Foi estranho deixar o Buena Vista Club sem dançar o suficiente. Segundo alguns amigos que encontrei, estava estampado em meu rosto um pouco do cansaço que a maratona salseira me impôs. Mas estava feliz. Isso era o que me importava naquele momento.
Enquanto a Banda Azúkar agitava aquela galera imensa na pista e os animadíssimos aniversariantes sobre o palco, preparava o material e as baterias - tanto da câmera fotográfica, quanto as minhas- para o terceiro e último show da noite. O relógio não estava nos ajudando havia uma certa angústia e ansiedade no ar: "Será que vai dar tempo?".A próxima apresentação seria no Clube Espéria, em uma festa de confraternização aos professores da UNISANT'ANA, onde Leonardo César - percussionista Azúkar - também é aluno. Imagina a responsabilidade?
Superadas as dificuldades impostas pelo trânsito de São Paulo em plena madrugada - obras do metrô, túneis fechados e GPS desorientado - chegamos (uff!) às 2h30 da manhã. Enquanto os músicos foram chegando e montando os instrumentos no palco, fui estacionar o carro junto com outros amigos. Alí mesmo fomos abordados por um dos professores da Universidade. Contamos a ele um pouco de nossa maratona e da expectativa para o último show da noite. Apesar de o professor dizer que já não haviam mais tantas pessoas por lá, e o "clima" já ser de final de festa, ninguém alí se abateu.
Contaminado pela energia de todos alí, o professor resolve adiar um pouco mais o retorno para casa e conferir de perto a magia que a salsa tem!
Os DJ's dão lugar aos músicos no grande palco. A plateia acadêmica, que parecia estar dispersa em pequenos grupos, logo se aglomerou e dirigiu seus olhares ao mesmo ponto. Cada um, à sua maneira, manifestou rapidamente seu interesse pela alegria e sensualidade da música latina. Observaram atentamente os passos coreografados por Douglas - amigo da Banda Azúkar - e dançaram o tempo inteiro! (Ok. Eu assumo! Também me rendi e dancei junto. Não poderia ser diferente, não é mesmo?).
Final de show e gosto doce de vitória. Senti no olhar, no aperto de mãos e abraços o quanto esta turma estava realizada. Logo, um dos Reitores da Unisant'ana foi elogiar o trabalho e desempenho dos meninos e claro, de seu aluno também.
Poderiam me oferecer uma passagem para qualquer lugar do mundo, mas não trocaria este momento por nada. Canela, a blogueira e salseira, estava entre aqueles que compreendem muito bem as paixões que a motivam percorrer longas estradas só para contar aos leitores do Diário Salseiro como é doce o sabor e o ritmo de Azúkar.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Maratona Salseira - Parte II
Já inicio esta segunda parte pedindo desculpas aos leitores e, principalmente, aos donos do restaurante que nos receberam lá no Guarujá, pois não anotei o nome nem o endereço do local onde jantamos - confiei demais em minha memória e agora ela me mostra que não está tão boa quanto imaginava. Mas posso garantir que o filé de pescada ao molho de camarão estava maravilhoso!
Hora de partir, apesar da brisa marinha ser mais do que um convite para permanecermos por lá, muitos outros salseiros já nos esperavam no Buena Vista Club. Como o caminho feito pelo ônibus fretado era mais longo e demorado, o prof. Moisés seguiu de carro para garantir que ninguém na pista ficasse parado enquanto a banda não chegava.
Foi aí que descobri que a maratona "Azúkar" não parava por aí. Eles tinham um terceiro show!!! Agora sim consegui entender o olhar aflito e ansioso dos músicos. Tinha que dar tempo. Enquanto alguns descansavam e outros ouviam música, eu ja fui matar curiosidade quanto ao resultado das fotos que fiz. Não fosse a pouca bateria do note, já teria escrito um post alí no ônibus mesmo.
Chegando na Av. dos Bandeirantes os celulares de muitos alí começaram a tocar sem parar. Eu só observava, sorria e pensava "Como entro no Buena com esse cabelo sem escova?" Para os homens era muito mais fácil: troca-se de camisa, passa-se um desodorante e está tudo "limpo". Entretanto, já que estava na chuva era para me molhar de verdade. Substituí o tênis pelas sandálias, retoquei o batom e dá-le mais uma dose de Azúkar!
