Sem entender muito bem o por quê, tentei aplacar tua desilusão num abraço. Olhei diretamente em teus olhos na esperança de que você reconhecesse a tua dor na minha. Depois disso, você disse que gostaria de saber a minha história. Senti uma pontada, um susto, paralisei... Me dei conta de que ninguém havia se interessado abertamente pela minha caminhada até aqui. Se houvesse tempo para um café, se não estivesse tão embriagada e sensível naquele momento, talvez teria contado sim. No entanto, fugi...
Não que me envergonhe do que fiz, pelo contrário. Eu só pensei em como seria contar de todos os tropeços de uma forma que as minhas decepções não nos contaminassem no presente. Foi então que percebi que lembranças alguma é capaz de assumir novos formatos. As minhas são tristes e se não fossem assim, seriam outras. O que muda, talvez, é o jeito que se olha para elas hoje.
Depois que nos despedimos, foi impossível não revisitar algumas memórias, numa tentativa de checar toda a bagagem para ver se elas ainda estavam lá... E sim, estavam! Tinham uma nuance menos densa, mais leve... Talvez esteja pronta para contá-las, não sei. Por que isso é necessário agora?
Acho que este seria um exercício excelente para que eu não cometa os mesmos erros. Lapsos que percebo que já estão a caminho e desejo corrigir o quanto antes.
E você? Qual é a sua história?
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