Só passando pelos quase 28 anos que a gente percebe o quanto foi idiota aos 18 e, não menos imbecil aos 27. Os trinta batendo no meu portão enferrujado e nada de paixonites platônicas deixarem a cabeceira da minha cama ou os pôsteres invisíveis colados nas minhas paredes.
Eu deveria ter me apaixonado platonicamente por alguém um pouco mais novo ou próximo de minha realidade. Definitivamente, Bono Vox nunca suprirá minhas carências. Nem que eu grave uma fita K7 (para ficar ainda mais vintage) todos os refrões capazes de fazer meu coração mudar de compasso. Apaixonar-me por ele foi um grande erro.
Ele nunca saberá dos versos que compus, nunca validará minhas opiniões a respeito do trabalho que desempenha, não me acordará no meio da noite para pedir "bis" e jamais deixará que eu faça parte deste mundo tão restrito, intenso e apreciado por tantos.
Apesar de considerar esta paixão unilateral um grande erro, tenho uma coleção de "Bonos" na gaveta. Um para cada ocasião. Todos eles me ensinaram um milhão de coisas, mas agora estou suplicando que eles mudem de nome ou saibam quem é a Canela.
Nenhum comentário:
Postar um comentário