segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por enquanto, não

Já não escrevo mais porque sei que não existe ninguém aí do outro lado que se importa com o que sinto ou o que penso. Este ato efêmero de tecer pensamentos parece-me inútil depois que expulsei daqui de dentro todos os fantasmas que insistiam em me assombrar durante contínuas madrugadas... Acho que estou despertando de um longo pesadelo.

Talvez volte a escrever quando entender o que significa sonhar, ou quem sabe, quando puder tecer meu testamento. Espero construir, modificar, solidificar e, finalmente, deixar este "algo" à alguém. Só não sei ainda o que é.

domingo, 15 de maio de 2011

Quando não defino, pego emprestado.

"Ternura" - - Plamen Temelkov

"Eu não te pergunto nada, apenas desejo tanto você que sorrio como se não
 me importasse com sua existência."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tudo se transforma, inclusive eu



"Cada uno da lo que recibe

Y luego recibe lo que da,

Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma"


A realização de hoje é o desejo de ontem, e alimenta o que virá amanhã.

Deixo rastros do que fui.

Buscam em mim àquilo que já não sou mais.

Hoje sou um constante revezamento de exclamações e interrogações.

Se consigo repousar a mente, sou reticências.

Quando sonho, materializo-te.

domingo, 24 de abril de 2011

Algodão doce

Benditos os que substituem bocejos por algodão doce. Prefiro sentir a felicidade se dissolver por alguns segundos entre meus lábios a perder o compasso desta valsa chamada vida. Desconfiança é como chumbo nos pés: nem para a direita, nem esquerda. Dentes e punhos cerrados. Benefício? A dúvida.

Dói-me profundamente a ideia de que existam almas sem nome ou imagem própria; que abandonaram, por algum motivo, seus desejos para raptar os sonhos alheios. Ora, meu Deus! Que desperdício!

Encontro-me despida num baile de máscaras. Quando a música cessar e as luzes apagarem, não terei destino. Serei, novamente, pés calejados aguardando o próximo carnaval.