domingo, 24 de abril de 2011

Algodão doce

Benditos os que substituem bocejos por algodão doce. Prefiro sentir a felicidade se dissolver por alguns segundos entre meus lábios a perder o compasso desta valsa chamada vida. Desconfiança é como chumbo nos pés: nem para a direita, nem esquerda. Dentes e punhos cerrados. Benefício? A dúvida.

Dói-me profundamente a ideia de que existam almas sem nome ou imagem própria; que abandonaram, por algum motivo, seus desejos para raptar os sonhos alheios. Ora, meu Deus! Que desperdício!

Encontro-me despida num baile de máscaras. Quando a música cessar e as luzes apagarem, não terei destino. Serei, novamente, pés calejados aguardando o próximo carnaval.

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