Num desses últimos minutos, antes que o sono pudesse me sabotar, decidi relembrar como nasceu e morreu uma ilusão estranhamente dúbia: enquanto ela abria novas perspectivas, também me rasgava dos pés a cabeça.
Certa vez, questionei-me sobre como poderia acabar uma ilusão tão auto-destrutiva e consoladora como aquela. Descobri! Quer dizer, relembrei...
Nossa ilusão morreu simultanemente, quando já não tínhamos segredo algum para esconder um do outro e tudo parecia previsível demais. Quando minha dor finalmente se materializou naqueles hematomas, vi que aquilo jamais poderia ser amor.
- "Sua vadia!"
...
- "Não sei se vou dormir agora..."
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