quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Inútil e vazia

Segundo Woody Allen em entrevista à Época desta semana, "o ser humano deve se conformar que a vida é inútil e sem sentido". Olha só que maravilha? Se todos se conformarem com isso os terapeutas e farmacólogos irão à falência!

De tão inútil e vazia que é a vida, nossa loucura pós 18 anos é preenchê-la de alguma coisa. Sabe-se lá o quê. Mas é esta a ideia: procurar, procurar e procurar...

Quinhentos anos atrás, nem nos preocupávamos com isso, já davam sentido às nossas existências desde o berço. Caminhamos em busca de uma "independência racional" e o que vemos é um obscuro nada. Acho que estou concordando com o cineasta. Talvez seja melhor assim. Vou cancelar minha terapia, comprar roupas, sapatos e jóias. Quizá, dê uma passadinha num esteticista ou cirurgião plástico. Já que somos inúteis e vazios, vamos pelo menos obedecer às tendências da moda! hehehe

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dos Inícios que Flertam com o Fim

Tá certo, quando não encontramos palavras suficientemente organizadas para se descrever os sentimentos e relacionamentos caímos, inevitávelmente, nas páginas alheias. Salve, salve as redes sociais que nos faz sentir paradoxalmente mais acompanhados em nossas solidões.

Segue texto de "A Casa do Zander":


Uma amiga me perguntou como eu conseguia advinhar quanto tempo durava um relacionamento – meus e dos outros – com alguma precisão. Obviamente eu não sou onisciente e nem tenho uma taxa de acerto razoavelmente alta, cientificamente alta, mas como tudo que envolve o sentimento, os acertos contam mais que os erros.

Daí eu expliquei que todo relacionamento tem uma “matemática”. Já escrevi sobre isso antes e acho que consegui sintetizar isso hoje. As regras são simples e são cinco ou seis.

A regra primeira diz que é necessário ter algo em comum. E esse algo tem de ser dentro de casa. Gostar de shows, filmes, bares e amigos e atividades na rua é legal, mas sob um teto a coisa muda de figura. Se os relacionantes não conseguem fazer um bocado de nada juntos, diminui-se o tempo do relacionamento.

A regra segunda diz que eles têm de ter alguma discordância. Mas daquelas brabas, que cause brigas, tapas na cara ou ódio eterno. É no atrito que se aprende a negociar os espaços, a ceder, a treinar a tolerância. Mas ambos têm de ter isso ou o lado cedente acaba cansando.

A regra terceira diz que eles precsiam achar que o outro é melhor que eles em algo ou em tudo. Mas tem de ser mútuo. A admiração pelo outro é o que impulsiona o dia-a-dia. Caso contrário, o outro vira objeto de escárnio e qualquer opção fora do relacionamento acaba valendo mais a pena. Novamente ambos precisam achar que o outro é melhor, senão o caldo desanda.

A regra quarta diz que ambos têm de ter um nível sócio-econônico-cultural próximo
um do outro. Mais cultural, sócio ou econômico dependendo da índole de cada um. Nada contra uma pessoa ser sustentada mental, social ou economicamente pela outra, mas há de ter troca entre os relacionantes. Já conheci casais perfeitos que sucumbiram à dureza, à burrice ou ao isolamento social. Não nessa ordem.

A regra quinta diz todas essas regras anteriores devem e serão quebradas em algum momento e nunca serão sempre observadas durante os relacionamentos que tivermos pela vida.

E a sexta, a derradeira e única absoluta, é que só se entra num relacionamento sabendo e esperando que um dia ele acabe. É a única garantia de que será infinito, como diria o poetinha.

Confu-ação!

Tentei adormecer, apagar, deletar pensamentos e ações expontâneas, confusas, porém sinceras. Percebo que minhas palavras jamais encontrarão os silenciosos sentimentos que aqui insistem em latejar.
Na tentativa de encontrar uma opinião alheia para questões só minhas, só acumulei novas questões e doloridas respostas: "O que você deseja?", "Onde pretende chegar com estes pensamentos confusos?", "Já disse para não esperar nada de mim!"
Queria eu acreditar que não espero nada mesmo do outro. Mas não é verdade. Quero a surpresa, um amor inconsistente, mas presente no olhar.
Hajo na impulsividade. Mas vamos lá, mais uma vez, respondo: quero o abraço carinhoso de quem me estima, um afago nos cabelos até poder adormecer, sonhar e acordar, olhar para você ao meu lado e voltar a sonhar em paz, sem culpa ou temor de colocar libidinosos roteiros que só minha mente inconsciente é capaz de produzir. Seria pedir muito?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Casas Bahia

Por mais elitista e apreciador de produtos de boa qualidade que você possa ser, se tiver um pouco mais de 25 anos com certeza em algum momento em sua vida, achou interessante as ofertas nas Casas Bahia e, quem sabe, também já parcelou algum objeto em algumas dezenas de prestações.

Crédito fácil, rápido e acessível a todos. É motivo de piada por uns, a salvação de outros, mas permanece lá. Intacta. Sabe que quando necessitar, terá onde recorrer. A qualidade do serviço prestado, dependerá somente do tipo de cliente que se dirige à loja. Todavia, o slogan permanece o mesmo "Dedicação total à você!".

Quando me perguntaram porque ainda tinha esperanças nos relacionamentos afetivos, lembrei-me das parcelas em atraso, da quantidade de crédito que já dei às inúmeras pessoas que já bateram em minha porta. Um prejuízo imenso quando se tem um coração que não possui um caixa reserva para este tipo de emergência. Somando tantos prejuízos, minha vontade era a de cobrar juros dos demais clientes. Alguém deverá pagar por isso!

Seria fácil assim se pudesse comercializar somente objetos. Mas os sentimentos não têm tabela de preço, não obececem a oscilação econômica internacional, muito menos é guiado pelo Banco Central. Os sentimentos apenas surgem e são expostos nesta vitrine frágil. Não é necessário aprovar o crédito, leve e pague como puder, pois o meu coração é assim como as Casas Bahia "Dedicação total à você".