acreditando que se fizesse determinadas coisas, seria capaz de ter o amor do outro e nada disso deu certo. O mínimo que essas pessoas puderam contribuir foi com o fato de que eu deveria me dar um pouco mais de valor. Acho que tá dando certo, pois dificilmente alguém me tira do eixo. Seguia essa premissa - com alguns tropeços, claro! - até você chegar.
Sabe o que te diferencia dos demais? Você só ultrapassou algumas das minhas barreiras porque foi muito bem recomendado, porque demonstrou atitudes dignas, sensíveis e honestas. Sinceramente? Eu teria orgulho disso em vez de me sentir pressionada. E eu? Eu me senti segura diante de tuas atitudes... Se houve algum excesso meu aqui, vou dizer o que foi: excesso de segurança!
Você chegou e me conheceu exatamente como sou. E não me furtei de mostrar o que posso ter de mais terrível e amável ao mesmo tempo: a intensidade dos meus sentimentos. Se for pra ser blasê, uso meus dedos... Ao menos não fingirei orgasmo, nem terei de tolerar mau hálito de ninguém. Entende o que quero dizer? Enquanto muitos não conseguem abrir mão dos próprios métodos, feridas e antecedentes, eu estou aqui: com cicatrizes enormes (ainda, infelizmente...), mas pronta para amar e ser amada novamente. Talvez não seja necessário dizer isso por parecer piegas e te causar certo desconforto. É eu sei que você evita sentimentalismos, mas eu tenho que dizer: eu ACREDITO que é possível amar quantas vezes forem necessárias. Uma vida sem quebrar a cara, sem sofrer, sem conhecer outras pessoas, comportamentos, sem decepções parece uma vida pela metade! De que vale eu passar tantas semanas num terapeuta passando a limpo minhas velhas experiências se eu não puder verificar se aprendi algo vivendo novas histórias?
É claro que não vou atirar meu coração (nem minha buceta) ao primeiro que passar. A vida nos ensina e "selecionar", a identificar o que pode valer a pena ou não, arriscar. Entende agora que, ao invés de se sentir encurralado, devia se sentir lisonjeado? Paixão? Existe muita aqui dentro. Mas antes de ela ser tua, é minha. Os sentimentos, antes de mais nada, me pertencem; e agora tudo depende de como resolvermos esse impasse. Se for capaz de entender nossas diferentes maneiras de enxergar o mundo, talvez esta história não se encerre como num aborto, nem nasceu!
Outra coisa que você talvez não saiba: o meu pior defeito é o de acreditar nas pessoas. Não importa o que disser, não importa o que fizer, acreditarei em você. A vida já me mostrou que gastamos um tempo totalmente inútil desconfiando do comportamento de outras pessoas. Acredito na minha intuição, acredito que nada, nem ninguém entra em nossas vidas por acaso. E se elas não permanecerem, tampouco será acaso. Uma oportunidade imensa para praticar o desapego, não acha?
Estou pronta. Se não estiver, tudo bem. Ainda acho que amigos são tão (ou mais) preciosos do que trepadas carinhosas logo pela manhã. Embora goste muito disso também.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Raio X - Caminhada
Subo esta rua, desço as escadas, caminho por aquela avenida, subo outro morro, desço virando a esquina, passo em frente à padaria, compro um suco, passo em frente daquela casa legal, desço outra rua, subo novamente, cheguei! Percurso feito. Coragem. Atravessar a rua. E essa gente toda me encarando? E essa música horrível que não cessa? Eles não se cansam disso? Aqui é mais escuro que imaginava. Era o caminho que fazia à escola. Esses degraus parecem menores agora. Não é hora de chorar. Estou no meio da rua, que vergonha! Não, você não vai chorar. Você devia passar mais vezes por essa praça, há muitas lembranças da infância guardadas aqui. Nossa! Foi aqui que me jogaram ovo no meu aniversário. Bem aqui! Doze anos, acho que foi isso. Sexta-série. Vergonha! Ah! Aquele banco! Fabiano, meu primeiro beijo. Lindinho, tímido... A biblioteca que frequentava. Os livros emprestados com frequência, "Toda a Mafalda" era o favorito. No auge dos 12, 13 anos de idade eu tinha maturidade suficiente para entender o sarcasmo e o contexto político das tirinhas do Quino? Acho que sim... Ou não? Aqui havia aquela loja, cujo dono parecia ser um tarado. Lembro das roupas que namorávamos na vitrine antes ou após as aulas. Ele nos olhava, pedia para entrarmos para "experimentar" e ver se ficava bom. Tive nojo dele, desisti da compra. Deixei