Foto: Fábio Stachi
Dê-me um tempo para recordar. O tempo necessário até que outra locomotiva passe por aqui e siga viagem comigo a bordo ou não. Chegar e partir... partir! Já não devo me incomodar com isto.
Minhas invenções são tão lúcidas que não merecem a oxidação, muito menos a rejeição de minhas células. Locomotivas passam por aqui trazendo todos os sabores do mundo, como posso criar anticorpos para tamanha diversidade?
Dei-me o trabalho de preservar a estação, por ora, abandonada. Sou, ao mesmo tempo, objeto e mantenedor deste museu vivo. Conheceste o método de extração do metal e sua forja? Quem sabe a proliferação das bactérias? Se compreender este processo, entenderá que não há forja ou vírus algum que se acomode à frieza do esquecimento.
Deixe-me lembrar do quanto foi intenso o trabalho, o suor e as lágrimas que ainda temperam esse latejar seco e aparentemente inóspito. Deixe-me recriar o amor e a dor motivada pelos delírios febris.

Alguem leu esse texto pra mim :)
ResponderExcluirSortudo(a)!
ResponderExcluir=)
foi de madrugada
ResponderExcluirE que hora estaria mais inspirada pra falar bobagem ou recitar poemas à uma pessoa que costuma ameaçar dormir ao volante! hehehe
ResponderExcluirBeijão!