Recebi diversos singelos "Parabéns" pelo dia Internacional da Mulher. Inclui-se aí um monte de versos e exaltação da feminilidade. Mas uma destas, chamou a atenção. Um artigo publicado por Guilherme Fiuza (jornalista, autor de Meu nome não é Johnny) que listou o significado atual desta data.
Nem havia me lembrado do tal 8 de março até achar estranha a quantidade de flores disponíveis hoje no supermercado e de pessoas na fila do caixa "expresso" com as ditas cujas nas mãos. Homens orgulhosos por carregar dois ou três botões de rosa vermelha achando que poderiam fazer uma média com a "patroa".
Não nos iludamos, certo? Não aceito os cumprimentos de quem chamou a namorada, amante, ficante ou esposa de "Dona Encrenca"! Também não represento o modelo de feminilidade, beleza e, muito menos fortaleza. Tenho um medo paralizante de novos desafios, corro léguas do modelo maternal, fraterno e do sexo frágil. Quem disse que para sermos mulheres temos que carregar todo este fardo?
Carrego todos os dias para o travesseiro a ausência, o sonho perdido, a angústia pelas novas escolhas e o desejo de que algum dia isso possa mudar. Se isso acontecer, Feliz Dia Internacional da Mulher pra mim também!
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