Tenho aquele amor.
Invisível, indireto,
improvável e impalpável.
Nem por isso deixa de ser amor
O amor que não tem nome
O amor que cativa
O amor que dá vida.
Imagino a pele
Imagino o orgasmo
Imagino a luxúria
Imagino o abraço
O platônico,
o sem nome,
não sai do travesseiro
não tem carne.
Prece constante
Pressa em torná-lo real.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Você diz
sábado, 3 de abril de 2010
Anjos e taças
Tudo ao avesso! Quando púbere consolava minhas horas de solidão mentalizando anjos e sua presença envolvente. Sentia-me por alguns instantes mais próxima da paz. Algo que ainda não sabia bem o que significava, pois ainda não conhecia o conflito. Sentia-a em sua plenitude e calor.
Perto dos trinta, conheci um líquido que me anestesia. Coloquei-o em uma taça para que o ato de ingeri-lo pudesse assumir um certo requinte, melhor ainda, um ritual.
Celebro a vida gotejante e espessa. Celebro o tempo que não compreendi o que deseja tanto me ensinar. Celebro àquela cadeira de balanço que conheci na infância e hoje entendo o por que desse ir e vir. Há prazer, há contemplação, não há pressa.
Não desejo eternizar a dor das horas, quero apenas desfrutar daqueles pequenos segundos de paz continuamente. Deveria ser uma regra: a prorrogação dos orgasmos e a inexistência da ressaca.
Atriz nas coxas
Agora que todos os convidados foram embora, que a embreaguês nos consome e o silêncio nos consola, retire tua máscara de menina e vista a fantasia que mais gosto.
Intensifique e prorrogue. Faça-o como quiser, mas vista a fantasia e a sua personagem que. com exclusividade. terei por mais uma noite. Você tem o controle agora, contudo, não me faça aplaudir sua atuação ao final do espetáculo.
Intensifique e prorrogue. Faça-o como quiser, mas vista a fantasia e a sua personagem que. com exclusividade. terei por mais uma noite. Você tem o controle agora, contudo, não me faça aplaudir sua atuação ao final do espetáculo.
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