de gastar os R$20,00 que havia juntado por algum tempo. Não sei se esse terminal de ônibus me ajudaria muito naquela época, mas ficou imponente aqui. Só havia mato! Esse foi o final de semana de reencontros. Acho que vou passar na casa dele. SMS: "Está em casa?". Não respondeu. Deixa pra lá... Não vou interromper o ritmo. Mais forró, quanta gente feia reunida! O que faz essa mulherada acreditar que um cara com um carro lotado de caixas de som e um péssimo gosto musical poderá acrescentar à vida delas? É... talvez elas ainda sejam mais felizes que eu, pois não precisam pensar sobre isso. Tenho medo de atravessar essa ponte. Este cruzamento aqui é perigoso, ninguém respeita os pedestres. Já sonhei algumas vezes com esta ponte... Não foram bons sonhos. Agora é subir! Já assisti uma palestra nesta escola, quando tive a minha primeira sala de aula na Prefeitura. Faz algum tempo. Não lembro de nenhum nome dos que foram meus alunos naquele ano. Tinha aquela velha difícil, queixava-se constantemente de enxaqueca, pois, dizia ela, apanhou demais com o cabo de enxada do pai na cabeça, por isso não conseguia aprender "as letra", "juntar as letra"... Isso já faz tempo. Caminhávamos nestas ruas todas as tardes de domingo praticamente. Ela queria visitar aquele paquera, passar em frente ao portão dele. Víamos alguns colegas de classe voltando com as chuteiras amarradas nos calcanhares, sem camisa. Alguns pelos pubianos nasciam. Eu tinha vergonha de vê-los daquele jeito. Ah! Que calor! Padaria... nossa, que rápido! Farei isso mais vezes. Meu primo na esquina. Finge checar o celular para não acenar ou dar boa noite. Que ridículo! Enfim... acho que consigo repetir a dose amanhã. Às sete, já que acabou o horário de verão. Promessa de ano novo!"
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O gato que tem medo de água fria
- Posso contar com você?
- Claro que sim!
- Que bom, sei que estou em falta ou não correspondendo, mas tem coisas que eu gosto em você.
- O que, por exemplo?
- Muita coisa. Falamos pessoalmente, ok? Só queria ser honesto com você e que não achasse que não ligo ou não me importo.
- Fique tranquilo! Você já me deu motivos suficientemente bons para mostrar que se importa.
- Claro que sim!
- Que bom, sei que estou em falta ou não correspondendo, mas tem coisas que eu gosto em você.
- O que, por exemplo?
- Muita coisa. Falamos pessoalmente, ok? Só queria ser honesto com você e que não achasse que não ligo ou não me importo.
- Fique tranquilo! Você já me deu motivos suficientemente bons para mostrar que se importa.
Ainda não sei dizer de onde veio essa segurança toda!
Depois de algumas horas, reli esta sucessão de frases e percebi que não vai passar de um diálogo que precede um pé na bunda. Deve ser por isso que o estômago não parou de reclamar nesta última semana. ainda não sou capaz de entender essa minha dualidade: num momento manifesto-me intensa, segura e pronta para o que der e vier, noutro sou dor, náuseas e algo que não consigo compreender, digerir... Parece aquele velho ditado popular que fala do gato que tem medo de água fria. Como posso cindir meus sentimentos e colocá-los em lados tão opostos?
Vasculhei minha modesta coleção de músicas por aqui e não encontrei nenhum registro, letra ou melodia que possa abraçar esta sensação. Queria que essa alegria e espontaneidade me fossem favoráveis neste momento. Estou tentando, mas o exercício está pesado e o caminho para a auto-estima ainda me parece distante e confuso.
Esse hiato me assusta, me corrompe e faz entender que nada parece mudar de fato em nossas atitudes. O que muda é o jeito de olhar pra isso tudo. Mesmo assim, não enxergo nada!
Se ainda puder encaminhar um desejo às estrelas, este desejo se chamaria surpresa. Desejo ser surpreendida (por você e por mim). É possível?
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Embrulho
Eu tinha certeza de que havia me despedido de você e que nada do que fizesse poderia me causar algo além de náuseas. Veja só como é a vida! Não importa quantas voltas a Terra possa dar em torno do Sol, teu sorriso sarcástico e olhar caído após dois ou três goles de whisky permanecerão os mesmos e eu... Eu ainda não sei o que fazer com esse embrulho pulsante no meu peito. Talvez você não o tenha rejeitado à toa, ele não deverá pertencer a outra pessoa que não seja eu mesma... Será?
