quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Encerrando o ciclo

Encerra-se o ciclo. Meus reversos ainda reverberam e as "cartas que escrevo para quem não vai ler" ainda latejam. Já não é mais um latejar de dor, é um latejar breve, íntimo e pacificador:

" É impossível agir com racionalidade quando o medo do desconhecido impera. Mais impossível ainda é agir com lógica dentro de um universo que nunca se ousou pisar; comecemos pelos universos que não se revelam num olhar, no reflexo do espelho.
Reclusão, interação, dor, incompreensão... Não há como materializar os sonhos quando nem os pés estão em terra firme.
Parece-me que implorar a paciência e a compreensão alheias são o mesmo que despedir-se de alguém muito querido. Os alheios vão!"

Ficar, esbravejar, chorar... culpar. 
O sol se põe.
A noite é traiçoeira e, por vezes, boa conselheira:

'Seque tuas lágrimas, não lamente, descanse 
Não peça paciência à outrem. 
Você a tem consigo?'

O Sol retorna no horizonte
Siga as pegadas breves
Daquele que partiu

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Já cheguei no 69 e nem senti!

Constatei agora que, até o post anterior, havia escrito 69 textos durante o ano de 2010. A maior parte dos posts falam sobre minhas galhofas sentimentalistas que, talvez, tenha preocupado alguns leitores próximos (leia-se os amigos que insisto em mandar os links via email ou demais redes sociais).

É, eu sei disso! Gosto de ser lida, sim. Gosto de comentário sim e não vejo outra finalidade para um BLOG se não é o fato de poder compartilhar o que se pensa e sente. Nada melhor do que ser visto e sentido entre os próximos - e se tiver um distante aí, manifeste-se. Quero conhecê-lo também!

A "suposta preocupação" vem do fato de recorrer ao uso do Canela no Ar como forma de expulsar feridas que não deveriam doer mais, invenções - ou seriam intervenções? - para confissões de amigas(os) e suas experiências, pensamentos tolos (ou não?) sobre algumas mudanças em meu cotidiano e, principalmente a forma como observo o ir e vir das pessoas que deixei participarem da minha vida. Se ocorreu o oposto, só elas deverão responder isto, não é mesmo?

Sinceramente? Adoraria comemorar o post "69" no melhor estilo, mas já que me dei conta disso só no 70° post vou prestar mais atenção nisso no próximo ano, ok?

***

Iniciei o feriado prolongado no ápice do #badfellings. Todas as cobranças externas e internas resolveram passar sobre meu corpinho canelístico sem o menor pudor. Assumo: doeu pra car...o! E você amigo, que gosta de acrescentar canela às suas receitas, evite quebrar a dita cuja em pedaços. Opte pelas embalagens com pedaços menores ou pela canela em pó mesmo, caso contrário, terá muito trabalho!

Fiz isso durante algum tempo: quebrei-me inteira!Cozinhei-me em lágrimas até que levantasse fervura e derramasse pelo fogão. Não tinha como empurrar a sujeira para outro e comemorei o feriadão de Independência limpando toda a sujeira que um ser (supostamente) independente deve produzir.

Antes que o final de semana terminasse, tive alguns insights. Meus projetos profissionais estão tomando forma - FINALMENTE! Já os afetivos...

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Voltando ao 69: Segunda foi dia do Sexo, né? =P

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Retrato

Nem sempre o que digo é o que realmente penso
Nem tudo o que penso pode ser, necessariamente, dito.
Verdades convencionadas:
Todas elas cabem num retrato!

Fotografias buscam a verdade do instante
O instante dos outros...
Poucos se atreveram a me retratar
Inconstância não tem enquadramento

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Saudadear

Num deslize, num lampejo de solidão é impossível não me lembrar de teus dedos percorrendo a pele e tua face estampando um tímido sorriso. Tão especial e único. Único! Bebo, conscientemente, na fonte da saudade com as letras do teu nome em relevo. Esta marca é o meu instrumento e com ele canto o único verbo que é meu: "saudadear".