Estive hoje no transito caótico durante o temporal e claro, deparei-me com diversos pontos de alagamento. Passei por muitos deles sem ter consciência do quanto a água poderia afetar o motor do meu carro. Regrinha básica: engate a primeira, respire fundo e vá com calma.
Quem dera transferi-la ao meu coração. Antes de seguir, gostaria muito de poder sair do carro e medir a profundidade em que meu veículo poderia atravessar. Tomada pelo impulso desejei atravessar o grande lago que se formou naquele cruzamento, mas ao ver de longe carros maiores do que o meu enguiçando, resolvi mudar o curso e fazer uma conversão proibida.
Se pudesse voltar atrás, se pudesse desfazer as fantasias que se enredaram em minha mente, talvez não teria meu coração bloqueando o cruzamento da altoestima, muito menos imerso nestas lágrimas que já não pedem mais licença para escorrer: transbordam simplesmente.
Quer situação mais ridícula do que enfrentar um alagamento sabendo que não poderá atravessá-lo? Assim como temos impulsos para a defesa de nosso patrimônio ao fazer manobras arriscadas ou proibidas, deveríamos também cuidar um pouco mais dos nossos sentimentos.
Consegui chegar em casa após o congestionamento e uma parte de mim ficou perdida em algum lugar por aí.
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