Já não há mais segredo.
Vendo minha alma ao tempo.
Este me fará reviver e fazer recortes sagrados.
Em troca, não sei o que levará de mim.
Saudade,
Sigilo,
Solidão...
Silêncio!
Entrego tudo isso nos braços do tempo com laços vermelhos
Quero construir outro segredo
Porque aquele já não existe mais
domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Copiosa prece, ansiosa pressa
Tenho aquele amor.
Invisível, indireto,
improvável e impalpável.
Nem por isso deixa de ser amor
O amor que não tem nome
O amor que cativa
O amor que dá vida.
Imagino a pele
Imagino o orgasmo
Imagino a luxúria
Imagino o abraço
O platônico,
o sem nome,
não sai do travesseiro
não tem carne.
Prece constante
Pressa em torná-lo real.
Invisível, indireto,
improvável e impalpável.
Nem por isso deixa de ser amor
O amor que não tem nome
O amor que cativa
O amor que dá vida.
Imagino a pele
Imagino o orgasmo
Imagino a luxúria
Imagino o abraço
O platônico,
o sem nome,
não sai do travesseiro
não tem carne.
Prece constante
Pressa em torná-lo real.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Você diz
sábado, 3 de abril de 2010
Anjos e taças
Tudo ao avesso! Quando púbere consolava minhas horas de solidão mentalizando anjos e sua presença envolvente. Sentia-me por alguns instantes mais próxima da paz. Algo que ainda não sabia bem o que significava, pois ainda não conhecia o conflito. Sentia-a em sua plenitude e calor.
Perto dos trinta, conheci um líquido que me anestesia. Coloquei-o em uma taça para que o ato de ingeri-lo pudesse assumir um certo requinte, melhor ainda, um ritual.
Celebro a vida gotejante e espessa. Celebro o tempo que não compreendi o que deseja tanto me ensinar. Celebro àquela cadeira de balanço que conheci na infância e hoje entendo o por que desse ir e vir. Há prazer, há contemplação, não há pressa.
Não desejo eternizar a dor das horas, quero apenas desfrutar daqueles pequenos segundos de paz continuamente. Deveria ser uma regra: a prorrogação dos orgasmos e a inexistência da ressaca.
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