Desta vez, a pista estava tão lotada que mal dava para se dançar com um parceiro. Não havia corredor ou fresta que passaram ilesos: estava realmente cheio. Hora de me sentar logo atrás do palco, junto ao técnico de som e tomar um energético para recarregar as energias.
Próxima parada: Clube Esperia - Santana.Continua...
Hora de partir, apesar da brisa marinha ser mais do que um convite para permanecermos por lá, muitos outros salseiros já nos esperavam no Buena Vista Club. Como o caminho feito pelo ônibus fretado era mais longo e demorado, o prof. Moisés seguiu de carro para garantir que ninguém na pista ficasse parado enquanto a banda não chegava.
Foi aí que descobri que a maratona "Azúkar" não parava por aí. Eles tinham um terceiro show!!! Agora sim consegui entender o olhar aflito e ansioso dos músicos. Tinha que dar tempo. Enquanto alguns descansavam e outros ouviam música, eu ja fui matar curiosidade quanto ao resultado das fotos que fiz. Não fosse a pouca bateria do note, já teria escrito um post alí no ônibus mesmo.
Chegando na Av. dos Bandeirantes os celulares de muitos alí começaram a tocar sem parar. Eu só observava, sorria e pensava "Como entro no Buena com esse cabelo sem escova?" Para os homens era muito mais fácil: troca-se de camisa, passa-se um desodorante e está tudo "limpo". Entretanto, já que estava na chuva era para me molhar de verdade. Substituí o tênis pelas sandálias, retoquei o batom e dá-le mais uma dose de Azúkar!
Desta vez, a pista estava tão lotada que mal dava para se dançar com um parceiro. Não havia corredor ou fresta que passaram ilesos: estava realmente cheio. Hora de me sentar logo atrás do palco, junto ao técnico de som e tomar um energético para recarregar as energias.
Próxima parada: Clube Esperia - Santana.Continua...
Maratona Salseira - Parte I
Foi com grande alegria e expectativa que recebi o convite de Lucca - vocal da Banda Azúkar - para acompanhá-los em um show no Guarujá, nesta última sexta-feira, 23/10. Poder fazer parte desta equipe por um dia foi um laboratório e tanto para a blogueira, fã e salseira.
Mal tinha me recuperado das visitas ao Capital Bar na quarta-feira, ao som de Negra Mamba e da inauguração do Pimenta Latina Brasil na quinta-feira, com a banda boliviana Bahia Show, lá estava eu em frente ao Buena Vista no horário marcado sexta-feira. Até este momento, estava confirmado somente dois shows para a noite, mas tive algumas (deliciosas) surpresas no caminho.
Não se tratava de um show qualquer, a banda se apresentaria ao ar livre contando também com a participação de três casais de dançarinos e dois coreógrafos - sem contar com o Professor Moisés Bandera e sua parceira na animação dos mais tímidos. Minha tarefa seria a de acompanhar os preparativos e fotografar, na medida do possível, todos os momentos. Por volta das 17h os músicos começaram a passar o som e os dançarinos a acertarem os últimos detalhes para a coreografia de abertura e improvisações durante o show.
Difícil foi equilibrar as vontades, a blogueira já queria ter um computador em punho para ir descrevendo tudo o que sentia e o que via acontecendo. A fã desejava fotografar sob todos os ângulos todos os envolvidos. Já a salseira, queria mais era se jogar entre os dançarinos e vencer o obstáculo do piso um tanto rústico para os saltos.
A receptividade e atenção dos representantes do Guarujá para com toda a equipe foi maravilhosa. Muitos ficaram curiosos com o trabalho desenvolvido pelo Diário Salseiro - aproveitei e já fiz propaganda, né?
Mesmo com o aperto nos horários, o clima de descontração era algo marcante e só fez temperar ainda mais a apresentação dos meninos. Entre um click e outro em minha máquina fotográfica, aproveitava pra dançar e observar o olhar atento das diversas pessoas que estavam por alí. Sem dúvida alguma, toda a equipe soube passar o seu recado: salsa é alegria e sabor.