Às vezes eu me atrevo a abrí-lo. Sabe como é, né? Se somarmos pessoas com ansiedade extrema e a falta de ocasiões para se presentear alguém, não hesito em desfazer essa fita. Sinto o quanto está vivo e íntegro os sentimentos alí reservados e torno a embrulhá-lo com todo cuidado; faço o possível para que o embrulho latejante ainda tenha uma aparência dígna e atraente.
Por algum motivo, ainda há um espaço vazio em nosso diálogo. Eu sorrio, você sorri... Eu peço um trago do teu cigarro, você pergunta como vão as coisas, mas não consegue ouvir o que tenho a dizer: "Eu estou muito bem! E vejo que você também está... Está bem acompanhado!". Admiro essa tua capacidade de se envolver tantas mulheres, gostaria de saber que gosto tem isso. É bom ser tão sedutor assim?
Li hoje numa das primeiras frases de um livro que "o problema não são os erros, o problema é o teu olhar. Os erros não se diferenciam dos acertos. Não têm sentido em si. O problema é você, que não é capaz de dar-lhes outros significados".*
Você não tem ideia do quanto isso fez sentido pra mim. Essa história de ressignificação dos objetos, situações e pessoas é muito mais honesto com nossas almas do que carregar o peso (por vezes mal-cheiroso) das nossas faltas. Já não me sinto culpada por ter me rebaixado à puta em tantas situações em que estivemos juntos. Entendi que depois de te ver tão belo (e levemente bêbado), não haverá motivos para sentir-me nauseada. Teu nome ou tua presença será sinônimo de superação, reencontro e - creia! - amor-próprio!
Artistas plásticos, fotógrafos, cineastas e historiadores entendem o significado do ângulo, dos planos, das cores e formas, da profundidade e consistência, do foco ou dos recortes...
Hoje entendi que meu melhor presente, minha melhor intenção, meus maiores medos não pertencerão a mais ninguém antes que eu os reconheça ou ressignifique como meus. Antes de ser de qualquer outro alguém. Basta não esquecer do básico: o OLHAR.
* SAAVEDRA, Carola. Paisagem com dromedário. São Paulo: Cia. das Letras, p. 12
domingo, 29 de janeiro de 2012
Boa noite e boa sorte!
- Sou tua amiga. Você sabe que pode contar comigo, né?
- Hum...
- Então, soube de alguns comentários ao seu respeito. Mas é fofoca, com certeza.
- O que foi dessa vez?
- Ah. Te conheço, você não seria capaz...
- Então desembucha logo. O que estão falando?
- Ah. Você não vai contar pra ninguém?
- Porra! Estão falando de mim, não sei o que é, e com certeza é para me denegrir e você acha que eu vou ficar sabendo disso e não vou tomar providências?
- Ah. Então não vou falar nada. Melhor assim. Você fica brava por pouca coisa.
- Entendi. Então você acaba de me mostrar que não é "amiga". Não posso contar com você pra nada. Se veio aqui passar adiante a "fofoca" - que já não me interessa mais - dê o fora!
- Creeeedo! Não seja tão radical! Não quis ofendê-la!
- Pois então... Ofensas à parte, acabaste de sair do meu caminho. Boa noite e boa sorte!
- Hum...
- Então, soube de alguns comentários ao seu respeito. Mas é fofoca, com certeza.
- O que foi dessa vez?
- Ah. Te conheço, você não seria capaz...
- Então desembucha logo. O que estão falando?
- Ah. Você não vai contar pra ninguém?
- Porra! Estão falando de mim, não sei o que é, e com certeza é para me denegrir e você acha que eu vou ficar sabendo disso e não vou tomar providências?
- Ah. Então não vou falar nada. Melhor assim. Você fica brava por pouca coisa.
- Entendi. Então você acaba de me mostrar que não é "amiga". Não posso contar com você pra nada. Se veio aqui passar adiante a "fofoca" - que já não me interessa mais - dê o fora!
- Creeeedo! Não seja tão radical! Não quis ofendê-la!
