domingo, 21 de março de 2010

Domingo

Acordei hoje com aquela sensação boa que os sonhos deixam. Busquei uma posição confortável entre os lençóis e travesseiros para que pudesse lembrar do enredo, das personagens e dos diálogos para que esse prazer se prolongasse por mais alguns minutos.

Permaneci estática, vasculhei a memória mas não encontrei nada. Quando desejamos prorrogar o início do dia não se desiste tão fácil: optei pelas cenas reais.

Um intenso monólogo, olhares furtivos, ouvidos atentos aos instrumentos que se revezavam, mãos que dançavam e descobriam timidamente o palco dos corpos.

Sem ensaio nem coreografia, apenas dois expectadores.

Este prazer desfrutado com tamanha intensidade foi tão etéreo que já se confunde aos sonhos de uma manhã de domingo que não quer começar.

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