22:11 - uma poesia que consome as feridas
22:30 - um perfume doce nas virilhas
23:00 - um recado tímido dizendo que vai se atrasar
23:15 - um lugar para estacionar
23:20 - um portão para atravessar
23:23 - uma fivela de cinto para soltar
00:00 - cheiro de canela no ar
01:00 - suor e gozo a se misturar
02:00 - um gemido nos ouvidos para ninar
03:00 - a consciência para despertar
03:03 - despedida e não saber se irá voltar
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Canela na Janela - O Retorno!
Há quem se esconde atrás da janela, há quem se revela através dela e há também os que observam o mundo por ela. Sou um pouco dos três. A Canela que se refugia, que se arrisca e também a que assiste ao ir e vir das pessoas. Não falo da janela real, esta que traz um pouco de luz ao meu quarto mal iluminado e um tanto abafado. Conto somente com a janela virtual.
Nestes três últimos dias sem poder usar o computador por diversos motivos, senti-me solitária, inerte, redundante... Usei praticamente todos os créditos do celular, desejava estar em contato. Ilusão pura.
Quando "Aquelequenãodevesernomeado" reapareceu através desta mesma janela, fiz de tudo para que as poucas frases que ele digitava madrugada afora pudessem preencher minha rotina desgastante. Não compreendo o por quê disso até hoje. Perdi meu tempo, minha vida, meu amor próprio. O que chegou até minha janela, não passou de uma versão virtual daquele ser que se despediu há tantos anos e levou minha guia, minha bula, meu "modo de fazer".
Nesta tentativa desesperada de refazer ou de reescrever um novo manual de instruções, substituí o oco pelo ócio. Perdi e ganhei coisas preciosíssimas, mas ninguém que conheci dentro desta janela saltou para o lado de cá com a intensão de me devolver o que insanamente deixei que levassem.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Sensibilidades
Já conheceu alguém que traz a sensibilidade dos lábios nas pontas de seus dedos? Não importa quantos apertos de mãos camaradas eu possa dar, sinto-me beijada por aquelas mãos sempre!
Se aquela pele sensível me provoca arrepios, o que pensar dos lábios propriamente ditos? Febre. Doce febre que percorreu meu corpo e encontrou em meus seios refúgio para as perversidades mundanas. Se há lembrança que me faça perder totalmente a razão, esta é a de teus lábios contra o bico de meus seios. Raramente se consegue tocá-los com tamanha perfeição, levando-me ao prazer, sem antes seguir o roteiro casual.
Certa vez disse que se pudesse conhecer o sabor de teu beijo, experimentaria a eternidade. Tive razão. E esta distância traz um frio insuportável. Seria você tão sensível ao ponto de voltar a me tocar e me fazer febril novamente?
sábado, 23 de janeiro de 2010
Dica da Canela
De tanto se doar, nada sobrou para você mesma que não seja um edredon pesado para te abraçar esta noite. Não importa se é verão, talvez este seja um objeto melhor indicado para tua carência. Uma dica: aceite o calor dele sobre tua pele nua. Assim cada poro receberá o abraço que tanto deseja.
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