- Pois então... Ofensas à parte, acabaste de sair do meu caminho. Boa noite e boa sorte!
domingo, 22 de janeiro de 2012
Já fui surfista e hoje tenho medo do mar
Quando não se entende como encaramos o fim, ou seja, como fazemos para começar outra coisa que seja depois do fim, nosso desejo imediato é repensar o começo. Foram tantos finais! Tantas histórias que de começo, nada tiveram. De fato, só existiram em minha cabeça. Todas elas começaram como eu desejava e terminaram sem que percebesse. Ainda guardo um pedaço, um cheiro, um som... até o calor do sol sobre a pele... Isso ainda me faz recordar, mas não me faz viver.
Certo dia me deram um exemplo. O do surfista que amarra suas pranchas ao tornozelo, enfrenta as ondas, toma belos caldos, perde sua prancha, mas aquela fita amarrada ao tornozelo permanece. Assim ocorre sucessivamente até que seus pés se encontrem lotados de fitas sem utilidade, impossibilitando-o de fazer qualquer manobra mais ágil. Os restos das pranchas sobrepostas e apertadas aos tornozelos impedem o laçar de outras novas. O surfista resolve então se aposentar. Senta-se em frente ao mar, emociona-se com as ondas, com a agilidade que outros ex-companheiros ao se divertem e dominarem a força da gravidade, das águas... Mas os restos das pranchas presas aos seus pés o impedem de caminhar, de voltar ao mar. Ele tem medo de retirar o que objetivamente não serve mais. Tem medo de abrir mão das lembranças, das ondas, da adrenalina que foi arriscar-se. Suas pranchas, apenas o que sobrou de suas pranchas, são testemunhas de suas vitórias e fracassos. O que está preso em seus pés são os únicos que podem depor toda a verdade. Tirar isso dele, seria abrir espaço para o devaneio, para a fantasia. Quanta bobagem! Na verdade, do que esse surfista tem mesmo medo é de encarar a própria pele sob tantos farrapos. Há feridas! E elas não foram causadas pelos acidentes, pelo rompimento, pela perda das pranchas ou pelo próprio mar. Feridas só persistem porque foram falsamente curadas. Foram encobertas!
Perguntei a quem me deu este exemplo do surfista (eu jamais pensaria numa coisa assim!), como poderia começar a cortar esses laços, estes apêndices que não fazem outra além de provocar dor e paralisia. Não obtive uma resposta concreta. Meu desejo sincero neste momento é o de olhar nos olhos de cada um que se foi e pedir perdão. Perdão por ter falhado, por não ser o que esperavam que eu fosse. Mas ainda acho que isso não é o suficiente. Sei que é necessário também perdoar. Há tantos nós que ainda me sufocam, me paralisam. Não sei por onde começar. Também não sei se estou pronta para me ver despida de sofrimento.
Se pensar no exemplo do surfista, parece que já me esqueci da sensação de brincar no mar, de me sentir envolta, embalada e acariciada por ele. Há um peso e eu não sei como esvaziá-lo.
Certo dia me deram um exemplo. O do surfista que amarra suas pranchas ao tornozelo, enfrenta as ondas, toma belos caldos, perde sua prancha, mas aquela fita amarrada ao tornozelo permanece. Assim ocorre sucessivamente até que seus pés se encontrem lotados de fitas sem utilidade, impossibilitando-o de fazer qualquer manobra mais ágil. Os restos das pranchas sobrepostas e apertadas aos tornozelos impedem o laçar de outras novas. O surfista resolve então se aposentar. Senta-se em frente ao mar, emociona-se com as ondas, com a agilidade que outros ex-companheiros ao se divertem e dominarem a força da gravidade, das águas... Mas os restos das pranchas presas aos seus pés o impedem de caminhar, de voltar ao mar. Ele tem medo de retirar o que objetivamente não serve mais. Tem medo de abrir mão das lembranças, das ondas, da adrenalina que foi arriscar-se. Suas pranchas, apenas o que sobrou de suas pranchas, são testemunhas de suas vitórias e fracassos. O que está preso em seus pés são os únicos que podem depor toda a verdade. Tirar isso dele, seria abrir espaço para o devaneio, para a fantasia. Quanta bobagem! Na verdade, do que esse surfista tem mesmo medo é de encarar a própria pele sob tantos farrapos. Há feridas! E elas não foram causadas pelos acidentes, pelo rompimento, pela perda das pranchas ou pelo próprio mar. Feridas só persistem porque foram falsamente curadas. Foram encobertas!
