Antes de acreditar na morte dos sonhos, fui coveira do meu próprio tesouro.
Antes de correr descalça sob a chuva, desfigurada pelo pranto que, misteriosamente, não se mistura às gotas frias, passei meu melhor perfume e agradeci a mim mesma por tal atrevimento.
Antes de acreditar em tuas verdades e feitos, preferi omitir e fingir não acreditar nas mentiras que crio.
Antes de conhecer os meus instintos, tornei-me a presa dos instintos alheios. Vítima, não! Caça, alimento... Desenvolvi, paulatinamente, minha defesa. Logo parto para o ataque!
Antes de acreditar em opiniões devastadoras, tapei os ouvidos e abri meus olhos. Cores vibrantes e cheiros que abriram o meu apetite instantaneamente foram grandes conselheiros.
Antes de perdoar instantaneamente, aprendi a calcular o tamanho da dor que ainda existia em mim.
Antes de acreditar em finais felizes, quero saber como se faz "inícios pacíficos" e "meios" recheados de entrega, descoberta e fascínio mútuo.
Eita gangorra... Acreditar em, saber como...entender... verbos complicados do nosso vocabulário.
ResponderExcluir