quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Maçã ou beijo?

Desejo entender se, por acaso, estive dormindo nos últimos três anos ou, com um milagroso beijo de realidade, estive acordada. Assim como toda criança, cresci rodeada pelos contos de fadas. Talvez este seria um caso a ser estudado pelo viés da Cinderela, sei lá!

Adormeci ou despertei? Ainda não sei se mordi uma maçã envenenada ou recebi um beijo. Mas sei quando tudo isso começou: foi na vigésima quinta volta do planeta Terra em torno do Sol após o dia em que o ar entrou em meus pulmões pela primeira vez.

Ufa! Seria mais fácil dizer que foi na comemoração dos meus vinte e cinco anos, não? Não!

Considero muito tênue a linha que separa o linguajar poético da breguice explícita. E se pretende continuar lendo isto, fique sabendo: sou brega assumida! Tão brega que assumi um ritmo afro-caribenho, para ser o meu suporte, minha (quase) religião nos dias que se seguiram após o meu aniversário. Isso foi muito claro para mim, o problema foi entender que não poderia ser facilmente aceito entre os que me rodeavam.

Não me atrevo a compreender muitas coisas ou pessoas, mas as poucas que me provocam, são viscerais! Quase morri quando perdi duas delas ao mesmo tempo. O que me manteve viva foi o sabor de um ritmo e a possibilidade de enxergar meu mundo de outra forma.

Só não sei se permaneço acordada ou dormindo.

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