domingo, 31 de outubro de 2010

Ciência da Caverna

Os gritos dentro de um espaço sem ar
não circulam e não reverberam. 
Física pura! 

Se ao menos tivesse coragem para abrir uma dessas janelas.
Se a covardia não impedisse de gritar o que está ausente. 
Quem dirá a ponta dos dedos macios que acariciam o vácuo? 
Projetam-se sombras, mas as palavras não. 
Dissolução.

Deste contorno de face, 
destas rugas aparentes e olhar cintilante... 
sombra alguma fará diferença. 

Permanece em clausura por conta própria. 
Dieta composta de memória e sal: sorriso e lágrima. 
Química pura! 





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