Quero aquele chapéu.
De palha, usado - para não dizer que está bem esgarçado.
Cobriu e refrescou a cabeça.
Semeou e colheu bons frutos.
Secou o suor da fronte,
foi derrubado pelo vento.
Aguardou fielmente seu dono durante os dias frios,
retornou ao uso nas tardes quentes.
Protegeu, estilizou e peneirou alguns pensamentos.
Quero aquele chapéu,
Que aguarda e assiste.
Que vive e conta histórias.
Desejo-o sobre a cabeça,
Também o quero pendurado ao lado do criado mudo
enquanto o antigo dono divide a cabeceira comigo.
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