O que será que pensa uma pessoa que vê tua vida alí, por um fio? Quando jovens, pensamos que temos "todo o tempo do mundo", mas e depois dos 70, 80 anos?
Cada dia não é só mais um, será então, menos um... E quando percebemos que durante toda nossa tragetória, desenvolvemos muitas qualidades, orgulhamo-nos de muitas conquistas, mas tudo o que lembramos é de quantas feridas estão abertas, outras cicatrizadas... mas a dor é a que fica. Quando jovens, a dor fica somente na memória, com o passar dos anos estas dores se materializam em câncer, hipertensão, diabetes, etc.
Visitando aquela ala hospitalar com tantos idosos totalmente vulneráveis e dependentes não só de um fio, mas de vários fios, senti-me também vulnerável. Uma vulnerabilidade estranha e contida atrás de sorriso, piadas repetidas e a dura constatação de que não estou preparada para perder meu grande e único fio que me liga ao passado.
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