Se Orumilá me concedeu este direito divino de amar, desejo fazê-lo com plenitude. Se Oxaguiã volta e meia aparece com teu sopro de paz, que assim seja. Invoco a energia de Iroko, o senhor do Tempo. Este sim traz o consolo e não duvido que esteja agindo em meu favor, mas hoje sinto um aperto, uma pressa e euforia que só a guerreira Yansã é capaz de produzir. Entre tempestades e grandes rajadas de vento, corre Exú. Vence os obstáculos sem pudor e "tira onda" dos retardatários voltando com respostas sobre o que virá adiante. Se não compreendo teus enigmas, ganho tempo dançando com Oxum. De tanto dançar, pode até ser que eu aqueça demais meus pés, entre nas águas tranquilas de Nanã, transforme velhas dúvidas em casca e troque de pele como a serpente Oxumaré. Renovada, voltarei aos pés de Orumilá para agradecer novamente o amor que um dia virá.
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