terça-feira, 29 de março de 2011

Não desisto!


Outro dia, relendo muitos dos posts no sense que escrevi aqui, senti falta de sentimentos mais positivos. De criações e/ou vivências que pudessem despertar algo além da melancolia, um dos meus maiores vícios.

Para conseguir escrever deveria experimentar, por algumas horas, a sensação de estar mergulhada em paixão - inventada, talvez.  No lugar do post, consegui uma  verdadeira briga de foice! Tesão é uma coisa. Amor platônico é outra. Mas paixão, essa doença que provoca taquicardia e altera o funcionamento químico de seu corpo é algo inusitado. Vi que já tinha me esquecido de como isso se parece muito com o medo que tenho de altura. 

Medo de altura, de alta velocidade ou dos esportes radicais pode ser comparado, tranquilamente, com o medo que tenho de sentir algo que tem o poder de roubar o oxigênio de minhas células. Há, além do medo de sentir, um certo pessimismo acompanhado das dores provocadas pela abstinência e de presenciar, conscientemente, algo que se expande, que contamina e é FINITO! 

Pessoas que se dão o direito de apaixonar-se são corajosas. Enfrentam todos os sintomas e ainda tiram onda de suas conquistas, exibem seus "mortais" ou fotos do velocímetro nas redes sociais. Eu não!

Quer dizer, talvez...

Talvez não tenha cumprido minha meta neste post, porque paixão não se inventa, nem é objeto para se fingir  sentir - com perdão aos mestres poetas fingidores profissionais! - fracassei é verdade. E não desisto!

Nenhum comentário:

Postar um comentário