quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Encerrando o ciclo

Encerra-se o ciclo. Meus reversos ainda reverberam e as "cartas que escrevo para quem não vai ler" ainda latejam. Já não é mais um latejar de dor, é um latejar breve, íntimo e pacificador:

" É impossível agir com racionalidade quando o medo do desconhecido impera. Mais impossível ainda é agir com lógica dentro de um universo que nunca se ousou pisar; comecemos pelos universos que não se revelam num olhar, no reflexo do espelho.
Reclusão, interação, dor, incompreensão... Não há como materializar os sonhos quando nem os pés estão em terra firme.
Parece-me que implorar a paciência e a compreensão alheias são o mesmo que despedir-se de alguém muito querido. Os alheios vão!"

Ficar, esbravejar, chorar... culpar. 
O sol se põe.
A noite é traiçoeira e, por vezes, boa conselheira:

'Seque tuas lágrimas, não lamente, descanse 
Não peça paciência à outrem. 
Você a tem consigo?'

O Sol retorna no horizonte
Siga as pegadas breves
Daquele que partiu

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