O que tenho a dizer aqui é ridículo, tão ridículo que não mereceria ser exposto. Contudo, tão ridículo é que, dentro de mim também não deve permanecer. Deve sair.
Se você já passou pela puberdade, se já teve aquela espinha enorme e asqueirosa em seu rosto deve saber o tamanho do incômodo que persiste roubar minhas poucas horas criativas. Posso beirar os trinta, mas há sentimentos aqui mais intensos do que os de uma debutante.
Às vezes penso que há algo de muito errado comigo: a esta altura da vida, nenhum sentimento devia ter tanto peso como para quem os vive pela primeira vez. Estes pontos inflamados em minha face não deveriam mais existir; não deveria existir também o sorriso amarelo, a face ruborizada diante de um elogio ou os punhos cerrados no conflito.
Substituí o refrigerante pela cerveja, não cultivo mais as longas madeixas onduladas, ninguém mais determina o horário em que devo retornar para casa ou dormir, nem preciso esconder as bitucas de cigarro, mas as espinhas ainda mancham minha pele.
Continuo sendo estampada, por causas ainda não identificadas, pela ineficácia da suposta maturidade.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mídias
Já é tarde.
Sinto falta dos tempos em que o relógio
era mais poderoso que eu.
Agora já não sei o que me controla
Muito menos quem controla meu tempo.
Exposta a diversos estímulos midiáticos
cada janela aberta, uma face de mim.
Youtube: uma cena dos anos 40
ao som do jazz.
Twitter com frases desconexas
nunca fizeram tanto sentido.
Messenger salpicando com "olás!"
e raramente alguma conversa flui.
Facebook é a avenida carnavalesca
surpresas e curtições pra todo lado.
Blog sofre com meus pesares
e com a falta de visitas - parece até a minha casa
Sobrou a TV:
Zapeando os canais até que encontre algo
... o sono.
Sinto falta dos tempos em que o relógio
era mais poderoso que eu.
Agora já não sei o que me controla
Muito menos quem controla meu tempo.
Exposta a diversos estímulos midiáticos
cada janela aberta, uma face de mim.
Youtube: uma cena dos anos 40
ao som do jazz.
Twitter com frases desconexas
nunca fizeram tanto sentido.
Messenger salpicando com "olás!"
e raramente alguma conversa flui.
Facebook é a avenida carnavalesca
surpresas e curtições pra todo lado.
Blog sofre com meus pesares
e com a falta de visitas - parece até a minha casa
Sobrou a TV:
Zapeando os canais até que encontre algo
... o sono.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Pequenas doses de Canela
Em uma frase o desejo de escrever se esgota. Para não "gastar" um post no blog à toa, reuni alguns twitt's meus no http://twitter.com/_Canela_
1) "É tanto veneno que prefiro acreditar que o mal que enxergam nos outros, muitas vezes, não passa de uma projeção de suas deficiências." - 13/09/10
2) "Prefiro que o rancor escorra por estes meus olhos por alguns minutos a ter que guardar o que não me pertence por toda a vida." - 19/11/2010
3) "Não me ofereça seu cálice de pessimismo. Hoje quero me embriagar com a felicidade!" - 05/12/10
4) "Gosto muito da sensação da paixão branda. Aquela que um dia já ardeu, magoou, distorceu, sobreviveu e acalmou. Agora é só sentir sem dor." - 06/12/10
5) "A mágica: morrer e nascer todos os dias. O desafio: decidir o que morrerá e o que nascerá em mim todos os dias." - 06/12/2010
6) "Considero muito tênue a linha que separa o linguajar poético da breguice explícita." - 09/12/10
7) "As vezes a saudade deturpa os sentidos. Em vez refazer a alegria de ter vivido algo, nos faz melancólicos." - 12/12/10
8) "Enquanto alguns tomam banho de mar para fechar o corpo, eu abro a minha mente." - 08/10/10
9) "Vou fazer uma 'CPI do Cupido' para investigar sua licitação de trabalho. Esse anjo dá mais bola fora que a construção do Metrô em SP!" - 13/12/10
10) "Desejo férias coletivas para mim e todos os meus eus." - 13/12/10
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Maçã ou beijo?
Desejo entender se, por acaso, estive dormindo nos últimos três anos ou, com um milagroso beijo de realidade, estive acordada. Assim como toda criança, cresci rodeada pelos contos de fadas. Talvez este seria um caso a ser estudado pelo viés da Cinderela, sei lá!Adormeci ou despertei? Ainda não sei se mordi uma maçã envenenada ou recebi um beijo. Mas sei quando tudo isso começou: foi na vigésima quinta volta do planeta Terra em torno do Sol após o dia em que o ar entrou em meus pulmões pela primeira vez.
Ufa! Seria mais fácil dizer que foi na comemoração dos meus vinte e cinco anos, não? Não!
Considero muito tênue a linha que separa o linguajar poético da breguice explícita. E se pretende continuar lendo isto, fique sabendo: sou brega assumida! Tão brega que assumi um ritmo afro-caribenho, para ser o meu suporte, minha (quase) religião nos dias que se seguiram após o meu aniversário. Isso foi muito claro para mim, o problema foi entender que não poderia ser facilmente aceito entre os que me rodeavam.
Não me atrevo a compreender muitas coisas ou pessoas, mas as poucas que me provocam, são viscerais! Quase morri quando perdi duas delas ao mesmo tempo. O que me manteve viva foi o sabor de um ritmo e a possibilidade de enxergar meu mundo de outra forma.
Só não sei se permaneço acordada ou dormindo.
Assinar:
Postagens (Atom)