Perguntei a quem me deu este exemplo do surfista (eu jamais pensaria numa coisa assim!), como poderia começar a cortar esses laços, estes apêndices que não fazem outra além de provocar dor e paralisia. Não obtive uma resposta concreta. Meu desejo sincero neste momento é o de olhar nos olhos de cada um que se foi e pedir perdão. Perdão por ter falhado, por não ser o que esperavam que eu fosse. Mas ainda acho que isso não é o suficiente. Sei que é necessário também perdoar. Há tantos nós que ainda me sufocam, me paralisam. Não sei por onde começar. Também não sei se estou pronta para me ver despida de sofrimento.
Se pensar no exemplo do surfista, parece que já me esqueci da sensação de brincar no mar, de me sentir envolta, embalada e acariciada por ele. Há um peso e eu não sei como esvaziá-lo.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Acordo literário
Iniciarei uma nova campanha em favor de mim mesma: cada vez que pensar em ouvir tua voz não recorrerei mais ao celular para mandar mensagens ou fazer chamadas que dificilmente serão atendidas. Em vez disso, procurarei um poema para ler. Aquela pilha de livros que aguarda pelo tempo que eu esperava tanto ter, me agradecerá por isto.
Sou consciente de que não é possível retirar tudo o que não me faz bem e jogar fora de uma só vez. Temos certeza de que esse vazio provocado pela ruptura seja ainda mais dolorido. Sabemos que é tempo de expandir-nos, de buscarmos novos caminhos e pensarmos que não é possível reviver ou nos prender às lembranças torpes de nossos dias mais felizes.
Tuas palavras serão substituídas por outras, de outras pessoas. Talvez ainda mais criativas e intensas que as tuas... Assim espero. Se não for assim, compro um livro de piadas, pois sei que você não tem o menor senso de humor.
Sou consciente de que não é possível retirar tudo o que não me faz bem e jogar fora de uma só vez. Temos certeza de que esse vazio provocado pela ruptura seja ainda mais dolorido. Sabemos que é tempo de expandir-nos, de buscarmos novos caminhos e pensarmos que não é possível reviver ou nos prender às lembranças torpes de nossos dias mais felizes.
Tuas palavras serão substituídas por outras, de outras pessoas. Talvez ainda mais criativas e intensas que as tuas... Assim espero. Se não for assim, compro um livro de piadas, pois sei que você não tem o menor senso de humor.
domingo, 27 de novembro de 2011
Quero Bossa Nova!
Tentei, juro que tentei aquele exercício piegas de meditação publicado em algum site de exoterismo. Lá dizia que devia "aquietar minha alma", "sentir minha respiração", "coordenar os músculos do abdômen e tórax". Em seguida, deveria ouvir os meus sentimentos.
BA-LE-LA!!!
Eu aqui esperando que cada um dos meus sentimentos viesse com seu banquinho e tocasse uma canção de forma organizada, mas não foi bem assim. Recebi uma avalanche! Um turbilhão de sentimentos tocando uma nota diferente, uma melodia, um instrumento mais desafinado que o outro. Todos pulsavam e desejavam executar o seu solo!
Fiquei ainda mais confusa que antes. Não conseguia ouvir nada, me perdi de mim... Já não sabia mais o que sentia. Era uma nota qualquer... O mais puro ruído amplificado!
Se me permitem a ironia, gostaria de registrar aqui o meu desejo de ter todo esse talento também para compor canções de verdade. Talvez se conseguisse por ordem nisso, alguém poderia entender. Se eu entendesse já seria um bom começo.
Esperava uma Bossa Nova em minha meditação e o que eclodiu foi uma big band desarranjada. Onde está o regente? Quem vem organizar essa bagunça? Se ainda pudesse trancar cada um deles num estúdio para gravar as vozes separadas e ouví-las separadamente, ajudaria muito.
Quero me trancar num quarto escuro, vou começar uma nova meditação, se eu sumir por mais de uma semana, por favor, alimentem minhas tartarugas...
BA-LE-LA!!!
Eu aqui esperando que cada um dos meus sentimentos viesse com seu banquinho e tocasse uma canção de forma organizada, mas não foi bem assim. Recebi uma avalanche! Um turbilhão de sentimentos tocando uma nota diferente, uma melodia, um instrumento mais desafinado que o outro. Todos pulsavam e desejavam executar o seu solo!
Fiquei ainda mais confusa que antes. Não conseguia ouvir nada, me perdi de mim... Já não sabia mais o que sentia. Era uma nota qualquer... O mais puro ruído amplificado!
Se me permitem a ironia, gostaria de registrar aqui o meu desejo de ter todo esse talento também para compor canções de verdade. Talvez se conseguisse por ordem nisso, alguém poderia entender. Se eu entendesse já seria um bom começo.
