domingo, 15 de maio de 2011

Quando não defino, pego emprestado.

"Ternura" - - Plamen Temelkov

"Eu não te pergunto nada, apenas desejo tanto você que sorrio como se não
 me importasse com sua existência."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tudo se transforma, inclusive eu



"Cada uno da lo que recibe

Y luego recibe lo que da,

Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma"


A realização de hoje é o desejo de ontem, e alimenta o que virá amanhã.

Deixo rastros do que fui.

Buscam em mim àquilo que já não sou mais.

Hoje sou um constante revezamento de exclamações e interrogações.

Se consigo repousar a mente, sou reticências.

Quando sonho, materializo-te.

domingo, 24 de abril de 2011

Algodão doce

Benditos os que substituem bocejos por algodão doce. Prefiro sentir a felicidade se dissolver por alguns segundos entre meus lábios a perder o compasso desta valsa chamada vida. Desconfiança é como chumbo nos pés: nem para a direita, nem esquerda. Dentes e punhos cerrados. Benefício? A dúvida.

Dói-me profundamente a ideia de que existam almas sem nome ou imagem própria; que abandonaram, por algum motivo, seus desejos para raptar os sonhos alheios. Ora, meu Deus! Que desperdício!

Encontro-me despida num baile de máscaras. Quando a música cessar e as luzes apagarem, não terei destino. Serei, novamente, pés calejados aguardando o próximo carnaval.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ciumar

Do Aurélio:
Ciúme: s.m. Emulação, inveja; zelo de amor. / Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta. / Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.


De acordo com a psicóloga Ayala Pines, ciúme é "a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade."


Lira Romantiquinha
Carlos Drummond de Andrade

Por que me trancas
o rosto e o riso
e assim me arrancas 
do paraíso?

Por que não queres,
deixando o alarme
(ai, Deus: mulheres!),
acarinhar-me?

Por que cultivas
as sem-perfume
e agressivas
flores do ciúme?

Acaso ignoras 
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?

Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhuma,
o peito meu?

Anjo sem fé
nas minhas juras,
porque é que é
que me angusturas?

Minh'alma chove
frio, tristinho.
Não te comove
este versinho?