
Não temo mais o teu abraço. Surpreende-me com teus gestos de carinho quando menos espero. Sei que está ao meu lado sempre, até quando não desejo tua presença. Tenho o dom de prorrogar o prazer, como num álbum de fotografias. As imagens podem amarelar com o tempo, mas não perderão a doçura e o desejo de revivê-las. Não contenho minhas lágrimas ao sentir o calor contido em teus braços; transforma-se inevitavelmente em dor, em ausência. Quero dar-te um novo nome, um novo sabor, um pouco mais de calor e de vida, mas se agisse desta forma teu nome deixaria de ser Saudade.
* Manos de Ternura - Oswaldo Guayasamín
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