Tudo ao avesso! Quando púbere consolava minhas horas de solidão mentalizando anjos e sua presença envolvente. Sentia-me por alguns instantes mais próxima da paz. Algo que ainda não sabia bem o que significava, pois ainda não conhecia o conflito. Sentia-a em sua plenitude e calor.
Perto dos trinta, conheci um líquido que me anestesia. Coloquei-o em uma taça para que o ato de ingeri-lo pudesse assumir um certo requinte, melhor ainda, um ritual.
Celebro a vida gotejante e espessa. Celebro o tempo que não compreendi o que deseja tanto me ensinar. Celebro àquela cadeira de balanço que conheci na infância e hoje entendo o por que desse ir e vir. Há prazer, há contemplação, não há pressa.
Não desejo eternizar a dor das horas, quero apenas desfrutar daqueles pequenos segundos de paz continuamente. Deveria ser uma regra: a prorrogação dos orgasmos e a inexistência da ressaca.
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