Como cheguei aí? Nada como um papo chato e repetitivo entre velhos amigos e uma frustração após outra. Precisava de atenção, entender o que acontecia. Quando vi, já estava tomando mais uma cerveja - dentre tantas injeridas naquela noite -, fumando outro cigarro - um tanto amargo para o meu paladar. Ouviu o que me perturbava, deu conselhos, cedeu seu ombro.
Depois de tanto tempo, caí num sono profundo. Afagou meus cabelos e acariciou minha pele. Já tinha me esquecido o valor que isso tinha pra mim. Acordei e fiquei surpresa com o fato. Nada de sexo. Só pele e respiração ofegante. Orgasmo algum paga esta sensação de acolhimento. Devolveste com simples gestos a memória do que fui e do que ainda quero pra mim.
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