Sou a pedra bruta, não trago brilho, muito menos conforto.,Sou aquela que não caminha, assiste.
Aqueço, esfrio, aqueço novamente.
As estações do ano passam por mim.
Expresso a solidão involuntária.
Sou o retrato do turista, a mórbida pedra dentre tantas outras.
Aguardo a maré alta,
Só a força das águas podem mover-me daqui.
Alguns centímetros talvez,
Um caminhar lento sob força incontestável
Maresia... embriaguez
Peso sem história
Massa rígida desejando o impossível:
A leveza do ar.
Foto: Canela
Nenhum comentário:
Postar um comentário