sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hema-toma

Sonhar tem sido uma grande fonte de prazer ultimamente. Todavia, os minutos que antecedem aos devaneios incríveis de meu cérebro inconsciente sempre tiveram duas soluções: ora se encarregam de se transformar em texto - ainda que ninguém possa ter acesso a eles-, ou se somariam aos tantos outros minutos (de nenhuma sabedoria) gastos até aqui. 

Num desses últimos minutos, antes que o sono pudesse me sabotar, decidi relembrar como nasceu e morreu uma ilusão estranhamente dúbia: enquanto ela abria novas perspectivas, também me rasgava dos pés a cabeça. 

Certa vez, questionei-me sobre como poderia acabar uma ilusão tão auto-destrutiva e consoladora como aquela. Descobri! Quer dizer, relembrei...

Nossa ilusão morreu simultanemente, quando já não tínhamos segredo algum para esconder um do outro e tudo parecia previsível demais. Quando minha dor finalmente se materializou naqueles hematomas, vi que aquilo jamais poderia ser amor. 

- "Sua vadia!"
...

- "Não sei se vou dormir agora..."

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