Se a dúvida algum dia foi algum benefício, eu não sei. Sei que eu soube aproveitar muito bem os benefícios das fantasias que criamos juntos e consegui, também, me punir por todas elas sozinha - talvez, em algumas ocasiões, muito mais do que deveria. Já se passaram meses e eu ainda fico pensando se você é realmente quem disse ser. Tudo isso não passa de um clichê ridículo, sabemos disso... Sinto tua falta e sou uma tremenda de uma egoísta por não conseguir me desfazer do teu número gravado em minha agenda no celular, pois é com você que eu desejo estar quando o dia está calmo ou quando preciso de refúgio.
O "E se..." ainda lateja incansavelmente em minha cabeça. Num dia escolho te odiar, noutro quero pensar que nada disso é verdade e dirijo toda a minha energia ao trabalho, mas a terceira opção é a que me agrada mais: sonhar e acreditar piamente nos trinta e poucos dias em que eu pude voltar a sorrir na companhia de alguém que realmente me amou.
Ouvir o teu sotaque nas palavras de outras pessoas me aproxima de algo totalmente inconsistente e irracional, no entanto, faz emergir constantemente àquela energia boa que nos mantinha conectados somente pelo telefone.
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