Quando tinha mais ou menos tua idade, a ansiedade era tanta sobre o futuro que imaginava minha bola de cristal incandescente e visualizava imagens das quais poderiam acontecer.
Eram tantos os desejos, tantas histórias que, com o tempo, percebi que por mais que desejasse algo, o "destino" me preparava algumas ciladas. Hoje prefiro nem pensar sobre o que visualizava. Só sei que tenho vontade de chorar quando vejo você fazendo o mesmo: buscando o futuro antes mesmo de compreender o presente.
Essa minha vontade de chorar ainda não consegui definir, se é por tristeza ou alegria. Mas no fundo eu sei que é alegria, pois tudo o que me ensinou a fazer nestes últimos meses foi ensinar-me novamente a sonhar, desejar, confiar, errar e tentar novamente.
É como se estivéssemos num rito de passagem, eu quase balzaquiana, entregando minha bola de cristal a quem ainda tem toda a energia viva dentro de si. Não se deixe levar pelo excesso de nuvens escuras, esta bola de cristal nos prega peças!
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