quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma terceira opinião

Já faz parte do nosso calendário: paralisações, ofensas de todos os lados, discursos, promessas e um grito desesperado e amargo de cada profissional envolvido com a Educação Estadual que se transforma em nó. Afinal, gritar alto demais pode atrapalhar a vizinhança. Silenciar, num soluço dolorido, parece ser mais prudente.

O problema é quando acumulamos tantos soluços; quando não conseguimos direcionar nosso grito aos ouvidos certos; quando leis e estatísticas sobrepõem-se às almas. Temos direito a uma terceira opinião. Mas quem deseja ouvi-la? É como ser obrigado a participar de uma queda de braço, porém, os rivais já estão definidos e uma terceira mão ali não ajudará em nada para ambas as partes.

Concordar parcialmente com as mudanças estabelecidas nos últimos anos pela atual gestão parece “peleguice” aos olhos dos radicais e desejar um plano de carreira que corresponda ao esforço real de um profissional, garantindo assim, um reajuste em seu salário e melhores condições de trabalho parecem ser impossíveis aos cofres públicos – os mesmos que pagam salários astronômicos para os que nos dizem representar.

A condição do magistério não nos exime de sermos avaliados constantemente. Entretanto, o insucesso de nossos alunos não pode ter apenas o professor como responsável e o único a obter punição. Afinal, é apenas a Escola a responsável pela formação de um cidadão? Quando esse aluno passa dos portões para a rua, quem cuida deles?

Muito do que aprendem em sala de aula, pode não fazer o menor sentido fora dos muros institucionais, mas tudo o que vivem, não ficará para trás quando é hora de entrar na sala. Qual é o papel do professor ao mediar todas estas situações? Isso não é medido pelo SARESP.

Não subestimem os que possuem uma terceira opinião, não os julguem antes de conhecer suas reais dificuldades e necessidades. A GREVE instituída nesta semana só retira dos alunos o direito que possuem de aprender. Mas se houvesse uma forma de manifestar insatisfação pelas condições que nos dilaceram diariamente, qual seria?

Um comentário:

  1. A greve é so mais uma forma da esquerda balançar o andar da carroagem. Foi assim em 1917, 1930 e nos 1980 e em diversos outros periodos posteriores. Amargamente a esquerda comunista através de ações paradoxais, como a greve, demonstram seus demonios mais interiores, que vao contra qualquer tentativa real de igualitarismo social.
    Destarte, enfraquecer a educação é so mais uma das metas visadas por eles, assim como a Guerrilha que amedronta o população e terriveis crueldades cometidas pelo senhores Mao, Stalin, Chaves, Morales e, pq nao, Lula. Enrigesse-se a educação para q o povo ache que o Estado é feitor de tal injustiça, mas que no final quem o comete é o professor grevista.
    ENfim, a greve nao deixa de ser um fator importante para a construção de uma sociedade mais justa e humana de certa forma, mas sua utilização feita por professores militantes deixa claro que é "só mais uma greve" contra o poder publico e a tentativa monotona e sem graça de tentar derrubar a charrete com estilingue

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