terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Goiabada com queijo

Iniciei e interrompi a escrita deste texto muitas vezes, não conseguia expor ou sequer entender o que acontecia aqui dentro. Era a sensação da palavra engasgada, mas que deveria passar por um tempo curando. Isso mesmo, curando!

Receita de desamor deve ser igual ao de goiabada: mete-se num grande tacho todos os sentimentos cuidadosamente selecionados, os pedaços do que sobrou do seu coração, uma grande porção de açúcar e muitos litros de vida água.

Paciência e atenção são necessárias durante todo o tempo de preparo. Os segredos são a temperatura branda  movimento contínuo - mexa sempre de forma que os ingredientes se dissolvam, se misturem e certifique-se de que não queime ou se formem crostas. Depois disso, vem a parte "mágica" da coisa: despejar o conteúdo denso num recipiente de formato e tamanho que desejar para esfriar. Eu escolhi, desta vez, dividir a receita em duas partes; a parte maior será reservada e a outra será dividida, mais uma vez, em pequenas porções (de modo que eu possa embrulhar em papel de bala e carregar comigo na bolsa).

Doses diárias de doçura, desafio e amor pela vida e, se por ventura, alguém desejar uma porção maior deste doce que preparei com tamanho carinho, façamos um acordo! Esta pessoa terá de trazer uma boa porção de queijo para acompanhar a goiabada.

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