segunda-feira, 27 de julho de 2009

Toma lá, dá cá!

Um dia me disseram que deveria mandar as pessoas catarem coquinhos quando me pertubassem. Acontece que já mandei tantas, que ando sem opção ultimamente. Estou vendo que eu mesma irei catar os coquinhos sozinha.

sábado, 18 de julho de 2009

Por que eu?

Cada vez que recebo uma ligação ou mensagem sua convidando-me para algum evento, festa, show ou mesmo uma conversa informal, pergunto-me, por que eu? Uma pessoa tão intensa e imersa em cultura, dotada de carisma e tantas outras qualidades, por que dedicar algum tempo de sua agenda tão lotada comigo?

Não sei se é um teste, se pretende descobrir algo em mim que talvez ainda não tenha tomado consciência. Mas por que eu?

Apesar desta dura casca que mantenho, por dentro sou frágil, tímida, tenho vergonha do que ainda não vivi ou aprendi. Confesso que gostaria de alimentar nossos diálogos com experiências, histórias e conhecimentos para compartilhar com você. Todavia, o que consigo fazer é compartilhar o vazio, o oco e os ecos das diversas vozes que mantenho dentro de mim.

Teu olhar terno e paciente produz em mim sensações das quais não experimentava há muito tempo. Outro dia, pensei que estaríamos num estado de “flerte”. Acreditei por poucas horas, que você poderia desejar mais que ouvidos para tuas experiências. Lembrei que ao fazer o primeiro contato contigo, já havia deixado bem claro que o meu intuito era apenas acadêmico, precisava me defender de alguma forma. Mas teu olhar carinhoso penetrou em minha alma através das pequenas frestas que havia em minha larga crosta.

Revendo algumas anotações que fiz em um antigo diário, li o perfil do meu “futuro companheiro”, uma espécie de lista de predicados que uma pessoa deveria ter para me conquistar: companheiro, bem humorado, capaz de incentivar-me a crescer e desenvolver habilidades das quais não sabia que existisse em mim, que tivesse bom gosto, mas que não atraísse a atenção pela forma e sim pelo sentido que daria a minha vida.

Li tudo isso e chorei. Escrevo agora sobre você e continuo chorando. Teria eu feito alguma coisa para merecer tanto? Mesmo que não haja mais que amizade. Que de teu tempo, possa beber mais que vinho, possa beber também conhecimento e motivação para permanecer em minha caminhada, guiada é claro, por pessoas de alma tão intensa e sensata como a tua. Realmente não sei o que você poderia ganhar ou trocar comigo.

Não faço a menor idéia do que tenho para te oferecer, mas serei eternamente grata e não medirei esforços para estar contigo mais vezes, mesmo que seja para compartilhar meu vazio observador e contemplativo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Vergessen

Esqueça se ele pode fazer-te descobrir teus melhorres ângulos.

Esqueça se ele pode desvincular-te da realidade, mesmo que seja por poucos minutos.

Esqueça se no momento em que menos esperava, foi nos braços dele em que encontrou consolo.

Esqueça que parte da loucura que ele possui também estão em ti.

Esqueça das novas cores que conheceste através dele, pois já estão opacas e sem vida.

Esqueça das melhores fantasias em que desenvolveste ao pensar nele, pois agora, não há mais como realizá-las.

Já disse: Esqueça! Fotografar, alienar, consolar, enlouquecer, colorir ou fantasiar nunca fará de ti uma pessoa feliz.

sábado, 4 de julho de 2009

Nós

Tudo o que desejava nesta noite era poder voltar para o meu travesseiro com memórias de superação e de auto-estima. Talvez isso faria com que a satisfação fosse tanta ao ponto de me fazer perder o sono e até a vontade de escrever. Retornando para casa, o único pensamento que tive foi "Falta de suor, produz lágrimas". Desta vez não suei as lágrimas acumuladas e não pude injetar endorfina em minha corrente sanguínea.

Não utilizei minhas glândulas sudoríparas como desejava e voltei com alguns nódulos em minha garganta. Chorei sem entender bem o por quê. Mas depois de algumas horas com minha cabeça no travesseiro, entendi que tenho muitos "porquês" vivem como sombras.

Tenho nó de saudade, nó de não ter o amor de quem gostaria, nó de não poder entender porque pessoas sem nada a me acrescentar ainda me machucam tanto. Nó de não dizer o que penso de imediato. Nó, nó, nó... infinitos nós.

E agora travesseiro que estamos à sós, cuide bem de nós.