E por falar em sabor, já estava passando da hora de comer alguma coisa, eram quase 21h e tínhamos que jantar e nos apressar para a segunda apresentação, agora em São Paulo, no Buena Vista.
Continua...
Mal tinha me recuperado das visitas ao Capital Bar na quarta-feira, ao som de Negra Mamba e da inauguração do Pimenta Latina Brasil na quinta-feira, com a banda boliviana Bahia Show, lá estava eu em frente ao Buena Vista no horário marcado sexta-feira. Até este momento, estava confirmado somente dois shows para a noite, mas tive algumas (deliciosas) surpresas no caminho.
Não se tratava de um show qualquer, a banda se apresentaria ao ar livre contando também com a participação de três casais de dançarinos e dois coreógrafos - sem contar com o Professor Moisés Bandera e sua parceira na animação dos mais tímidos. Minha tarefa seria a de acompanhar os preparativos e fotografar, na medida do possível, todos os momentos. Por volta das 17h os músicos começaram a passar o som e os dançarinos a acertarem os últimos detalhes para a coreografia de abertura e improvisações durante o show.
Difícil foi equilibrar as vontades, a blogueira já queria ter um computador em punho para ir descrevendo tudo o que sentia e o que via acontecendo. A fã desejava fotografar sob todos os ângulos todos os envolvidos. Já a salseira, queria mais era se jogar entre os dançarinos e vencer o obstáculo do piso um tanto rústico para os saltos.
A receptividade e atenção dos representantes do Guarujá para com toda a equipe foi maravilhosa. Muitos ficaram curiosos com o trabalho desenvolvido pelo Diário Salseiro - aproveitei e já fiz propaganda, né?
Mesmo com o aperto nos horários, o clima de descontração era algo marcante e só fez temperar ainda mais a apresentação dos meninos. Entre um click e outro em minha máquina fotográfica, aproveitava pra dançar e observar o olhar atento das diversas pessoas que estavam por alí. Sem dúvida alguma, toda a equipe soube passar o seu recado: salsa é alegria e sabor.
E por falar em sabor, já estava passando da hora de comer alguma coisa, eram quase 21h e tínhamos que jantar e nos apressar para a segunda apresentação, agora em São Paulo, no Buena Vista.
Continua...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cheiro Vadio
Céu nublado, chuva que insiste em cair, trabalho acumulado sobre a mesa, ideias confusas e impetuosas. Era hora de parar. Sem titubear, liga para aquele que não deve ter adjetivos ou codinome. É a única pessoa naquele momento em que a acolheria à sua maneira, faria dela por alguns instantes o seu objeto, mas a deixaria saciada.
Sua fome não era de orgasmo, não era de beijo na boca. Sua fome era de palavrões sussurrados ao pé do ouvido, de puxões nos cabelos e tapas em sua face que estampavam o puro prazer vadio. Mas assim como uma boa cerveja em boteco vem acompanhada de um trago no cigarro, depois de vê-lo sem forças depois de gozar, desejava somente um abraço.
Esperou por alguns minutos, ele não o fez. Adormeceu. Cansada e de lábios dormentes, decidiu voltar ao seu trabalho, aos seus afazeres. Como pagamento, levou sua camisa. Vestiu-se do cheiro de suor nela impresso. Este mesmo que buscava no abraço que não recebeu.
Sua fome não era de orgasmo, não era de beijo na boca. Sua fome era de palavrões sussurrados ao pé do ouvido, de puxões nos cabelos e tapas em sua face que estampavam o puro prazer vadio. Mas assim como uma boa cerveja em boteco vem acompanhada de um trago no cigarro, depois de vê-lo sem forças depois de gozar, desejava somente um abraço.
Esperou por alguns minutos, ele não o fez. Adormeceu. Cansada e de lábios dormentes, decidiu voltar ao seu trabalho, aos seus afazeres. Como pagamento, levou sua camisa. Vestiu-se do cheiro de suor nela impresso. Este mesmo que buscava no abraço que não recebeu.
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