Esperava uma Bossa Nova em minha meditação e o que eclodiu foi uma big band desarranjada. Onde está o regente? Quem vem organizar essa bagunça? Se ainda pudesse trancar cada um deles num estúdio para gravar as vozes separadas e ouví-las separadamente, ajudaria muito.
Quero me trancar num quarto escuro, vou começar uma nova meditação, se eu sumir por mais de uma semana, por favor, alimentem minhas tartarugas...
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Donjuanismo
Nenhum coração é incólume.
Se as frestas que você enxerga no meu
despertaram-te o desejo pela conquista
E se o trabalho de escavar esta aparente rocha
lhe parece demasiadamente emocionante,
Antes me permitir a tal jogo,
responda-me à uma questão somente:
"O que fará quando o objetivo for alcançado?"
Se as frestas que você enxerga no meu
despertaram-te o desejo pela conquista
E se o trabalho de escavar esta aparente rocha
lhe parece demasiadamente emocionante,
Antes me permitir a tal jogo,
responda-me à uma questão somente:
"O que fará quando o objetivo for alcançado?"
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sábado, 8 de outubro de 2011
Você: espelho
Descobri que nunca soube falar de você. É só revisar a quantidade de textos que comecei a escrever e jamais consegui encerrar nenhum deles.
Sustento algumas teorias sobre isso; uma delas está baseada nesse medo indescritível de expor todos os nossos erros... Ainda não sei o que fazer com eles. Quer dizer, eu sei: quero começar outra vez e acertar o passo. Que seja somente minhas cartas e eu. Já será um bom recomeço.
Descobri que pessoas como você deixam marcas profundas nos corações que permitem sua entrada. Tentei fugir para me proteger, mas fiquei porque sou viciada nessa dor ilusória das paixões sem destino. O erro foi meu, não seu.
Descobri que no lugar dos culpados, deve existir o perdão. O tiro saiu pela culatra, não deveria passar de encantamento. Somos responsáveis pelas consequências dos nossos atos, sendo eles positivos ou não.
Descobri que nunca te contei sobre um monstro que vive embaixo da minha cama. Ele se chama Abandono. Nasceu quando era muito pequena e mantemos uma relação bem delicada. Preciso consultar semanalmente um especialista para que eu possa me aproximar deste bicho horroroso. Sei que esta relação é um tanto complexa, mas fico feliz em entender o que me causa tanto pavor. Para falar a verdade, sonho com o dia em que possamos nos entender e ele procurar outro lugar pra viver. Já tenho até um nome para o que deverá substituí-lo: Acolhimento.
Descobri que, se não fosse por você, jamais teria buscado ajuda para expulsar este monstro, não saberia o caminho do auto-perdão, não entenderia o por que de tantas mágoas e também de não conseguir falar de você, pois não passa de uma projeção do que sou...
Você é uma outra história que (ainda) desejo muito conhecer.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Consentimento
Você aí de costas!
Mais uma vez concordaste comigo.
Consente: sente junto.
Fico feliz por isto.
Sofremos sozinhos as dores que
nem juntos deixaríamos de sentir.
Concordamos!
Estamos sós e ninguém mais
precisa saber como são
os demônios que pintamos
dentro d'alma.
domingo, 11 de setembro de 2011
Drummond sofreu um acidente de percurso
Nesta semana uma coletânea de poemas de 23 livros de Carlos Drummond de Andrade caiu em minhas mãos após um acidente de percurso. O livro foi comprado para uma outra pessoa, mas quem desejava presenteá-lo mudou de ideia.
Comecei a leitura dos poemas pela parte que já estava marcada com clips de papel. Gosto disso: páginas marcadas, de saber o que o leitor anterior considerou ser mais importante para ele naquele momento. Seguindo esta ideia, resolvi marcar outros cinco poemas e os transcrevi aqui.
Escolha pela cor e vá direto à página que marquei virtualmente e boa sorte!
1) ROSA
2) AZUL
3) AMARELO
4) LARANJA
5) VERDE
Comecei a leitura dos poemas pela parte que já estava marcada com clips de papel. Gosto disso: páginas marcadas, de saber o que o leitor anterior considerou ser mais importante para ele naquele momento. Seguindo esta ideia, resolvi marcar outros cinco poemas e os transcrevi aqui.
Escolha pela cor e vá direto à página que marquei virtualmente e boa sorte!
1) ROSA
2) AZUL
3) AMARELO
4) LARANJA
5) VERDE
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